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13/01/2017

|PRIMEIRAS IMPRESSÕES|: Uma princesinha no país das maravilhas, Flavio Oliveira

 E se uma nova Alice viesse de um minúsculo planeta? 

Com uma narrativa em primeira pessoa, o Chapeleiro Maluco recebe a visita de Alice, uma princesinha inspirada no Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.

Tive a oportunidade de conhecer as primeiras 20 páginas do novo livro do Flavio, e não imaginei que iria me encantar tão facilmente em tão poucas páginas.

Vamos conhecer um pouco mais sobre ele? 

10/12/2015

Lispector, Lispector: 38 anos sem a Grande Bruxa da Literatura Brasileira

Ontem (09 de dezembro), fez 38 anos desde que a grande Clarice Lispector faleceu. Uma das maiores influências na literatura brasileira, Clarice foi uma mulher de grande personalidade e ar misterioso. Tanto, que suas obras literárias são objeto de estudo de diversos especialistas no mundo, e muitos deles ainda não conseguiram desvendar as complexidades que existiam por trás das palavras de Lispector.

Considerada a maior romancista do Brasil (não é para menos), ela escreveu para jornais desde cedo, e possui diversas crônicas que foram publicadas no Jornal do Brasil, possui 9 romances, 9 livros de contos, 4 livros infantis, e fora 11 livros publicados postumamente (com compilados de crônicas e contos que ela havia escrito).

Clarice escreve de uma forma bagunçada. Como se não se incomodasse em passar para o papel tudo o que lhe vinha à mente, por mais que não se encaixasse no texto desenvolvido. E, apesar da forma 'bagunçada', ela criou seu próprio estilo de fazer de sua escrita uma verdadeira arte, extremamente revolucionária para a época que viveu, trazendo diversas reflexões sobre a alma humana.

Um exemplo de mulher, uma inspiração de escritora.

Reuni algumas obras da grande escritora, para quem não leu nada que ela já tenha escrito, vale a pena a leitura. Mas mergulhe com todo seu coração nas obras de Clarice, pois ela vai transbordar sua alma!

Sinopse: A escultora G.H. nos conta sua experiência vivenciada a partir do instante em que entra no quarto da ex-empregada, vê o surgimento de uma barata no guarda-roupa e a esmaga na porta. Daí em diante, tomada por uma mistura de medo e repulsa, G.H. vive com a barata durante horas e horas a sensação de ter perdido a sua "montagem humana". A incapacidade de dar forma ao que lhe aconteceu, a aceitar este estado de perda, a leva a imaginar que alguém está segurando a sua mão. Desta maneira, o leitor passa a viver junto com a personagem esta experiência singular.

Trechos: “O que eu era antes não me era bom. Mas era exatamente desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. (…) Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

“Minha pergunta, se havia, não era: “que sou”, mas “entre quais sou”.


Sinopse: Como em todas as obras de Clarice Lispector, Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres é um ponto de vista feminino a respeito da vida. Lóri, na verdade, é a personagem central, enquanto Ulisses ocupa um papel secundário, mero referencial para os pensamentos e atitudes de Lóri. O livro conta, acima de tudo, a viagem empreendida por Lóri em busca de si própria e do prazer sem culpa. Uma viagem na qual Ulisses funciona como um farol, indicando onde estão os perigos e o caminho correto para a aprendizagem do amor e da vida.

Trechos: "E 'eu te amo' é um farpa que não pode se podia tirar com uma pinça." 

"E o que o ser humano mais aspira é tornar-se 'humano'." 

"Você precisa andar de cabeça levantada, você tem que sofrer porque você é diferente dos outros (...) Você não precisa de companhia para ir, você mesma é bastante. 

27/11/2015

Especial: A Saga do Tigre, Colleen Houck

Fonte da imagem: Livros com resenhas

Qualquer pessoa imersa no universo literário já deve ter ao menos ouvido falar na Saga do Tigre. Um sucesso imensurável em 18 países, o primeiro livro (A Maldição do Tigre), foi lançado em 2011. Os direitos autorais foram comprados para o ramo cinematográfico, com previsão de estréia do filme para 2016.

Comecei a ler o primeiro livro recentemente, mas esta postagem é um pedido especial de uma leitora aniversariante. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre os livros?

Sinopse: Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? 

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. 

Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livro ao lado dele. 

O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. 

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. 

09/11/2015

Cecília Meireles: 51 anos sem a poetisa


Hoje faz 51 anos desde que Cecília Benevides de Carvalho Meireles (sim, eu pesquisei o nome completo no Wikipédia.), deixou nosso mundo. Ela, que foi - e ainda é - um dos grandes nomes da literatura nacional, minha Musa inspiradora em poemas, dona de uma sensibilidade admirável sobre o mundo.

Para quem já teve a sorte de se deliciar com um de seus poemas, entende a leveza à alma que boa parte deles trazem. Alguns, podem até mesmo nos levar à reflexão e a pensamentos tristes pela profundeza de significados que carregam, mas todos, são especiais a seu modo.

Quer conhecer um pouco do trabalho dela? Selecionei meus poemas favoritos para vocês!

Pássaro da Lua 

Pássaro da Lua, 
que queres cantar, 
nessa terra tua, 
sem flor e sem mar?

Nem osso de ouvido, 
pela terra tua. 
Teu canto é perdido 
pássaro da lua... 

Pássaro da lua, 
por que estás aqui?
Nem a canção tua 
precisa de ti. 


Cântico VI

Tu tens um medo: 
Acabar. 
Não vês que acaba todo o dia. 
Que morres no amor. 
Na tristeza.
Na dúvida. 
No desejo. 
Que te renovas todo o dia. 
No amor. 
Na tristeza. 
Na dúvida. 
No desejo. 
Que és sempre outro. 
Que és sempre o mesmo. 
Que morrerás por idades imensas. 
Até não teres medo de morrer. 

E então, serás eterno. 


Retrato 

Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos vazios, 
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face? 


Cântico XIII

Renova-te. 
Renasce em ti mesmo. 
Multiplica os teus olhos, para verem mais. 
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo. 
Destrói os olhos que tiverem visto. 
Cria outros, para as visões novas. 
Destrói os braços que tiverem semeado, 
Para se esquecerem de colher. 
Sê sempre o mesmo. 
Sempre outro. Mas sempre alto. 
Sempre longe. 
E dentro de tudo. 


Cântico II

Não sejas o de hoje. 
Não suspires por ontens. 
Não queiras ser o de amanhã. 
Faze-te sem limites no tempo. 
Vê a tua vida em todas as origens. 
Em todas as existências. 
Em todas as mortes. 
E sabes que serás assim para sempre. 
Não queiras marcar a tua passagem. 
Ela prossegue:
É a passagem que se continua. 
É a tua eternidade. 
És tu. 


Gostaram? Já conheciam algum poema de Cecília Meireles? Quero saber o favorito de vocês, hein! 

Até a próxima, Ju Rodrigues. 

23/09/2015

Uma dose de inspiração: Raphael Draccon

Eu nem estava feliz por ter conhecido o Raphael. 

Ontem teve uma viagem literária aqui onde moro, com a presença de Raphael Draccon (um dos escritores mais influentes no Brasil atualmente). Devo dizer que desde que li a Trilogia Dragões de Éter, os livros desse autor já haviam ganhado um espaço no meu coração. 

Foram livros muito bem escritos, envolventes, e marcantes. Agora estou lendo Fios de Prata, e a sensação é a mesma: Raphael é um dos mais proeminentes escritores nacionais. 

"Existem poucas coisas, bem poucas, pelas quais vale a pena viver ou morrer. O amor é uma delas." (Trecho de Dragões de Éter - Corações de Neve). 

Como se não bastasse, ao conhecê-lo pessoalmente, pude ter a convicção de que Raphael não se trata apenas de um excelente escritor. Ele é uma pessoa ótima, super carismático, de uma humildade impressionante. 

O autor contou sua jornada para se tornar o escritor que ele sempre quis ser, como superou seus problemas e aprendeu lições valiosas no decorrer de sua vida. Com uma história de vida inspiradora, Raphael nos comove com seus relatos familiares sobre sua avó ser morta pelo alcoolismo, com um pai que foi o primeiro a dizer que ele morreria de fome se quisesse ser "escritor", e também, como o mesmo apoiou-o no momento do lançamento de seu livro. 

Falou sobre o falecimento de seu pai (um dia após o lançamento do livro na Bienal), e como a melhor e a pior coisa do mundo estavam acontecendo com ele ao mesmo tempo. Mas se tem uma lição que ele tirou disso tudo, é que a vida segue. Ela sempre deve seguir, independente de para qual caminho esteja indo, e naquele momento, ele estava caminhando em direção à vida que gostaria de ter. 

E o mais importante de tudo, foi concluir sua palestra com o motivo pelo qual ele descobriu que realmente queria ser escritor: para fazer as pessoas voltarem a acreditar que ainda é possível sonhar. Que muitas vezes, o impossível torna-se possível, e que nosso destino só depende de nós mesmos. 

Desde que nunca deixemos de sonhar. 

Draccon deixou diversas lições valiosas para aqueles que tiveram o privilégio de estarem assistindo sua palestra, mas não me deixou dúvidas de que se eu já gostava imensamente dos livros dele, agora o admiro muito mais ainda por ser quem ele é. 

Com carinho, 
Juliana Rodrigues. 

06/08/2015

Primeiras impressões sobre O Lago Negro de Juliana Daglio


Faz pouco tempo que conheci a Juliana (belo nome, por sinal), e seu primeiro livro, Uma canção para a libélula. Sabe aquele livro que atrai pela capa e título, e acaba te prendendo pela trama? Pois então! Mas deixando a libélula de lado, vou falar sobre as primeiras impressões que tive sobre o próximo lançamento da Ju, O lago Negro, em breve, pela Editora Arwen. 

Ela enviou por e-mail as 20 primeiras páginas (Capa + dedicatória + prólogo + capítulo 1) do mesmo, à mim e muitos outros blogueiros que toparam fazer parte desse desafio: ler o início do livro, e fazer uma pequena resenha sobre o que achou e suas expectativas para o restante. 

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. 

De início, somos apresentados ao clima sombrio e gótico do prólogo. Pareceu-me um cenário frio e distante, por se tratar de um sonho. O protagonista estava sonhando, dentro da mente de V. Entre o diálogo dos dois - desde o início, quando ela se pega surpresa por ele ter voltado para encontrá-la, até o desenvolver da cena -, tive a impressão de que eles são amigos de longa data. Ou, quem sabe, um casal de namorados que tiveram seus destinos separados, encontrando-se uma vez mais em um sonho. 

Uma lembrança. Um delírio! 

           - Qual a cor dos olhos das outras garotas com quem você sonha? - perguntou-me com a voz monocórdia.
             - Não sonho com outras garotas. 
             - Não minta. 
             - Eu nunca mentiria para você. 

 O diálogo torna-se confuso, misterioso. Embora possa causar uma leve confusão para o leitor, notamos que o mistério se apossará desse livro intensamente, e todos os detalhes serão melhor explicados. Mas nada entregue tão facilmente assim!

V transforma-se bem diante dos olhos do narrador. Tornou-se uma criança novamente, uma pequena garotinha (agora com os cabelos mais claros) indefesa. O narrador também rejuvenesce, o que nos leva à possibilidade dos personagens se conhecerem desde que são crianças.

             Eu amava aquela garota, só conseguindo sentir isso de verdade quando estava sonhando. 

Ela diz que ele deverá encontrá-la. V não pode dar explicações suficientes para ele agora, mas ele alega que nem a conhece. Ou será V um delírio de sua mente? O prólogo nos instiga por não sabermos qual a ligação entre os dois personagens.

De forma sutil, o Lago negro é introduzido ao livro. É apontado em uma citação ou outra, sob o olhar atento do narrador que faz uma metáfora entre os olhos dela (ondas calmas refletidas diretamente nos olhos dela). Ondas calmas de um lago muito tempestuoso.

O que é o lago negro, afinal?

Muitas dúvidas e incertezas surgirão no decorrer desse prólogo muito bem elaborado e escrito. E mesmo com diversas perguntas formulando em sua mente, acredito ser esse o propósito do livro: prender a atenção pelo mistério, e ir desvendando aos poucos cada dúvida formulada.


20/10/2013

Carrie, a estranha - Resenha

Um dos maiores livros de sucesso de Stephen King, Carrie, a estranha, ganhou mais um remake como filme, o qual estreou dia 18 de outubro desse ano nos Estados Unidos, mas no Brasil, sua estréia só está prevista para o dia 06 de dezembro desse ano ainda. 
Enquanto aguardo ansiosamente, eu li o livro (já que está na minha lista há séculos), e pretendo assistir as outras versões do filme.
Hoje, a resenha será só sobre o livro mesmo, e minhas impressões sobre o mesmo, confira: 

Sinopse: Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.

Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais.


Opinião: Comecei a ler o livro sem maiores expectativas. Não é bom esperar muito de um livro, pois você pode se decepcionar... ou ser completamente surpreendido. 
Ainda não decidi qual a sensação que tive ao terminar Carrie, mas certamente não saí "decepcionada". Não completamente. Claro que o livro teve alguns pontos bem fracos, mas a forma como Stephen conseguiu transferir os sentimentos da personagem, de uma forma indireta, mas ele o fez, e isso de algum modo mexeu comigo, e me fez refletir. 

Eles a esqueceram, você sabe. Transformaram-na numa espécie de símbolo e esqueceram que ela era um ser humano... - Página 94
Carrie sempre fora atormentada por todos a seu redor, principalmente por colegas de escola. Ela usava roupas estranhas demais para uma garota de sua idade, é calada, sem amigos nenhum e é tida como feia. Seu colegas a reprimiam, a tratavam como uma aberração, um monstro.
Isso, pois nem sabiam de toda a verdade.
Sua mãe nunca a deixara ser uma garota normal, era uma verdadeira fanática religiosa que conseguia levar à níveis extremos seu amor por Deus, de uma forma até mesmo assustadora.
A jovem Carrie tem sua menarca (primeira menstruação), aos dezesseis anos de idade, no banheiro feminino da escola. As garotas tiram sarro dela e tacam absorventes nela para humilhá-la.
Em sua casa, a mãe a prende em um armário com várias imagens de Deus irado, dizendo que se ela não tivesse pecado, a menstruação não teria vindo à ela.
Após o episódio do banheiro, uma garota se arrepende de ter rido de Carrie, e pede à seu namorado para chamá-la para ir ao baile.
Ela aceita, mesmo achando que ele está tentando criar mais uma situação para envergonhá-la. No dia do Baile de Primavera, ela é uma das garotas mais bonitas, mas nem poderia imaginar o final terrível que estaria por vir.
Não imaginaria o que uma das garotas mais populares da escola estava tramando para ela... assim como essa garota (Chris) não imaginaria que Carrie possui poderes telecinéticos, e poderia acabar com tudo... e todos.

Desde o início do livro, o autor já deixa claro o que havia ocorrido, mas sua intenção aqui era simplesmente contar como, e o porquê daquilo ter ocorrido.
Um ponto positivo do livro, é que ele é contado sob o ponto de vista de um autor onisciente, mas ao mesmo tempo são apresentados trechos jornalísticos, entrevistas com testemunhas (personagens do livro mesmo), para contarem como havia acontecido.
Uma ideia mais do que positiva, aliás, pois foi ela quem deixou o livro mais realista, fazendo o leitor acreditar que aquelas manchetes realmente pudessem ser reais.
Não gostei muito dos trechos onde eram apresentados os pensamentos de alguns personagens entre parênteses. Isso tira um pouco a atenção do leitor para a história, além de conter alguns erros (como a pontuação, por exemplo).
A narrativa de King é bem casual, e apresentam alguns palavrões.
Mas o que eu gostaria de chamar a atenção mesmo, é para a personalidade de Carrie.
 Essa é a menina que continuam chamando de monstro. Quero que tenham isso em mente. A menina que se contentava com um hambúrguer e uma cerveja de dez centavos depois de seu único baile na escola, para não preocupar a mãe. - Página 100
Apesar de todo seu ódio por aqueles que a haviam reprimido durante esses anos, e das coisas terríveis que faz no final, tive um sentimento de compaixão pela protagonista.
Talvez essa seja uma grande obra de horror não por derramamento de sangue, mas pela forma como ele é assustadoramente real  e da forma como o autor passa isso para nós.
Senti que a telecinesia dela foi apenas uma forma como o autor conseguiu de vingar pessoas que são diariamente reprimidas ao nosso redor.
O que me fez parar para pensar foi ver a forma com Carrie foi injustamente julgada, pelo modo de se vestir, ou se portar. Ninguém tinha pena da pobre garota, ela era tratada como monstro, por ser diferente, por aqueles que eram iguais uns aos outros.
O que me assombra é perceber que este é um tema totalmente atemporal, pois após tantos anos após seu lançamento, ainda vemos nas escolas pelo mundo pessoas excluídas por não se encaixarem na sociedade onde todos deveriam agir do mesmo modo.
Pessoas essas que são completamente desumanizadas, como se não tivessem sentimentos.
No caso de Carrie, de tanto a tratarem como um monstro, eles fizeram com que ela se tornasse um monstro de verdade.

Não consigo exprimir tudo o que senti ao ler o livro, é algo que não dá para retratar em uma simples resenha.
Pode ser que você, caro leitor, resolva ler este livro e pense que exagerei quanto à meu ponto de vista, pode ser que concorde, mas, apenas queria dizer que, embora não tenha sido um dos melhores livros que já li, certamente me marcou. 

20/06/2013

Agnes Ribeiro... a super heroína!

Há muito tempo atrás, comecei a escrever um livro mas não cheguei a terminá-lo. Agora recomecei um novo "livro", cuja ideia surgiu de um amigo meu, que me pediu para descrever uma personagem para o livro dele (que eu e outros amigos ajudaremos a escrever). 
O que postarei abaixo é apenas uma síntese do que acontecerá, com os créditos do meu amigo (pois foi ele quem escreveu, eu só desenvolverei minha ideia a partir disso). 
Agnes Ribeiro, apaixonada por física, conseguiu uma vaga de estágio em um laboratório, uma das melhores da região. Como estagiária, ajudou trabalhos de vários cientistas e pesquisadores. Certo dia, enquanto organizava arquivos e pastas na biblioteca do laboratório, ela encontra um relatório(velho e empoeirado) falando sobre um novo elemento que foi descoberto por antigos estudiosos, bem antes da construção do laboratório. Na folha haviam também vários rabiscos de caneta. No meio dos rabiscos, ela encontra informações interessantes, também escritas à caneta: "Room 34-PHX, 42323776-0".
Por ser a única presente no laboratório naquele horário, e por pura curiosidade de cientista, ela procura a sala 34, vai até lá e chega em um corredor na qual nunca tinha passado antes. A sala era um depósito imenso de arquivos antigos, muito mais velhos do que as que Agnes estava separando. Cada gaveta tinha uma letra, começando de AAA, AAB, AAC... ZZZ.Lembrando-se da escritura, ela caminha até a gaveta PHX, era a única gaveta que possuía um sistema de segurança. Era necessário digitar uma longa senha para abri-la.
Agnes digita, com um frio na barriga, 42323776-0.
Ela sorri ao ver a gaveta se abrir, mas logo sua cara muda, e fica confusa. Ao invés de arquivos e papeladas, ela encontra um cilindro metálico com um rótulo:
" TOP SECRET Element 'Rv' Revivaline"
enquanto Agnes tenta entender o que estava acontecendo, o cilindro começou a se abrir como um casulo, até surgir uma substância misteriosa e deformada, como uma ameba. Sua cor era linda, como se todo o universo estivesse dissolvido dentro dela.
Encantada, Agnes estica seu braço, até tocar a substância.
Em questão de segundos, o corpo de Agnes absorve a ameba, fazendo com que ela sinta uma tontura terrível.
Com medo de ser vista, ela fecha todas as gavetas, deixa a sala e arruma suas coisas para ir embora.
Estava pensando enquanto andava pela rua da madrugada, o que era aquela ameba.
Talvez tenha pensado demais, nem percebia no sujeito que a seguia pelas sombras.
- Parada. Se não quiser morrer, passe tudo o que você tem.
Era um assaltante. Para Agnes, ainda não caiu a ficha, sua cabeça estava cheia de dúvidas sobre o que tinha visto agora a pouco. Sem reação, continuou olhando para a cara do bandido.
O assaltante aponta a arma para a cabeça de Agnes.
- Tá ouvindo!? Eu vou te matar!
- Tudo bem, tudo bem! Só não atire em mim!
Agora que entendeu a situação, desesperada, ela entrega todo o seu dinheiro, sua bolsa e seu celular.
- Além de burra é lerda, sua vadia.
O assaltante dá meia volta e sai correndo.
Uma coisa que Agnes odiava até a morte era ser chamada de vadia.
Esquecendo o autocontrole e a noção de perigo, ela pega uma pedra que estava no chão e joga no ladrão que estava fugindo. Acertou bem na cabeça.
Irritado e furioso, o assaltante olha para Agnes e puxa o gatilho da arma.
BANG!!!!
...
Agnes estranha o silêncio do ambiente e o céu claro demais para ser noite.
O que Agnes viu foi o assaltante apontando sua arma lá de longe, parado como uma estátua, e uma bala calibre 37 flutuando no ar, apenas centímetros distantes de sua testa.
- O tempo está parado?
[...]
Por ser a única presente no laboratório naquele horário, e por pura curiosidade de cientista, ela procura a sala 34, vai até lá e chega em um corredor na qual nunca tinha passado antes. A sala era um depósito imenso de arquivos antigos, muito mais velhos do que as que Agnes estava separando. Cada gaveta tinha uma letra, começando de AAA, AAB, AAC... ZZZ.
Lembrando-se da escritura, ela caminha até a gaveta PHX, era a única gaveta que possuía um sistema de segurança. Era necessário digitar uma longa senha para abri-la.
Agnes digita, com um frio na barriga, 42323776-0.
Ela sorri ao ver a gaveta se abrir, mas logo sua cara muda, e fica confusa. Ao invés de arquivos e papeladas, ela encontra um cilindro metálico com um rótulo:
" TOP SECRET Element 'Rv' Revivaline"
enquanto Agnes tenta entender o que estava acontecendo, o cilindro começou a se abrir como um casulo, até surgir uma substância misteriosa e deformada, como uma ameba. Sua cor era linda, como se todo o universo estivesse dissolvido dentro dela.
Encantada, Agnes estica seu braço, até tocar a substância.
Em questão de segundos, o corpo de Agnes absorve a ameba, fazendo com que ela sinta uma tontura terrível.
Com medo de ser vista, ela fecha todas as gavetas, deixa a sala e arruma suas coisas para ir embora.
Estava pensando enquanto andava pela rua da madrugada, o que era aquela ameba.
Talvez tenha pensado demais, nem percebia no sujeito que a seguia pelas sombras.
- Parada. Se não quiser morrer, passe tudo o que você tem.
Era um assaltante. Para Agnes, ainda não caiu a ficha, sua cabeça estava cheia de dúvidas sobre o que tinha visto agora a pouco. Sem reação, continuou olhando para a cara do bandido.
O assaltante aponta a arma para a cabeça de Agnes.
- Tá ouvindo!? Eu vou te matar!
- Tudo bem, tudo bem! Só não atire em mim!
Agora que entendeu a situação, desesperada, ela entrega todo o seu dinheiro, sua bolsa e seu celular.
- Além de burra é lerda, sua vadia.
O assaltante dá meia volta e sai correndo.
Uma coisa que Agnes odiava até a morte era ser chamada de vadia.
Esquecendo o autocontrole e a noção de perigo, ela pega uma pedra que estava no chão e joga no ladrão que estava fugindo. Acertou bem na cabeça.
Irritado e furioso, o assaltante olha para Agnes e puxa o gatilho da arma.
BANG!!!!
...
Agnes estranha o silêncio do ambiente e o céu claro demais para ser noite.
O que Agnes viu foi o assaltante apontando sua arma lá de longe, parado como uma estátua, e uma bala calibre 37 flutuando no ar, apenas centímetros distantes de sua testa.
- O tempo está parado?
[...]

14/06/2013

Harry Potter e a Câmara Secreta

Segundo livro da saga.
Harry está de férias na casa de seus tios. Seus amigos aparentemente não lhe mandaram nenhuma carta, e ele passa seus dias na solidão, aguardando o tão esperado retorno à Hogwarts.
Em uma noite em que seus tios recebem uma visita, ele fica em seu quarto, no mais absoluto silêncio... até que um elfo doméstico aparece.
Seu nome é Dobby, o qual tenta impedir Harry de voltar para Hogwarts, pois coisas terríveis estão por vir.
Após magicamente derrubar um bolo na cabeça da visita de Petúnia e Valter, o elfo desaparece, deixando Harry encrencado.
A janela do quarto do menino é cercado por grades, entretanto, nem isso impede que seu melhor amigo, Rony (e seus irmãos), arrombem a grade e resgatem o garoto em um carro voador.
Ele é levado para a Toca (a casa dos Weasley, família de Rony), usam pó de flu para irem ao Beco Diagonal, onde compram os materiais escolares para mais um ano letivo que em breve se iniciará.
Eles vão para a Estação de trem, mas antes que Harry e Rony passem para a Estação 9 3/4 (ou 9 1/2, conforme os livros) o portal se fecha.
Não vendo outra alternativa, eles pegam o carro do Sr. Weasley e vão dirigindo até Hogwarts.
Para completar sua chegada triunfal, eles batem o carro no Salgueiro Lutador, deixando o automóvel quebrado.
Sua chegada só poderia ser o prenúncio de que muitas coisas ruins estariam por vir, pois alguns alunos nascidos-trouxa da escola começam a ser atacados, o que induz os alunos e professores a acreditarem que o Herdeiro de Salazar Sonserina (que construiu a Câmara Secreta e um dos fundadores da escola).
Mas algo inesperado acontece: as suspeitas recaem sobre Harry, pois ele tem o poder de falar com cobras (a qual é símbolo da casa Sonserina).
Ele deve provar sua inocência, mas cada vez mais sua situação se complica, pois a cada "sangue ruim" que é atacado, ele é o primeiro a encontrar o corpo paralisado.
Assim como o livro anterior, este apresenta uma riqueza de detalhes, alguns que aparentam não ter tanta importância assim, mas conforme os outros livros foram escritos, veremos que tudo se encaixa perfeitamente.
P. S.: Depois que chegar da escola irei retribuir e responder os comentários das postagens anteriores. 

Beijos com sabor de bolinhos de caldeirão, hehe.

04/06/2013

Harry Potter e a pedra filosofal

Faltam sete semanas para completarmos dois anos sem Harry Potter.
Não é algo que se deva comemorar, afinal, sou extremamente fã de Harry Potter e esperaria de todo coração que a Tia Jô (Ai que intimidade, rs) escrevesse mais um livro, pelo menos.
Durante essas sete semanas, postarei toda segunda-feira curiosidades sobre cada filme/livro da saga Harry Potter. (Essa postagem era para ter sido postada ontem, mas não tive tempo :c )
Após o assassinato cruel de seus pais, Harry, ainda bebê, vai morar com sua tia materna e família. 
A megera acolhe o menino com muito agouro e contragosto.
Anos se passam, e o garoto, que até então acreditava ser uma criança comum, tem como quarto um armário embaixo da escada, e usa roupas que não servem mais em seu primo, Duda. 
Durante o aniversário do pequeno pivete Duda, eles vão ao zoológico, e zangando-se com seu primo, Harry o tranca junto a uma cobra. 
Assim começa a primeira manifestação de poder de Harry Potter.
O menino sofre punição, mas alguns dias depois, chega uma carta endereçada à ele, como remetente, a diretoria da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. 
Os tios tentam impedir a todo modo que Harry leia a carta, mas após fugirem para uma casa no meio do nada, quem os encontra é Hagrid, o guarda-caça da escola. 
O menino tem em suas mãos a decisão de acompanhar aquele estranho, ou continuar sua vida medíocre e reprimida. 
Sem hesitar, ele toma a decisão que qualquer pessoa sensata em seu lugar faria: Acompanhar o estranho, r permitir-se dar um novo rumo para sua vida. 
Eles vão para o Beco Diagonal, onde Harry compra todos os materiais necessários para a sua estadia na escola. 
Então, chega o tão esperado dia: Ele vai para a Estação 9 3/4, tomar o trem que o levará diretamente para Hogsmeade, o Expresso de Hogwarts. 
Tudo parece tão extraordinário à seus olhos, ele se vê diante de um mundo totalmente novo para si, onde ele era querido... bem, não por muito tempo, afinal, tanta fama e um notável prodígio ele atrai muitos olhares invejosos em sua direção, e logo também, encrencas. 
As amizades que faz são das mais puras e sinceras que existem, e, juntos, eles vivem as maiores aventuras que qualquer pessoa iria querer em sua vida. 
Um dos trios mais amados atualmente, Harry, Hermione e Rony descobrem segredos que passam despercebidos aos outros, e poem em risco suas vidas quando descobrem uma sala com um cão de três cabeças, que esconde sob suas patas um alçapão, o qual lhes proporcionará uma grande aventura, e para Harry, o segundo contato com aquele que destruiu sua família: Lord Voldemort, que após ter seu corpo quase inteiramente destruído, divide a cabeça com outro bruxo, um professor aparentemente inocente. 
Eles lutam e Harry usa a pedra filosofal para derrotar seu oponente. 
Mas acontece que apenas o professor é derrotado, pois Lord Voldemort consegue se refugiar para renovar suas forças. 
Harry acorda em um leito da enfermaria da escola, feliz por ver bem aqueles que gosta. 
Sua casa ganha a taça das casas, e tudo volta a ficar bem... pelo menos por enquanto. 
Uma curiosidade que muitos devem saber: 
Chapéu seletor: J. K. Rowling teve a ideia de separar os alunos da escola por casas a partir de um fato que lhe ocorreu durante a infância: Quando seus pais mudaram de casa, ela foi para uma nova escola, onde a professora separava os alunos. No lado esquerdo, os inteligente e no direito, os "burros". J. K. não foi bem no teste, então caiu no lado dos "burros", mas sua determinação em superar a si mesma, a fez estudar muito e terminou aquele ano letivo como uma das alunas mais brilhantes da sala. #linda

31/05/2013

Mistérios por trás de Inferno - Dan Brown

Busca e encontrarás! Essa é a mensagem da bela senhora de cabelos prateados. Diante dela estende-se um mar de corpos agonizantes, alguns enterrados de cabeça para baixo até a cintura - uma cena bizarra, dantesca. Langdon tenta fazer contato, perguntar quem é ela, o que deve procurar... Mas então ele acorda. Desmemoriado, ferido, a milhares de quilômetros de casa. E de posse de um objeto muito misterioso: um mini tubo de metal, com lacre biométrico e ícone de risco biológico gravado na lateral. Decidido a não abrir a tubo, que pode conter algum material muito perigoso, o renomado simbologista entra em contato com o consulado, em busca de ajuda. Mas algo inesperado acontece: o governo de seu próprio país manda alguém matá-lo. Quando já não sabe mais o que fazer, Langdon encontra a primeira pista que o ajudará a descobrir o que está acontecendo: a imagem do Mapa do Inferno, de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no Inferno, de Dante Alighieri. Na companhia de Sienna Brooks, uma jovem médica superdotada, ele parte numa jornada alucinante pela Itália, até um dos lugares mais fantásticos do mundo. Dessa vez Robert Langdon precisa usar sua grande habilidade como simbologista para salvar a própria vida e conter uma ameaça que pode destruir toda a humanidade.

Quem nunca ouviu falar em O código da Vinci ou Anjos e demônios? 
O mais novo lançamento do autor Dan Brown é o tão esperado Inferno. 
Desde a sinopse, percebe-se que esse livro será daqueles de tirar o fôlego da primeira página até a última.
Gosto do autor desde o primeiro livro do mesmo que li (O código da Vinci, avá).
Não sou a maior fã de best-seller, e é um pouco chato ler o tipo de  livro que parece que metade do mundo já leu, mas Dan não deixa a desejar, seus romances (apesar de clichê a mesma estrutura de sempre) envolvem o leitor de tal maneira que a cada fim de capítulo você fica mais ansioso para o próximo.
Com Inferno espero que seja o mesmo!
Ainda não comprei o livro, mas comprarei segunda-feira (creio eu), mas o que está me deixando ainda mais curiosa para desvendar esses mistérios que envolvem o livro, é o fato de que li sobre os bastidores desta obra.
E acreditem, é empolgante.
Caso queira ler o primeiro capítulo, clique aqui.
Confira um pouco sobre os bastidores, e curiosidades que envolvem este livro que promete:

"Livros secretos, códigos de segurança, armas de fogo, bunkers, informações ocultas. Na história a seguir, há tudo isso. E, embora se trate de Dan Brown, não há ficção nenhuma aqui. Tudo começou no dia 18 de fevereiro, em um esconderijo subterrâneo vigiado por dois seguranças armados, apelidade de "o bunker". Lá dentro, 11 indivíduos que não falam a mesma língua: ouvem-se frases em alemão, francês, português, espanhol, catalão e italiano. Dada a segurança da operação, o bunker fica no último lugar em que alguém iria procurá-lo: embaixo de um prédio frequentado diariamente por 400 jornalistas - o edifício Mondadori, sede da editora de mesmo nome, projetado por Oscar Niemeyer, às portas de Milão. Assim que entram no bunker, as 11 pessoas têm seus celulares apreendidos, bem como quaisquer outros dispositivos com que possam se comunicar no exterior. Tudo o que têm é um crachá e alguns cigarros.
Lá fora, o dia. Logo vai nevar, mas o clima pouco importa quando se é obrigado a permanecer em um bunker durante dois meses, incluindo domingos. Não interessa em quantas semanas os reclusos levarão a missão a cabo. Nenhum deles poderia abandonar o local definitivamente antes de 5 de abril. E, no dia de relaxamento, nenhum deles seria mais como antes.
Os reclusos são os tradutores do livro, chegados da França, Espanha, Alemanha, Brasil e Itália. A cada manhã, uma van particular os levava até o bunker.
Todos trabalhavam ali, sem descanso, diariamente, até as nove da noite, quando novamente na van e eram conduzidos de volta. Cada movimento deles era anotado num registro. Consultá-lo, agora, significa ter uma ideia mais precisa do seu dia a dia: "Pausa para fumar", "Passeio rápido", "Refeição", "Olhar a neve". Sim, a neve. Fabiano Morais, um dos tradutores do Brasil, nunca a tinha visto. Quando notou, através das frestas nas janelas, que caíam alguns flocos de neve, pediu para sair, para descobrir que efeito tinha.
Tudo aconteceu sob os olhares de guardas armados, segundo um rígido código de segurança: nenhum documento podia sair do bunker. Nenhum telefonema era admitido. Os computadores em que se faziam as traduções não tinham acesso à internet: havia terminais à parte, para pesquisas, vigiados por membros da segurança. Nenhum dos tradutores podia sequer revelar o motivo pelo qual estava ali: cada um tinha uma espécie de álibi, uma história para despistar curiosos, que também não pode ser revelada, nem mesmo agora que a tradução já está concluída e os documentos em papel, destruídos.
Aproximar-se do bunker, portanto, era impossível: só se pode reconstituir o que aconteceu nos dois meses de trabalho falando com os tradutores, depois de voltarem a suas casas. E a descrição de seu dia a dia mereceria um romance.
- Viver em um bunker e dormir em um hotel, desconectados da realidade - explica Alejo Montoto, tradutor espanhol.
- Foi uma experiência verdadeiramente insólita, porque o nosso trabalho é muito solitário - acrescenta o alemão Rainer Shumacher.
- Éramos como marinheiros no mesmo barco - comenta o francês Dominique Defert.
- A experiência no permitiu mergulhar completamente no livro de Dan Brown - explica Carole Delporte, também francesa. - Mas, estar distante da minha família por tanto tempo, foi fatigante.
Esthel Roig, tradutora catalã, terminou a operação exausta:
- Eu dormia em um hotel, no meio do nada. O resto era trabalho no bunker. Agora, só tenho vontade de estar um pouco com meu gato.
Nicoletta Lamberti, a terceira tradutora italiana, acrescenta:
- Eu sofri, por não poder traduzir com a música a todo o volume. Meu outro hábito é trabalhar descalça: depois dos primeiros dias, muito formais, não fiz por menos. E ninguém se escandalizou. Agora, com o livro já impresso e o primeiro capítulo já divulgado, sabe-se que, desta vez, o professor Robert Langdonse vê envolvido com uma organização chamada O Consórcio. Ele irá tentar decifrar um enigma que tem como pano de fundo o italiano Dante Alighieri, autor de "A divina comédia". O resto é mistério...

10 MANDAMENTOS: 
"Inferno": Os tradutores não podiam falar com ninguém sobre a trama; 
Papelada: Eles não podiam levras para fora do bunker qualquer material sobre o livro, fosse impresso ou digital; 
Telefones: Celulares e outros instrumentos de comunicação eram vetados;
Conexão: Dispositivos pessoais conectados à internet eram proibidos; 
Circulação: Não era permitido andar pelo edifício Mondadori, com exceção do refeitório e do café; 
Identificação: Os tradutores deviam estar sempre de crachá; 
Explicações: A equipe não devia falar sobre os motivos de sua presença no prédio; 
Acesso: Só tradutores, editores e seguranças podiam entrar no bunker; 
Idas e vindas: Eles deviam assinar um papel toda vez que precisassem sair do local; 
Pesquisa: Os tradutores podia acessar a internet em computadores vigiados por seguranças. 

Fonte: Os segredos que envolvem Inferno.

Alucinante, não? Agora imaginem, se apenas para a tradução já foi esse mistério todo, que dirá o livro em si *-* 

01/05/2013

Resenha - Morte Súbita

Autora: J. K. Rowling                                                 Título original: The Casual Vacancy
Gênero: Romance adulto                                            Paginação: 504
Editora: Nova fronteira                                               Avaliação: Bom (3/5)
Sinopse: Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. 
Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos... Pagford não é o que parece ser à primeira vista. 
A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livros para adultos de J. K. Rowlink, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos. 

Se você comprou esse livro na expectativa de que fosse semelhante à Harry Potter, provavelmente se decepcionou.
Confesso que quando ouvi dizer que Rowling estava escrevendo um novo livro pensei: Aêeeee! Mais bruxaria e magia!
Mas a realidade não foi bem assim... quando comecei a ler ainda detive a esperança de que alguém saísse voando, ou lançando feitiços em outros, mas o livro fala sobre pessoas normais e seu cotidiano.
Barry FairBrother morre inesperadamente (daí o título do livro em português) em uma pequena cidade chamada Pagford, onde ele era um dos conselheiros distritais.
A partir de então, o livro começa a apresentar os demais personagens e suas famílias, e começa uma guerra política entre alguns para ocuparem o cargo tão prestigiado do falecido.
Ao longo do livro, é possível perceber qual a sua verdadeira essência: mostrar nada mais do que a realidade.
O golpe sujo que algumas pessoas praticam para conseguirem o que querem (ainda mais para aqueles que se diziam amigos do Barry, mas estavam mais preocupados com seu cargo do que com o homem em si), adolescentes rebeldes, a descoberta do primeiro amor, a primeira vez.
O livro prende do início até o fim pois mistérios são devidamente colocados ao longo da história, como quando alguns filhos ao ficarem bravos com os pais invadem a conta de Barry no site do Conselho, se passando por ele e revelando segredos que podem eliminar a carreira política dos pais.
Parece algo bruto de se fazer, mas são apenas filhos revoltados com a falta de atenção, carinho e compreensão dos pais, que buscam alguma forma de se vingarem.
Enquanto eu estava lendo, ficava imaginando: Quando será que o pai de tal personagem descobrirá que foi ele quem destruiu todas as suas chances de ocupar o cargo de Barry?
Outro ponto que foi mais do que positivo, é a forma como Rowling demonstra que a vida de todos os personagens, de alguma forma está relacionada com Barry, sendo positiva ou negativa.
Entretanto, algo que me decepcionou foi o fato da personagem com a qual criei certa afeição (pois creio eu ter entendido o que se passava com ela), morreu.
A narrativa foi boa, mas algo que me incomodou foi o fato dela ter usado muitos palavrões, que acabou parecendo algo bem forçado.
Tudo bem que quase todo mundo fala palavrão, mas não é necessário conter diversos em uma mesma página, fica algo forçado e superficial, além do excesso de cenas de sexo (entre elas estupro).
É antes de mais nada um livro muito maduro, e sua narrativa pode vir a ser cansativa.
Uma ótima opção para quem precisa de um balde de realidade, onde as pessoas se importam mais com um cargo a ser ocupado, do que com a pessoa que o ocupava anteriormente.

04/02/2013

As vantagens das bibliotecas

Como eu já devo ter comentado aqui várias vezes, eu simplesmente amo bibliotecas. 
Em primeiro lugar, aquele odor maravilhoso que os livros transmitem. Passear pelas prateleiras, escolher livros, pegar vários, mas no final, só poder levar quatro (pelo menos na biblioteca da minha cidade é assim).
Há tempos venho querendo abordar esse assunto aqui e hoje pensei: Por quê não?
Por isso preparei essa postagem com as vantagens (a meu ver) de se usar uma biblioteca, confira:

1º : Diversidade cultural
Você lê apenas um gênero literário, pois é o único que lhe atrai a atenção quando vai em livrarias?
Eis a boa notícia. Quando se está em uma biblioteca, são tantos gêneros, autores e culturas que dificilmente você se prenderá em apenas um.
Antes de frequentar a biblioteca, eu gostava muito de romance policial.
E adivinhem só?
Ainda gosto! Talvez até mais, mas acontece que anteriormente eu lia livros de apenas uma autora do gênero, depois conheci diversos outros, diferentes na forma de escrita, mas muito bons.
E contando também que você pode conhecer livros de culturas diferentes, como a alemã, russa, norte-americana, britânica, italiana, portuguesa (de Portugal, claro, e Brasileira também para quem não tem esse hábito), francesa entre diversas outras.
Na biblioteca daqui são disponibilizados livros dessas culturas em nossa língua materna, mas você pode encontrar também na língua original.
Arrisca ler em outro idioma?

2º Li, mas não gostei! 
Quando fui à Bienal do Livro em São Paulo, eu fiquei tão empolgada com tanta diversidade e preços acessíveis, que comprei vários livros... mas, infelizmente alguns não tão bons. 
Resultado: Fiquei com livros que não me interessam mais, e provavelmente não lerei novamente (mas nunca se sabe). 
Ainda posso fazer doação, o que duvido muito, pois mesmo não gostando da história, eu amo todos meus livros e sou muito ciumenta com eles. 
Sendo assim, bibliotecas são muito úteis caso você compre livros por impulso, sem ler resenhas antes, pois, caso você não goste do livro, pode parar pela metade, sem ressentimentos por ter gasto dinheiro em algo que você nem quer terminar de ler. 

3º Conhecendo novas pessoas
Essa pode ser a oportunidade perfeita para conhecer pessoas que tenham o mesmo interesse que você: muitos livros. 
Uma vez, enquanto eu tinha ido ao centro da cidade comprar ingresso para a festa da escola, (já tínhamos entrado de férias, e a esperta aqui gastou o dinheiro quando ia comprar o ingresso. Então, tive que atormentar o pessoal do Grêmio e fui atrás de um ponto de venda) eu fui à biblioteca em seguida. 
Lá, encontrei alguns novatos conversando. 
De repente, o celular de uma toca e a música era a Melodia tema de Harry Potter.
Come nem sou fã, quase dei um grito de felicidade.
A parte boa, é que foi muito emocionante conhecer pessoas que já jogaram "Pottermore", além de conhecer um corvino (como eu), uma griffinória e uma lufana. 
Então, fica a dica. 
Vocês podem conhecer fãs dos mesmos livros que vocês, ou receberem dicas ótimas para a próxima viagem literária à biblioteca. 

4º Economia de dinheiro
Há quem diga que gastar dinheiro com livros é desperdício. 
Levando em conta o preço absurdo de tantos livros por aí, não tenho muito a argumentar. 
Você é daqueles que acham que mesmo se venderem um rim não conseguirão comprar aqueles maravilhosos livros que vê na livraria? 
Caso você seja, assim como eu, o tipo de pessoa que não aguentaria pagar pelos livros que lê, bibliotecas públicas são sempre opções perfeitas, afinal, ficar sem ler com a desculpa de não ter dinheiro é o que não vale. 
Como já abordado no item 1, você conhecerá tantos temas, estilos, línguas, autores... que ficará difícil não querer voltar mais. 

Caso sua cidade não tenha uma biblioteca pública, tenho apenas 3 coisas a dizer: 
1º: Meus pêsames; 
2º Procure em cidades vizinhas; 
3º Você pode optar pela leitura de bibliotecas online. Encontrei no site Catraca Livre algumas opções de sites para se baixar livros em diversos formatos, tanto em computador, tablet, celular (entre outros). 

As fotos acima são da Biblioteca Nacional do Brasil
Para mim, esse é um verdadeiro palácio. Eu em uma biblioteca dessas seria ataque cardíaco, tenho certeza disso. 

P. S.: Eu recebi muitos selos de vários blogs, mas ainda não postei. Logo estarão aqui. 

Beijos, e até a próxima, 
Juliana Rodrigues. 

30/10/2012

Entrevista - Mariana Ribeiro


Desde que iniciei o blog, eu adoro fazer entrevistas com autores, embora tenha feito apenas duas. Hoje trago uma nova entrevista com uma autora, Mariana Ribeiro.
O melhor que há em se entrevistar um autor é que eu conheço pessoas super simpáticas, que realmente têm paixão por aquilo que fazem e se mostram disponíveis a ajudar jovens iniciantes no mundo da literatura.
Devo dizer que fiquei muito feliz em fazer essa entrevista.
A Mariana escreveu o livro "A herdeira", cujos dois primeiros capítulos estão disponibilizados no blog de seu livro (no final da entrevista você encontra todos os contatos da autora). O livro tem como personagem principal Maria Luisa, que representa a alta aristocracia brasileira. Ela conhece Major Afonso, pelo qual se apaixona perdidamente, e sabe que é capaz de tudo para ficarem juntos. A história tem como cenário a Guerra do Paraguai. Segredos serão revelados, e terão grandes consequências, nessa rede de intrigas pelo poder.
Um grande romance, que tem tudo para ser um sucesso.



S.E.: Qual escritor que mais lhe influenciou a começar a escrever? Alguém em sua família ajudou nesse processo?
M. R.: Foi sem dúvida o autor Sidney Sheldon. Já li em torno de 12 livros do autor, e juntamente com alguns grandes clássicos da nossa Literatura propiciaram que eu tomasse gosto pela leitura e também pela escrita. O meu pai sempre me apoio e inclusive já leu o meu livro e acredito que o meu amor pela leitura foi "herdado" dele porque ele lê praticamente tudo, desde jornais e enciclopédias, até bulas de remédio.


S.E.: Quando surgiu a ideia principal para o livro A herdeira?
M. R.:Eu comecei a escrever ‘A Herdeira’ em 2005. Realizei uma ampla pesquisa sobre o contexto histórico e cultural brasileiro no século XIX, e as suas implicações para a vida de todos os envolvidos no livro. Eu tive a ideia de escrevê-lo após a leitura do Clássico ‘Senhora’ de José de Alencar. Achei interessante abordar o período do Império e mais precisamente sobre a Guerra do Paraguai, um fato histórico pouco abordado nos livros de História do Brasil. Além disso, sempre gostei de ler Romance Histórico e queria muito abordar a nossa cultura.

S.E.: Você acha que o caminho para a publicação têm se tornado mais abrangente ou difícil?
M. R.: Apesar de o mercado literário brasileiro ser ainda bem restristo para os escritores novatos, aos poucos vislumbro mudanças bem significativas. As editoras estão ampliando mais o espaço para os autores iniciantes, mas infelizmente ainda vejo algumas cobrando um valor absurdo para publicar em um país como o nosso, o que considero lamentável. Meu objetivo maior é publicar meus livros pela forma tradicional e só optarei pela publicação independente quando se esgotar todas as possibilidades.


S.E.: Em que livro está trabalhando atualmente?
M. R.:Estou prestes a finalizar o livro novo que se chama Menina Veneno. Menina Veneno conta a história de Audrey, uma adolescente de 17 anos que curte a adolescência na década perdida. Ela é estudante de Jornalismo, filha de diplomata, e viaja pelo mundo na companhia do namorado Fred. Seus passaportes são repletos de carimbos e suas aventuras entrarão para a história, já que algumas vezes tem sonhos sobre acontecimentos que irão repercutir na mídia mundial. O meu objetivo principal ao escrever este livro é mostrar a Cultura Pop dos anos 80 e os costumes dos jovens que viveram nessa época, que para mim foi inesquecível e bem marcante. O livro já tem página no skoob

S.E.:Um problema eminente em vários escritores é o bloqueio de escrita. Você já teve? Como fez para que sua inspiração voltasse?
M. R.: Sim, já tive bloqueios de escrita diversas vezes. Eu sempre escuto músicas durante o processo de escrita e acredito que facilite bastante nessas horas. Felizmente, a inspiração volta num curto espaço de tempo e consigo retomar a história de onde parei.


S.E.: Quando iniciou seu interesse pela leitura?
M. R.: O prazer pela leitura começou quando eu ainda estava no jardim de infância, lendo os grandes clássicos da Disney que eu tanto adorava, mas somente em 2002 descobrira a minha outra paixão. Escrever! Ao contrário do que possam imaginar, A Herdeira não foi o primeiro livro que eu escrevi, mas prefiro o manuscrito dele porque é mais recente e tem amadurecimento do estilo de escrita em relação aos demais. O blog surgiu em 2009 para divulgar os meus escritos a princípio, mas o objetivo maior é falar sobre a minha paixão pela Literatura. Faço postagens com releases de lançamentos e há colunas variadas no blog Confissões Literárias desde posts sobre os livros que viraram séries de TV, novidades do mercado editorial, além de livros que foram publicados no exterior.

S.E.:E agora, a pergunta que sempre faço: qual a sua principal dica para alguém que está iniciando no mundo da escrita?
M. R.: Primeiramente ler muito! Acho interessante também fazer um esboço de como será a história, com uma descrição dos personagens e demais elementos a serem inseridos, mas acima de tudo o escritor precisa pesquisar amplamente sobre o contexto histórico e cultural relacionado ao livro que pretende escrever. A todos os escritores que sonham publicar seus livros, nunca desistam! Tudo acontece nas nossas vidas no seu tempo certo e logo poderão colher os frutos de seus esforços na realização do sonho.

Contatos da autora:
Blogs : Confissões literárias
A herdeira - livro
Twitter: @Mari_RBarbosa, @Confissoes_Lit
Facebook: 
http://www.facebook.com/Maryclover
Skoob


18/07/2012

Aposta nacional!!


Olá caros leitores,
vocês já devem ter perceberam isso, mas o mercado literário está se tornando cada vez mais fechado para novos autores. Por que? As editoras acham bem mais fácil e seguro traduzirem um livro que foi sucesso em outro pais, do que arriscar com novos talentos, que muitas vezes podem nem fazer sucesso. 
Mas o problema não é apenas com as editoras, e também, com os leitores. 
Muitos brasileiros criam a fantasia medíocre que livros internacionais são melhores que brasileiros. Eu poderia dizer por experiência própria, que muitos adolescentes criam repulsa por nossa literatura, pelo simples fato de serem obrigados a lerem livros chatos demais nas aulas de literatura. 
Eu acho que se eu não tivesse lido bons livros brasileiros antes dessa experiência avassaladora, eu nunca mais leria um livro brasileiro.
Sim, pois, a nossa cultura literária é rica, mas o que nos é apresentado em instituições de ensino...
Enfim, retomando o assunto anterior.
Eu tive a sorte de ter lido vários ótimos livros da nossa cultura ( como Do outro mundo, não sei se já leram, ou ouviram falar), e eu acredito que possa melhorar cada vez mais.
E vai.
Conheço vários autores brasileiros, e posso dizer que muitas vezes a nossa literatura acaba sendo relevante às estrangeiras.
Então por que ainda não somos valorizados?
Eu não sei se posso me denominar autora, já que nunca escrevi uma história inteira ( pelo menos não com mais de 100 páginas), e escrevi uma fan-fic sobre Harry Potter (inacabada) e outra história, com personagens meus, mas também sem finalizar, mas o fato é que estamos vivendo nesse mundo da escrita a tão pouco tempo, eu sei como é o mercado de trabalho e como está se tornando cada vez pior. ( ou não, mas esse é meu ponto de vista) 
Conseguir publicar um livro no Brasil é algo muito difícil, e mais fazer dele um sucesso. Ok, está certo que publicar livros em qualquer parte do mundo não é fácil, até porque a concorrência é enorme, mas o fato é que nós temos que apostar mais no que produzimos.
Claro que na situação de autora é meu dever dizer isso, mas como leitora também.
Seria muito bom se a nossa literatura fosse tão valorizada quanto a de fora...
Eu acho que poderíamos criar um campanha como: Troque seu livro internacional por um nacional(risos).
A ideia é apenas uma brincadeira, mas até que poderia ser um artigo de interesse.
Precisamos mudar essa realidade.
Nós temos muita qualidade, e mais ainda a capacidade de criar histórias fantásticas.

Bem, sei que o texto ficou curto, mas espero que gostem.
Então, o que acham sobre literatura brasileira?

Um grande beijo,

Juliana.












15/07/2012

Entrevista - Fernanda Marinho

Olá queridos leitores, para quem gostou da entrevista virtual que fiz com Rafael Oliveira, tenho novidades, mas desta vez com a Fernanda Marinho, escritora da Saga Condenados

O primeiro livro retrata sobre as imãs Abigail e Emilia, que tem suas diferenças e irrealizações pessoais, tal fato faz com que tenham uma boa relação. No entanto, quando mudam de cidade para estudar no Centro Universitário São Arcangelo a pedido de grandes amigas, ambas serão vitimas tragadas por um segredo sobrenatural de "Famílias Antigas" que envolverão bem mais do que dois garotos russos misteriosos sobrepostos a caminho delas, com uma única sentença, da qual nenhuma delas poderá escapar. 


De uma forma envolvente e criativa, a autora Fernanda Marinho criou essa saga.

Confira agora o papo virtual que eu, Juliana, fiz com ela, que se mostrou gentil, simpática e muito bem-humorada.

1. De onde surge inspiração para criar suas histórias?
Primeiramente ola a Ju e aos leitores! Minha inspiração para ter ideias normalmente acontece quando estou ouvindo músicas. É dificil explicar,mas cada autor tem aquele momento no qual a luz de ideias se ascende e kabum a escrita flui. (Risos)
2.: Conte-nos um pouco sobre a atual história que está escrevendo. 
Venho trabalhando na série da saga condenados há dois anos e no momento estou escrevendo o setimo captitulo do volume 4 da série. Que se chama Perigo e Inspiração e trata das historias de seis personagens diferentes. Seus dramas,seus medos e de como eles se descobrem apaixonados em meio aos perigos em que a maldição russa vai ganhando espaço na trama e os segredos acabam vindo a tona. E os protagonistas terão de decidir o que é realmente importante para eles. Amar ou deixar aquela pessoa especial ser livre?


O primeiro livro desta saga extraordinária. 

3.: Como você vê a literatura brasileira atual? 
Serei sincera. Mesmo que de uns tempos para casa boa parte dos jovens tenham começado a abraçar o gosto pela leitura internacional e mesmo que até alguns poucos títulos de autores  daqui sejam lidos,eu ainda acho o campo de oportunidades para o escritor nacional uma coisa um tanto difícil. Existem milhares de bons textos maravilhosos circulando no Brasil e metade deles nem tem publicação,mas estão livres ao fácil acesso de leitura,no entanto, está faltando o interesse das editoras em investir para que os leitores se interessem em lerem estas obras. Porque em questão de criatividade e superações os escritores brasileiros já proporcionam lindos shows de brilhantismos e cativações com suas tramas sobrenaturais ou não.
4.: De onde surgiu seu interesse pela leitura? Qual a importância da leitura em sua vida? 
Eu amo a leitura desde a época de adolescente e comecei a cultuar as séries de romances de banca. Acreditem é possível conhecer mais sobre linguagens e aprender outras culturas lendo livros de séries como Julia, Sabrina etc. E também amo ler os clássicos nacionais como os do Jorge Amado e me apaixonei pela escrita do autor russo Leon Tolstoi.  E a leitura para mim é adquirir um conhecimento novo e fantástico  a cada livro apreciado.
5.: Para você, qual é a parte mais complicada em ser escritora? 
Não conseguir ter uma boa divulgação e ser levada a sério por editoras ou pelos leitores viciados em textos internacionais.
6.: Qual a origem de sua ideia para a saga Condenados? 
Depois de muito tempo de molho com o pulso engessado devido a um acidente lecionando para alunos diabinhos. Eu voltei a pensar em escrever e a ideia para Saga Condenados surgiu em outubro de 2010. Não foi fácil pensar em algo que leitores não costumam ver em livros e quis fazer algo que se diferenciasse das outras séries. Por isso pesquisei bastante e vi que no Brasil não havia nada relacionado a mocinhos metamorfos que fossem tigres na época, então decidi inserir os gatos enormes e criei uma maldição em cima do tema com mocinhos que vivessem transitando entre o Brasil e a Rússia. E aqui estão os tigrinhos que foram amaldiçoados por uma cigana vingativa. (Risos).
7.: Qual dica você daria para uma pessoa que está iniciando no mundo da escrita?
O importante  é nunca desanimar e continuar fazendo o seu melhor para desenvolver  um bom texto e chamar a atenção dos leitores,antes de conseguir que as editoras vejam o potencial da sua obra. Porque sem o leitor para julgar o nosso trabalho e nos empurrar um pouquinho para frente nenhum de nós alcançará êxitos em nada. E para finalizar sou grata a Ju pela entrevista.

Gostou? Para mais informações quanto ao livro, acesse:
Ao todo são doze livros, sendo que os três primeiros já foram escritos, e o 4º ainda está em desenvolvimento. 
Gostaram da entrevista? 
Já conheciam a Fernanda ou leram algum livro dela?

Ótima semana à todos, 

Juliana.