Chovia lá fora. Chuva que remetia ao inverno, em pleno verão. Bancos altos alinhados ao balcão, e cadeiras baixas ao redor das mesas. Os dois se encaravam, não sabendo se alternavam entre conversar ou terminar de comer o que haviam pedido.
Ela, escritora iniciante, mas com a mente cheia. Ele, escritor mais experiente, interessado no que ela havia a dizer.
- O que te inspira a escrever? - ele começou.
- Tem dia que me sinto vazia, mas as vezes, transbordo dentro de mim. Hoje mesmo, me sinto completa. A chuva sempre me traz a inspiração necessária.
- Você sente que tem algo a dizer ao mundo?
- Acredito que sim. Escrevo pois existe algo além de mim a ser mostrado, mas ainda não descobri o que é. E estou procurando!
- E você se entrega a escrita sem medo?
- Me inibo, vez ou outra, mas sigo meu chamado.
- Qual o sentimento mais nobre?
- O amor. Se entrega quem pode, e quem o vive em intensidade, chega ao ápice da vida.
- Você já amou, algum dia?
- Já amei por dois!
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19/01/2017
05/01/2017
Epifania de quinta - Então, eu partirei
Postado por
Julianna Rioderguz
Então, eu partirei.
Para outra esquina que não apresenta o nome da rua. Partirei por estradas de terra, por caminhos sem chão, saltitando as nuvens e pulando as estrelas.
Partirei pela avenida em movimento às 7 horas da manhã. Pelas pessoas que em meu caminho passam, por aqueles rostos que se fazem conhecidos, pelas vezes em que nos encontramos. E por aqueles que nunca mais verei - e talvez eu seja a última pessoa a cruzar com o caminho de alguém.
Se eu soubesse que ele subiria naquele prédio, e do alto iria saltar, teria lhe negado um sorriso e um saudoso "Bom dia"?
Para outra esquina que não apresenta o nome da rua. Partirei por estradas de terra, por caminhos sem chão, saltitando as nuvens e pulando as estrelas.
Partirei pela avenida em movimento às 7 horas da manhã. Pelas pessoas que em meu caminho passam, por aqueles rostos que se fazem conhecidos, pelas vezes em que nos encontramos. E por aqueles que nunca mais verei - e talvez eu seja a última pessoa a cruzar com o caminho de alguém.
Se eu soubesse que ele subiria naquele prédio, e do alto iria saltar, teria lhe negado um sorriso e um saudoso "Bom dia"?
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