30/01/2013

Saudades da infância...

Ha lembrança da infância, pois mesmo que o tempo passe, ela nunca apaga...
É tanta saudade que nunca acaba.
Carlos Augusto
 Eu já escrevi tantos textos com o tema "Saudades da Infância", que eu deveria colocar um marcador novo apenas para postar textos do gênero.
Mas é como dizem: Quanto mais você cresce e amadurece, mais saudades terá de sua infância.
Ok, acabei de inventar isso, mas a meu ver, é a mais pura verdade.
Em textos futuros eu poderei escrever sobre como crescer é bom e revigorante, mas não achem que eu sou bipolar.
São apenas fases da vida. Em momentos sinto que foi bom ter crescido, enquanto em outros prefiro a infância.
Já explicarei tudo com esse texto.

Sinto uma saudade terrível de meus tempos de infância, onde eu me preocupava apenas em fazer amigos, estudar (sem preocupação com vestibular e ENEM), brincar, entre algumas outras coisas.
Lembro-me que demorei um pouco mais do que as outras crianças para aprender a ler.
Para mim, aquilo era uma tortura!
Eu via a estante de meu pai repleta de livros mas era tão frustante não conseguir ler aquilo que estava escrito.
Tanto é que após aprender a ler, não parei mais.
Talvez para recuperar aquele tempo perdido, ou por descobrir que os livros me fascinavam mais ainda, não só por suas capas lindas e desenhos arrojados, mas também pelo conteúdo que mexia com minha imaginação.
Meu pai comprava para mim vários livros de contos de fadas!
O primeiro gibi da turma da Mônica que ganhei foi de um primo meu, e, era do Chico Bento.
O único do Chico que tenho até hoje, afinal, com o tempo, a magricela que come de tudo, mais conhecida como Magali, acabou me conquistando, e a maior parte de gibis que tenho são destinados à ela.
Lembro-me da ótima sensação de comer uma maçã-do-amor.
Há quanto tempo não como uma dessas?
Preciso de mais delas para adocicar meu coração.
Lembro de uma vez que cortei um vestido meu para colocá-lo em uma boneca.
Um ato de egoísmo de minha parte, pois todo branco com desenhos em preto, aquele vestido era lindo.
Nunca mais foi encontrado um igual!
Guardo muitas lembranças doces de minha infância, embora imagens de sofrimento sempre me venham à cabeça quando lembro daquele período... mas prefiro não entrar em muitos detalhes.
Eu gostava de usar batom caramelo (que hoje raramente usaria), não gostava muito de minha aparência física, e tinha problemas com auto-estima.
Era extremamente tímida, algo que estou lutando para mudar atualmente.
Sinto falta da tranquilidade, e mais ainda da ingenuidade que só temos uma vez na vida durante a infância.
Ah, bons tempos...
Mas como sempre, existe o outro lado da moeda!
Não que a vida seja um jogo de cara ou coroa, mas é sempre bom avaliar os dois aspectos de tudo.
Foi ruim deixar a infância, disso não tenho dúvidas, mas para todos males existem benefícios.
Quando se está crescendo, temos a sensação de que finalmente poderemos ser aquilo que sempre desejamos.
Independentes! Livres!
Finalmente não estaremos mais presos nas garras de nossos pais, e poderemos tomar nossas próprias decisões.
A adolescência é o tempo para ter toda aquela liberdade que nos faltava na infância, e, embora as responsabilidades aumentem, estamos começando a caminhar com nossos próprios pés, e não apenas caminhando na sombra de quem nos quer bem.
Mudar para amadurecer, crescer para nada mais volte a ser como era antes.
A vida muda, dá várias voltas, e mesmo com tantos tropeços e acertos diários, o que de melhor nos sobre são as lembranças de um passado que já foi mais doce do que maçã-do-amor.
Lembranças de um tempo onde tudo segundo nossa visão era meigo.
Lembranças de um tempo que talvez não tenha sido tão bom, mas que é a garantia de que o futuro será melhor.
Lembranças que mostram como a vida evoluiu.
São essas lembranças que guardaremos até ficarmos mais velhos, pois quando se atinge a terceira idade, lembranças são as melhores coisas que nos restam...

P. S.: A repetição da palavra "lembranças" foi proposital.

Um beijo à todos, 

J. R. 

29/01/2013

Ser diferente!

Ultimamente, tenho visto muito isso nas redes sociais e em pessoas que conheço.
Tantas pessoas que dizem "Eu sou diferente de todo mundo, blablabla".
Minha sincera opinião??
Só de uma pessoa dizer que é diferente, isso já a torna igual a todos os outros.
Todas as pessoas normais se acham diferentes, mas o fato é que todos tem algo de semelhante com qualquer pessoa no mundo, seja no estilo pessoal, musical, a forma de falar, o corte de cabelo, opções pessoais, sei lá.
Quando uma pessoa é diferente dos demais, ela não precisa sair anunciando isso aos quatro ventos, pois pessoas diferentes nota-se à primeira vista.
É aquela pessoa que em meio à tantas pessoas que se vestem de forma igual não tem medo de ousar no que veste.
Uma pessoa diferente apresenta um modo que não seja igual ao de todo mundo falar.
A moda é falar palavrão e gírias, mas essa pessoa pode aderir um vocabulário mais culto (desde que sinta bem usando-o).
Ou se for modinha dar uma de intelectual perante os outros, essa pessoa mostrará sua verdadeira inteligência, sem a necessidade de copiar gestos e atitudes alheias.
Ser diferente é uma questão de personalidade, de escolhas.
E muitas vezes não é uma questão apenas de estilo pessoal, como moda ou corte de cabelo.
Conheço muitas garotas com cabelos em cores diferentes (como o ruivão da foto, é comum, mas na minha cidade nem tanto) mas dentro de si é apenas mais uma menina que partilha das mesmas atitudes de outras garotas. Tem os mesmos medos, mesmas ilusões, e basicamente os mesmos objetivos.
Eu não vou dizer que sou diferente, pois seria uma grande hipocrisia, haha!
Como a garota da foto (que inclusive tem o mesmo nome que eu), eu gosto de All Star e Rock.
All Star pois é simples e confortável, e prático de se usar.
Rock pois as letras muitas vezes traduzem algo que penso ou sinto.
Mas o que estou mesmo querendo passar para vocês não é a mensagem de que vocês são todos iguais, mas sim de que não é preciso gritar para o mundo algo que deve existir dentro de você.
Lembre-se: Ser diferente, antes de mais nada, é fazer a diferença com as pessoas com quem convive.

Encerro por aqui! 
Ficou confuso ou sem sentido? 
Caso sim, bem, isso é extremamente normal vindo de mim, haha. 

Ah, e um último aviso: Como as aulas já estão para retornar, e esse ano prometi a mim mesma que faria tudo o que não fiz ano passado como cursos de linguagens, aulas extracurriculares, arrumar um emprego (essa parte é triste, eu sei), e me dedicar mais ainda aos estudos, as postagens aqui ficarão reduzidas.

Espero que entendam, e um enorme beijo à todos que leram até o final!

28/01/2013

Selo #12 - Memes com perguntas!



Ganhei da fofa da StarGirlie, do blog lindo que ela tem com a Babi. Muito obrigada mesmo querida,

Meme 11 coisas sobre mim 


Regras:
-Escrever 11 coisas aleatórias sobre você;
-Falar de quem recebeu; 
-Responder as 11 perguntas que a pessoa lhe mandou;
-Criar 11 perguntas pra repassar;
-Escolher 11 blogs e colocar os respectivos links;
-Avisar os blogs da tag;
-Não enviar a tag para a pessoa que te mandou;
-Postar estas regras.

11 coisas sobre mim: 
- Muitas vezes sou uma chata mandona; 
- Adoro escrever sobre coisas bobas que vejo no meu cotidiano e sentimentos, mas a maioria desses textos não posto aqui;  
- Me apego fácil às pessoas; 
- Tenho um medo terrível de me tornar exatamente o tipo de pessoa que odeio; 
- Eu gostaria de ter feito balé durante minha infância; 
- Eu adoro competir com outras pessoas, é uma forma de superar meus próprios limites; 
- Quando jogo vídeo-game grito tanto, como se minha gritaria pudesse de alguma forma me ajudar no jogo; 
- Quando estou triste, escuto rock para animar ou me torturo com músicas lentas; 
- A maioria das coisas que escrevo têm como base sonhos antigos; 
- Eu já cantei dentro da sala de aula (durante o intervalo, claro); 
- Sou muito possessiva com tudo que amo. 

Respostas para as perguntas da Star: 

1-Você já teve um amor à primeira vista?
Só me apaixono à primeira vista, rs. Eu geralmente gosto de alguém à primeira vista, mas o que determinará se é amor ou não só a convivência com a pessoa. 

2-Você tem uma melhor amiga ou um melhor amigo? Se sim, fale um pouco sobre eles.
Difícil essa, rs. Eu tenho vários amigos, na verdade, colegas, mas melhores amigos é algo muito complexo. Tenho um amigo o qual me conta tudo sobre ele, segredos que ele não se atreveria a contar à outras pessoas, e me sinto à vontade para falar com ele sobre tudo o que acontece comigo. Então, acho que esse é meu melhor amigo. Ele é legal, inteligente, e gosta de debater ideias. 

3- Qual é a sua música favorita?
Tenho tantas que não poderia escolher apenas uma. Eu gosto muito de Guns n' Roses, então a maioria das músicas dessa banda entraria nessa categoria. 


4. Já chorou alguma vez em público? 

Sim, e não me orgulho disso. Mas vou contar aqui um pouquinho. Era uma segunda-feira, na aula de História. A professora estava entregando as médias dos alunos, como provas e trabalhos. Peguei meu trabalho, fiquei apreensiva, pois a nota não era tão boa. Quanto chega a prova... a nota era horrível... Foi a primeira vez que fiquei com nota vermelha na vida. Minha média foi de 5,5 (a média da escola é 6). Ok, meio ponto, mas a desesperada aqui começou a chorar. Alguns amigos meus me consolaram. Aposto que eles acharam que eu estava fazendo um drama a toa (e realmente era), mas pelo menos pude contar com o ombro amigo de algumas pessoas. Ainda fico triste por isso, mas ok, bola para frente, rs. 

5- Assiste Salve Jorge? Se sim, o que faria para convencer a burra da Morena de que a Lívia não é confiável?
Eu não assisto nenhuma novela, mas Salve Jorge é a única que eu sei por cima o que acontece, afinal, minha mãe é fã dessa novela. Eu mandaria uma carta anônima para a Morena, revelando toda a verdade para ela... mas daria um jeito daquele cara que namora a mãe dela não pegar a carta. 

6- Já teve vontade de bater em alguém? Já 
bateu em alguém?
Jogar um livro na cabeça de alguém conta como bater??? Arranhar conta como bater?? Caso sim, então já bati. Não sou de sair no tapa com as pessoas, mas vontade de "descer a mão" em alguém não me falta. Conversar com a pessoa é bom, mas as vezes a pessoa não se toca, então dá aquela vontade de xingar (eu não falo palavrão, rs) e partir para a "baixaria" mas eu me contenho, afinal, sou muito fraca, então sairia perdendo. A menos que use minhas unhas a meu favor, rsrs. Já arranhei muitas pessoas. 

7- Todo mundo costuma reclamar de sua própria voz quando gravam algum vídeo. Você é assim também?
Sou sim! Eu já gravei um vídeo para um trabalho de Geografia, com tema de telejornal, onde eu era a "âncora" do jornal, então ficou bem sério, mas eu não gostei da forma como eu falei. 

8- Gosta de ler?
Muito!!! Demais, eu amo ler e sempre tenho um livro comigo, independente se estou indo para um velório, festa, parque... 

9- Se pudesse mudar alguma coisa em você, o que seria?
Na verdade, eu não sei. Eu adoro meu corpo e cabelo do jeito como eles são... Um amiga minha falou que sou estranha, pois sou muito de bem comigo mesma, mas isso não vem ao caso. Eu mudaria minha postura, as vezes fico encurvada, e como tenho desvio na coluna, não me faz bem. 

10- O que mais deseja fazer em 2013?
Terminar de escrever meu livro, que inclusive já era para estar pronto. 

11- O que você gostaria de fazer se hoje fosse o último dia de sua vida?

Seria difícil realizar tantas coisas em apenas um dia... Mas eu iria em várias lojas e gastaria horrores, afinal, eu não teria que pagar mesmo. Iria conhecer algum ugar perto daqui, apenas para esquecer de tudo... não teria muito tempo para viajar para fora. Eu simplesmente tentaria esquecer de tudo, afinal, no outro dia não me restaria nada mesmo. 

11 perguntas para os blogs escolhidos por mim: 

1. O que mais gosta de fazer quando tem um tempo livre? 
2. Qual o momento mais alegre que se lembra nesse momento? 
3. Qual seu tema favorito para livros/filmes? 
4. Você mudaria algo em seu passado? 
5. Como seria seu quarto dos sonhos? 
6. Qual sua citação de filme ou frase de algum autor favorita? 
7.  Qual música está escutando agora? 
8. Qual a pessoa em quem você mais se inspira? 
9. O que mais te irrita? 
10. Qual seu corte de cabelo favorito? 
11. Se sua vida se resumisse em um filme, qual seria? 

*****
Olá gente!!! 
Eu não repassarei para nenhum blog, mas quem quiser, fique a vontade para responder à todas as perguntas que fiz. 
Ontem não pude postar nada, e para hoje só preparei isso, pois de manhã fui no hospital (estou com alergia, dos pés à cabeça, literalmente), e quando voltei estava "cansada". Resultado: Passei a tarde toda dormindo. 
Falta de vergonha na cara, né?  
Uma boa semana a todos vocês, 
beijos,

Juliana Rodrigues. 

26/01/2013

Capítulo 6 - Parte 2

Caso não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui. 
No capitulo anterior: 
- Uma das garotas que estão brigando é Joanne. 
- Legal! - falei mais animada. 
- A outra está apanhando feio. - ela disse, com expressão triste. - É Nicole. 

Agora: 
Capítulo 6 - Parte 2 
Meu sorriso logo se desfez de meu rosto.
- Nós temos que ir ajudá-la. - eu disse, tentando empurrar algumas bruxas que estavam à nossa frente, mas nenhuma pareceu se mover.
- Não adiantaria. - ela respondeu. - Eu soube que essa Joanne era uma encrenqueira da primeira vez que coloquei os olhas nela.
- Mas o que Nicole fez para ela??
- Eu não...
Ela parou de falar abruptamente, e todas as outras garotas também fizeram silêncio, pois Nicole e Joanne agora estavam gritando uma com a outra.
- Eu sei o que você fez. - gritou Joanne, acertando um soco na barriga de Nicole.
- Você é uma maluca encrenqueira. - Nicole disse, se afastando. - Eu não tenho culpa pelo que aconteceu.
- Você acha que não? - disse Joanne, respirando fundo. - Eu sinto seu cheiro.
Franzi o cenho quando ouvi aquilo.
O que sentir o cheiro dela tinha a ver com a situação que nos encontrávamos?
Provavelmente era algum perfume da Chanel, mas isso não vinha ao caso.
Nicole recuou, parecendo perplexa.
- Ora, sua...
Antes que ela pudesse concluir a frase, Ellen estava avançando e me puxava junto.
- Podem parar com isso! - ela disse, daquele jeito autoritário que poucas pessoas tinham. - Quem não for usar o banheiro para suas necessidades faça o favor de se retirar.
Ninguém se moveu.
Ela respirou fundo, fechou os olhos. Em seguida, inspirou e abriu os olhos gritando:
- Saiam! - sua voz soou de uma forma aterrorizante. - AGORA!!!!!!
Algumas meninas começaram a sair, ficando ai apenas aquelas que usariam o banheiro com um fim útil.
- Já pensou em ser monitora? - perguntei para Ellen assim que boa parte das garotas já estavam fora do banheiro.
- Na verdade, já! - ela respondeu, com seu jeito durão de ser.
- Vocês duas para a diretoria, agora. - Gritou uma voz ainda mais brava do que a de Ellen... era Mary Anne, a monitora irmã de Nicole.
- Mas, mana...
- Não me faça falar outra vez. - Mary disse, lançando um olhar ameaçador para ela.
Antes de saírem, puxei Joanne pelo braço e disse em seu ouvido:
- Seja lá o que você tiver feito para ela, você vai pagar. - depois disso, eu e Ellen saímos do banheiro.
******************
- Você acha que o diretor dará um castigo muito ruim à ela? - perguntei para Ellen, quando já estávamos nos jardins do colégio. 
- Eu creio que o castigo seja subir até a sala do diretor. - disse ela, pensativa. - Vamos ao ginásio de esportes? 
- Mas não iríamos com Nicole? 
- Ela não está aqui. E não estou com vontade de esperar por ela enquanto ela se diverte tomando uma bronca básica do diretor e de sua própria irmã. 
Não pude fazer nada além de concordar com ela, dando de ombros. 
- A Mary Anne é muito durona.
- Apenas aparentemente. - disse Ellen, enquanto nos aproximávamos do Bloco III. 
- O que quis dizer com isso? - perguntei, levantando uma das sobrancelhas. 
- Bem, essa é uma história que deve ficar apenas entre nós, ok? - após ver meu assentimento, ela continuou. - A família Carpenter é realmente muito rica... 
- Me desculpe, mas... Família Carpenter? 
- Sim, a família a qual Nicole e Mary Anne pertencem. 
- Ah, entendi, ok! 
- Continuando. - disse ela, revirando os olhos. - Eles são muito ricos, e houve uma época em que Mary Anne tinha a postura de uma princesa. Bonita, sociável e delicada, era quase uma porcelana, que se não fosse manuseada com cuidado, poderia quebrar-se. 
- Difícil acreditar! - disse eu, mas logo me arrependi quando vi o olhar ameaçador de Ellen sobre mim. - Desculpe-me. 
- Desde que não se repita, não há problemas, Natalie. - ela disse, e retomando o relato. - Era assim por influência de sua mãe. Mas, algum tempo atrás, ela se cansou e resolveu se rebelar. Saía escondida da mãe, e mantinha um namorado secreto. Na mesma época, Mary entrou escondida no quarto da mãe, onde ela encontrou um diário antigo. Ela foi apanhada e seu castigo foi tão severo, que Mary começou a se fechar para tudo. Ela meio que ficou traumatizada pelo que a mãe fizera... e mudou. Deixou a garota meiga para trás, e a rebelde também. A punição da mãe a transformou nessa garota que não abre um sorriso para ninguém e sempre está má-humorada.
- Mas, qual foi a punição, afina? - perguntei, curiosa. 
- Ninguém sabe ao certo. - Elle respondeu, pensativa. - Tudo que sei é isso. Mas toda vez que encaro Mary Anne fixamente em seus olhos, eu sinto que a antiga garota está adormecida ali, apenas esperando se livrar das garras da mãe para ser feliz. 
Fiquei pensativa. Os últimos dias estavam tão confusos para mim que não sei como eu assimilaria tantas informações novas. 
Pelo visto, naquela escola, nem tudo era o que parecia. 

Amor próprio!

Amor! 
Uma palavra tão pequena, cuja representação é improvável.  
O que definiria o "amor" para você? 
Um sentimento que surge por quem menos se espera? 
Isso é um tanto clichê e vago demais para definir esse sentimento grandioso que afeta os sentidos e tanto enche as redes sociais com frases melancólicas sobre alguém amado. 
A impressão que tenho quando vejo coisas do tipo é que o amor é um sentimento que causa mais dores do que prazer. 
Aproveitando as palavras de Sheldon Cooper à meu prol, posso dizer que "A busca por outro ser é algo que sempre me intrigou. Talvez por eu ser tão interessante sozinho". 
Tirando a arrogância da frase, tenho que dizer que concordo completamente com ela. 
Antes de dizer que ama alguém, ame a si mesmo. É disso que o mundo necessita, pessoas que encontram dentro de si, em seu próprio coração, toda a felicidade que têm a ilusão de que outras pessoas poderiam proporcionar-lhes. 
Por que tantas pessoas sofrem por amor? 
Mesmo ouvindo frequentemente meus amigos falando sobre essa questão, ainda não consigo encontrar uma resposta para ela, pois, embora tenha conhecimento teórico sobre o assunto amor, que adquiri com livros, revistas e escutando lamentações amorosas de meus amigos, ainda falta o conhecimento prático, que, modéstia parte, é muito vago. 
Mas, mesmo não conhecendo aprofundamente sobre o assunto, eu posso afirmar com toda a certeza de que só sofre por amor quem quer, afinal, não existe propósito algum em chorar amargamente por alguém que não merece nem uma lágrima derramada. 
Quer amar alguém? Ame a si mesmo.