26/12/2012

Um amor de Natal - Capítulo 8


Louis

Eu perdera a consciência por um bom tempo, que nem ao menos poderia imaginar o quanto.
Minha última lembrança foi a de ter salvo Courtney e depois... o fogo veio até mim.
Não lembro o exato momento em que desacordei, apenas que o apartamento já estava em chamas... apenas um pequeno espaço onde eu estava ainda não havia sido consumido.
Lembro que vi o para-médico chegar, e quando me viram já era tarde para mim. 
Senti o fogo se aproximando de mim... e dormi profundamente. 
Não sei se estou morto, ou se tive alguma chance de sobrevivências, pois nada sinto neste momento. 
Apenas uma força maior que vai além da minha compreensão.
Era uma voz que me fazia ter vontade de viver. 
Fui trazido novamente à minha consciências por aquela voz doce que não dizia nada mais do que apenas meu nome. 
Louis...
Ela parecia embargada em emoção. 
Ela parou de dizer meu nome e começou a dizer outra coisa. 
- Você me salvou! - ela respondeu, e agora eu podia sentir que ela estava realmente chorando. - Você me salvou! 
Eu abri meus olhos lentamente. 
- Oh! - ela exclamou, surpresa por eu a tê-la visto daquele modo. 
Era Courtney. 
- Me desculpe se te acordei. - ela falou, sinceramente. - Não queria lhe acordar. 
Fiquei parado, apenas olhando para o rosto dela. 
Não sabia o que eu devia falar, ou se devia. 
- Já estou indo! - ela exclamou, se virando. 
- Espere. - eu falei, baixo demais considerando o nível normal que eu falava. 
Ela se virou abruptamente, parecendo surpresa. 
- Quer algo? - ela perguntou, inocentemente. 
- Apenas que fique... 
Ela se aproximou e pegou minha mão na sua. 
- Eu encontrarei uma forma de lhe retribuir. - ela disse, deixando que mais lágrimas caíssem. 
- A minha retribuição é ter você aqui, e bem. 
Ela sorriu.
- Acho que estou mudando meu conceito quanto a você. - ela disse, piscando delicadamente para mim. 
Senti que aquele momento seria apenas o início de uma nova história... 
****
Já se faziam dias desde que eu tinha saído do hospital. 
Courtney se mostrou muito atenciosa. Diferente da garota que eu havia conhecido dias antes. 
Ela estava cuidando de mim, mas sinceramente não era preciso. 
Eu estava bem, não sou uma pessoa que se fragiliza facilmente. 
Estávamos, eu e Courtney andando pela praça principal de Roma na noite de Natal. 
Até aquele momento, ela me tratara como uma criança que precisava de toda atenção e carinho, e, para ser sincero, não estava me importando com isso. 
Nós sentamos em um banco da praça. 
Ela ficou olhando para mim parecendo indecisa, e eu, em um impulso, puxei-a pela cintura e a beijei. 
A sensação foi boa. Nós parecíamos dois adolescentes apaixonados, mas naquele momento, o que importava é que eu estava ali com ela. 
Uma pessoa que em tão pouco tempo conseguiu mudar tão drasticamente minha vida e me fizera acreditar novamente na magia do Natal... 
Não sei quanto tempo durará nossa história... muitas brigas ainda virão pela frente, mas só tenho a certeza de que tudo dará certo para nós dois... 

Ou pelo menos, eu espero isso!!!
****
Após "Um amor de Natal" quase
estar virando "Um amor de Ano-novo", 
decidi postar o capítulo 8, que também é o último. 
Me desculpem pela demora, 
e principalmente pela qualidade do mesmo. 
Eu gostaria de ter planejado algo melhor, 
mas estou tão vidrada em 
outras ideias que tive que acabei 
relaxando um pouco nessa. 

Beijos, 


J. R. 

Filme - O viajante



Gênero: Suspense
Lançamento: 2010
Título original: Mr. Nobody
Sinopse: Em uma escura noite de Natal numa pequena cidade, o xerife solitário do turno da noite encontra um homem misterioso que atende pelo nome de Senhor Ninguém.
Conforme a noite avança, o xerife descobre que ele não é apenas um ninguém, mas um assassino vingativo cujo passado ameaça assombrar a todos.

Como eu havia comentado na postagem anterior, eu planejei essa postagem apenas para falar um pouco sobre o filme que assisti ontem com uma prima minha.

Na véspera de Natal, surge na delegacia um homem que que se entregar, pois ele afirma ter cometido seis assassinatos.
O homem é levado para uma cela, mas quando os policiais o procuram, ele está em outra.

O delegado o leva para uma sala especial, a fim de fazer um interrogatório.
Então, o denominado "Senhor Ninguém" começa a contar detalhadamente como ocorreu o primeiro homicídio.
Ao mesmo tempo em que ele falava, um policial era atacado e um grito ecoou pela sala.
Alguns policiais foram ver o que acontecera (inclusive o delegado), e quando chegaram lá, um dos policiais estava morto, exatamente da mesma forma como o senhor Ninguém havia dito.

Todos os outros crimes acontecem da mesma forma: ele confessa o que fez, e ao mesmo tempo em que fala o crime acontece...

Esse é um ponto positivo do filme, mas creio que seja o único.

Mas continuando...
Este homem estava em busca de vingança. O motivo: no começo, uma garota esta brincando com seu gato, ele tentou conversar com ela, mas ela não queria conversar com ele. Então, o cara matou a garota, que era filha do delegado.
Os policiais prendem este homem, e seis deles (incluindo uma mulher), batem nele de uma forma diferente, e é exatamente a forma como cada deu uma surra nele é que determinará como esse policial morrerá.
Por exemplo: um deles bate com uma pá no estômago dele, então, na vingança, o Senhor Ninguém matou esse homem com uma pá, mas de forma mais grotesca (ele tirou todos os órgãos que estava na região da barriga do homem).
O Senhor Ninguém fica em coma durante um ano, até que ele morre, mas seu espírito passa a habitar outro corpo, que vai até a delegacia em busca de vingança...

Eu não gostei da forma como o filme se desenvolveu e mais ainda com o final.
Achei fraco demais e o filme não dá nem para ter um pouquinho de medo.
Outro ponto negativo é que após a morte do primeiro policial, se torna óbvio o que acontecerá com os outros.

Eu não recomendo, a menos que você goste de filmes de terror que não dê medo.

25/12/2012

Meu Natal!!!

Olá pessoas, tudo bem com vocês??
Este ano não tinha nenhuma expectativa para o Natal, então não posso afirmar que me decepcionei. 
Voltei para casa um pouco antes do previsto, o que para mim foi ótimo. 
No dia 24 fui para a casa do meu pai. Resumindo como foi: li e escrevi em um  lugar diferente. 
Nesse aspecto, foi muito bom. 
Nós saímos um pouco, comemos fora... essas coisas normais. 
No dia 25, fomos para a casa da minha avó paterna. 
Li um pouco mais, ou pelo menos tentei (um livro da Agatha Christie que logo terá resenha aqui). 
Eu e uma prima assistimos um filme de suspense (estou pensando em fazer uma resenha do filme também, abordando os aspectos que gostei ou não no filme). 
Revi alguns primos e tios que há muito não via...
Enfim, basicamente isso. 
Logo mais trarei a resenha do livro e a do filme ;)

Beijos,

J. R. 

Feliz Natal!

Olá gente, como eu já havia comentado, eu não estou em casa e também longe da internet, por isso essa postagem foi programada. 
Não tenho muito a dizer, apenas quero desejar a todos que estão lendo isso um FELIZ NATAL*-* 
Obrigada por todos os comentários e visitas ao longo de todos esse meses de blog (embora apenas um mês postando ativamente). É realmente muito bom ler cada comentário que vocês me deixam. 
Boas festas à todos ;) 

"Natal é mais verdadeiramente Natal quando nós celebramos dando a luz do amor aqueles que necessitam mais."

"O Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época que conheço, no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações."

"A única pessoa realmente cega na época de Natal é aquela que não tem o Natal em seu coração."



24/12/2012

Um amor de Natal - Capítulo 7



Courtney 

Minha cabeça doía mais do que no momento em que eu ingeri aquele remédio.
Meus olhos abriam lentamente e eu enxergava apenas uma pessoas de relance. 
Algo estava preso nas minhas narinas. Parecia uma espécie de tubo respiratório.
- Onde estou? - perguntei não sei para quem. Minha garganta estava seca. 
- Em um hospital! - uma voz me respondeu, secamente.
- Hospital??? - perguntei, perplexa. 
- Sim. - respondeu a mesma voz. 
- O que aconteceu? - perguntei, um pouco rouca. 
- O apartamento pegou fogo em que você estava pegou fogo. - exclamou a voz. - Felizmente, quando os bombeiros chegaram você estava do lado de fora do apartamento e conseguiu sair bem... Não posso dizer o mesmo de seu namorado. 
Eu ainda estava um pouco zonza, mas tentei sentar sobre o leito e refletir sobre o que me acabara de ser dito. 
- Como é? - perguntei, ainda confusa. - Do lado de fora? E namorado? Quem?
Ela me olhou de esguelha, parecendo mais confusa do que eu. 
- Você estava do lado de fora do apartamento quando os bombeiros chegaram. - a mulher que falava comigo disse. - O homem que estava dentro do apartamento está com graves ferimentos, mas creio que ficará bem. 
- Espera... Louis estava lá? - perguntei, mas aquilo não fazia sentido para mim. 
Mas, pensando bem, ele era o único que tinha a chave do apartamento. 
E ele salvou minha vida?
Aquilo fazia menos sentido ainda. 
- Ele está... muito ferido?
- Leves queimaduras. - ela respondeu, dando de ombros. - Ele ficará bem. Agora, tente relaxar. Os bombeiros encontraram em seu apartamento um sonífero... creio que seja por isso que estava dormindo. 
- Sonífero? Mas eu tomei um remédio para dor de cabeça. 
- Hum, deve ter se confundido. - ela disse, friamente. - Mas agora descanse. Você precisará. 
Ela falou, saindo do quarto, mas eu não conseguiria relaxar sabendo que Louis estava mal, e o pior: ele estava assim por culpa minha. 
Havia arriscado sua vida para me salvar. 
Aquela era a coisa mais linda que alguém já fizera por mim em toda a minha vida... e eu tinha que encontrar uma forma de retribuir-lhe tudo o que ele havia me feito.