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23/07/2017
O tempo nos ensina sobre o amor
Postado por
Julianna Rioderguz
Você gosta de alguém pela primeira vez. O mundo fica mais rico em cor. Tudo é estranho, novo e diferente. Surge o medo de não ser correspondido. O primeiro fora traz a sensação de que o mundo vai acabar no dia seguinte.
07/03/2017
Rioderguz: Uma estação
Postado por
Julianna Rioderguz
Minha arte palpita
por ti;
Vou de Ipanema à
Copacabana por ti;
Por ti, vou de
Sampa à Hollywood.
Então, por favor,
me ajude!
Partiu-se em
pedaços a minha mente.
Sei que já
enlouqueci totalmente;
Aguardando,
compondo, cantando,
Desejando e
rezando em minhas noites,
Desde que te vi
certo dia na Bienal.
19/01/2017
Epifania de Quinta: Diálogos de uma cafeteria em uma tarde chuvosa
Postado por
Julianna Rioderguz
Chovia lá fora. Chuva que remetia ao inverno, em pleno verão. Bancos altos alinhados ao balcão, e cadeiras baixas ao redor das mesas. Os dois se encaravam, não sabendo se alternavam entre conversar ou terminar de comer o que haviam pedido.
Ela, escritora iniciante, mas com a mente cheia. Ele, escritor mais experiente, interessado no que ela havia a dizer.
- O que te inspira a escrever? - ele começou.
- Tem dia que me sinto vazia, mas as vezes, transbordo dentro de mim. Hoje mesmo, me sinto completa. A chuva sempre me traz a inspiração necessária.
- Você sente que tem algo a dizer ao mundo?
- Acredito que sim. Escrevo pois existe algo além de mim a ser mostrado, mas ainda não descobri o que é. E estou procurando!
- E você se entrega a escrita sem medo?
- Me inibo, vez ou outra, mas sigo meu chamado.
- Qual o sentimento mais nobre?
- O amor. Se entrega quem pode, e quem o vive em intensidade, chega ao ápice da vida.
- Você já amou, algum dia?
- Já amei por dois!
Ela, escritora iniciante, mas com a mente cheia. Ele, escritor mais experiente, interessado no que ela havia a dizer.
- O que te inspira a escrever? - ele começou.
- Tem dia que me sinto vazia, mas as vezes, transbordo dentro de mim. Hoje mesmo, me sinto completa. A chuva sempre me traz a inspiração necessária.
- Você sente que tem algo a dizer ao mundo?
- Acredito que sim. Escrevo pois existe algo além de mim a ser mostrado, mas ainda não descobri o que é. E estou procurando!
- E você se entrega a escrita sem medo?
- Me inibo, vez ou outra, mas sigo meu chamado.
- Qual o sentimento mais nobre?
- O amor. Se entrega quem pode, e quem o vive em intensidade, chega ao ápice da vida.
- Você já amou, algum dia?
- Já amei por dois!
15/01/2017
Rioderguz: Notas de um caderninho de observações
Postado por
Julianna Rioderguz
Notas sobre ele:
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
23/07/2016
Eu ainda sou aquela que falava sobre amor!
Postado por
Julianna Rioderguz
Eu ainda sou aquela garota que falava sobre o amor. Aquela que dizia para todos que era forte, e não sofria por ninguém. Ainda sou aquela que um dia jurou que deixaria tudo para trás, mas que não conseguiu seguir seu caminho olhando para a frente.
Sou a mesma que amava você, de uma forma tão genuína e verdadeira, que nunca foi capaz de compreender o que se passava em seu coração. Aquela que lhe estendia a mão, e torcia para ainda fazer parte de sua vida, em um mundo de fantasia, onde duas pessoas tão certas uma para a outra, poderiam ficar juntas.
Sou a mesma que amava você, de uma forma tão genuína e verdadeira, que nunca foi capaz de compreender o que se passava em seu coração. Aquela que lhe estendia a mão, e torcia para ainda fazer parte de sua vida, em um mundo de fantasia, onde duas pessoas tão certas uma para a outra, poderiam ficar juntas.
28/12/2013
Amor juvenil
Postado por
Julianna Rioderguz
Não tinha a intenção de me apaixonar por ti, mas você surgiu para mim como uma ventania inesperada, bagunçando-me e virando minha vida do avesso.
Logo eu que já havia perdido as esperanças no amor, e de um dia encontrar a pessoa correta.
Logo comigo, que acreditava tem um coração de pedra, mas a realidade, ele apenas era um grandioso gelo, que esperava ser aquecido com uma brasa forte para se derreter.
E foi exatamente o que você fez, com seu calor fora do normal, um poder sobrenatural exercido sobre mim.
Não poderei jamais esquecer do dia em que nos conhecemos.
Era início da Primavera, as flores irradiavam a paisagem com sua beleza, as árvores cortando o caminho formavam uma trilha, e nela, bancos para os casais mais calorosos.
Estava eu em um parque, completamente sozinha e perdida. Uma alma escura que exibia tristeza, em meio à paisagem tão colorida e alegre.
Talvez eu tentaria mais tarde comprar minha felicidade, com mais uma dessas coisas banais que se encontram em qualquer esquina, mas, mal poderia imaginar que o motivo que me devolveria o riso era outro.
Cruzando seu caminho com o meu, você andava distraído e com um sorriso inocente no rosto.
Suas bochechas se definiam ao rir, enquanto mexia de forma espontânea em seu cabelo preto, o qual entrava em perfeito contraste com sua pele clara.
Tirou o óculos de sol para secar o suor que lhe brotava no rosto, e pude ver em sua pupilas o mais pelo tom de azul.
Se aqueles olhos fossem dois oceanos, não importaria em afundar-me neles, até que eu pudesse ter seu olhar completamente para mim.
Em uma atitude drástica, pensei em me aproximar dele e tomar seus lábios aos meus.
Calma, guria!
Mulher de atitude é uma coisa, oferecida é outra.
Jamais!
Tentei desviar meu olhar, mas meu pescoço não pareceu colaborar. Era como se não houvesse em mim mais domínio sobre meu próprio corpo. Eu era atraída à ele de tal forma, mas não era apenas pelo físico.
Cabelos escuros e olhos claros sempre foram minha combinação chave, mas havia em suas atitudes algo a mais.
O sorriso tímido a brindar-lhe os lábios. Seu olhar perdido e vago, vagando sem rumo para nenhum ponto específico.
Decidi sair daquele lugar. Admirar sua presença não levaria à nada, nem tentar conter o coração que me parecia saltar do peito.
Segui a trilha ainda sem rumo, quando por um segundo, senti duas mãos firmes a me segurarem. Era o tal garoto.
Seu cabelo estava mais revolto ainda. Se os meninos soubessem o quanto um cabelo bagunçado poderia ser charmoso...
- Você esqueceu sua blusa. - Disse ele, me estendendo o colete que trazia.
- Obrigada. - Respondi, tentando não gaguejar.
Ele se virou. Não sei o que tinha ele de tão especial. Se era o hálito refrescante, o jeito tímido ou o sorriso fofo, apenas sei que quando me devolveu o colete, levou consigo parte da tristeza que me acometia.
Foi assim que nossa história se iniciou, o final, só o acaso poderá dizer.
P.S.: Escrevi esse texto há muito tempo atrás (talvez anos), mas decidi postá-lo mesmo assim, após achá-lo perdido no meio de um caderno velho.
26/10/2013
Playlist de Verão
Postado por
Gustavo B.
Eae galerinha, tudo certinho?
A pergunta de hoje é: Quem não gosta de ler um bom livro ao som de músicas bem calminhas que facilitam na concentração?
\o/ eu amo ouvir música quando estou lendo, estudando, limpando a casa... o que seja, o importante é se divertir.
Quando eu estou lendo algum livro, a música me relaxa completamente e facilita a minha ''entrada'' no mundo fantástico que estou lendo, e isso é incrível.
Então hoje eu vim compartilhar com vocês 5 músicas que já estão riscando aqui no meu smartphone (risos), de tanto que eu tenho escutado .-.
#Partiu
A pergunta de hoje é: Quem não gosta de ler um bom livro ao som de músicas bem calminhas que facilitam na concentração?
\o/ eu amo ouvir música quando estou lendo, estudando, limpando a casa... o que seja, o importante é se divertir.
Quando eu estou lendo algum livro, a música me relaxa completamente e facilita a minha ''entrada'' no mundo fantástico que estou lendo, e isso é incrível.
Então hoje eu vim compartilhar com vocês 5 músicas que já estão riscando aqui no meu smartphone (risos), de tanto que eu tenho escutado .-.
#Partiu
22/10/2013
Mais uma de amor
Postado por
Julianna Rioderguz
Desci a serra. O sol já se anunciava. As ondas do
mar vinham à toda intensidade em minha direção. Havia dormido mal, mas o que
não faço para um pouco de refúgio?
As olheiras pesavam em meus olhos, como duas bolsas
inchadas e vergonhosas de se mostrar. Não me importava naquele momento, só que
a brisa que irradiava em meu cabelo me fazia sentir uma sensação inexplicável.
Coloquei os fones de ouvido. Liguei na música a qual
não gostava até então, mas tinha tudo a ver com aquele clima.
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Senti uma sensação de vazio me percorrendo o
estômago. Tudo era tão mais simples quando nos conhecemos. As sensações
românticas que nunca passam. A primeira vez que fomos àquela mesma praia
juntos. Lembra-se?
Eu, uma simples garota que não tivera nenhum
namorado antes. Lembro que estava usando uma blusa regata branca com um
shortinho curto. A alça de meu biquíni se anunciava embaixo da blusa
translúcida. Era florido, e representava as cores do nosso amor.
Você, com aquele seu jeito de garoto desleixado,
bagunçava as madeixas loiras com uma das mãos, enquanto a outra me enlaçava
pela cintura, se aproximando para mais um beijo. Sua camiseta branca e sua
bermuda jeans. Como esquecer daquela mancha de sorvete que eu desastradamente
derrubara?
Então, me encarando com aquele olhar que só você
consegue (daqueles que penetram em seus olhos e remexem com tudo de bom que há
dentro de si, causando sensações únicas e maravilhosas), nos sentávamos
próximos de uma rocha qualquer, e você tocava violão para mim, minha música
favorita de uma banda de rock nacional.
O mais destrutivo das lembranças, não são as
memórias ruins. Brigas, discussões, tudo isso faz parte, e talvez tenham sido mais
um dos motivos que nos separaram. Mas o que me corrói por dentro é saber que
vivemos tantos momentos lindos juntos... que jamais voltarão. Não tem mais
jeito. Você se foi. Não dessa vida para uma melhor, mas desse país para outro.
Perseguindo seu sonho de estudar em uma renomada universidade.
Você fez o certo. Eu em seu lugar não teria pensado
duas vezes, mas aquela saudade ainda bate no peito e teima em me incendiar.
Sei que onde quer que esteja, ainda deve pensar em
mim. Deve lembrar-se de nós, mas talvez sem aquele amor todo de antes. Será que
pensa pelo menos com carinho? Espero que sim.
Desci para a praia com meus pés descalços, e a mesma
roupa que eu havia usado na primeira vez. Trouxe também seu violão, o qual
deixou comigo como lembrança.
O andar na areia me lembrava o nosso andar, quando
ainda caminhávamos na mesma direção. Sentei em uma rocha qualquer, e comecei a
tocar a minha música favorita de uma banda de rock nacional.
Em meu peito habitava a saudade. Meu coração clamava
por você. O último acorde da música não foi um adeus. Foi apenas a sensação de
que ficaríamos juntos novamente.
Não importavam quantos caras passaram por minha
vida, quantos ainda passarão. Sei que em algum lugar, em algum dia
descontraído, voltaríamos a nos reencontrar.
Essa era a esperança que ainda perdurava em meu
peito... só não sabia até quando.
11/10/2013
Não impeça...
Postado por
Julianna Rioderguz
Abro meus olhos e me deparo com o céu cinzento a combinar com o mais límpido azul do mar.
Sinto a brisa das ondas, e um cheiro que me deliciava por inteiro, vinha dos cravos. O vento a brincar com minhas madeixas escuras, invadiu meu corpo, permitindo à meu vestido que caia, exibindo um corpo nu pálido e magro.
Estou com frio. Sou invadida por um torpor que só de pensar em você sinto meu corpo se estremecendo, meus pelos se eriçando e uma terrível de tirar de mim todas as boas sensações que ainda me causa. Senti o frio passando por mim e, dando início a uma nova sensação, e desta vez era o medo de que nunca mais seus dedos me tocassem. Sentí o receio de nunca mais meus lábios possam tocar os seus, e, num misto de alegria e dor, nossas línguas entrelaçadas como se pertencessemos um ao outro.
Sinto uma lágrima gélida cair em minha face, delineando-me às maçãs do rosto, e passando diretamente por entre meus seios, tendo seu fim em meu umbigo. Minha visão está turva, o mar levara meu óculos, e junto com ele a esperança de encontrar-te novamente. As lágrimas realmente chegavam, não sinto mais seu gosto em me paladar, pois se fundiram com as águas violentas do mar.
Sim, não havia sentido em viver for para não ter você em meus braços novamente.
Estou afundando cada vez mais, não ouço mais as gaivotas. Minha visão se torna mais escura. Meus batimentos cardíacos batem acelerados em meu peito, mas sei que essa angústia que sinto está por acabar, pois minha respiração estava cessando.
Não respiro mais, me juntarei a ti? Ou o sacrifício de meu ser, fará com que respire sem a ajuda dos tubos que você sempre abominara?
Eu amo você e sinto agora mais do que nunca que esse amor perdurará pela eternidade.
Minha vida inteira passa diante de meus olhos. Será que já estou morta? Ou a morte ainda estava esperando para me acolher como uma velha amiga? E você, meu amor? Onde estás?
Sinto algo puxar-me. Não poderia ser a morte. Eram mãos humanas, firmes, que tentavam me tirar das profundezas do mar.
Tento gritar, mas meu esforço vem em vão.
Não, não, deixe-me aqui.
Mas eu não sou ouvida... sinto que uma voz dentro de mim gritava isso, pois em mim já não restavam mais forças para gritar, estava fraca, perdendo os sentidos, adormecendo...
Acordo deitada na areia. Há um corpo sobre o meu, cobrindo-o quase completamente. Ele chorava de emoção ao me ver acordando. Parecia querer me proteger...
Sinto tudo rodar. Minha cabeça dói e estou sentindo as pálpebras pesarem pela falta que meu óculos me faz. Angustiada, quero voltar para o conforto das águas turbulentas do mar, ali eu já não sentia mais nada. Ali, eu não queria pensar em mais nada.
O corpo que me cobre se mexe. Começa a gargalhar. Sinto que é um riso triste, mas alegre ao mesmo tempo.
-Por que fez isso Suzanne? -ele mostrava um sorriso de canto em seus lábios, mas pude perceber uma lágrima escorrendo-lhe pela face
Abro mais meus olhos, minha visão já não estava tão ruim quanto outrora, pois, pude ver claramente o rosto daquele que me salvara...
Era ele, a razão pela qual eu ansiava tanto a morte.
Não consigo conter o choro. Estou realmente morta. Nada mais me fazia sentido.
Pensara eu que fora salva, mas o que me acontecera foi justamente aquilo que tanto esperava: havia morrido, mas a morte que viera me buscar fou meu próprio amado. Aquele o qual trouxera-me a dor de sua morte, a liberdade de poder viver consigo.
E dessa vez, habitava em mim apenas a certeza de que finalmente, estaríamos juntos por toda a eternidade...
Para sempre... e sempre.
Sinto a brisa das ondas, e um cheiro que me deliciava por inteiro, vinha dos cravos. O vento a brincar com minhas madeixas escuras, invadiu meu corpo, permitindo à meu vestido que caia, exibindo um corpo nu pálido e magro.
Estou com frio. Sou invadida por um torpor que só de pensar em você sinto meu corpo se estremecendo, meus pelos se eriçando e uma terrível de tirar de mim todas as boas sensações que ainda me causa. Senti o frio passando por mim e, dando início a uma nova sensação, e desta vez era o medo de que nunca mais seus dedos me tocassem. Sentí o receio de nunca mais meus lábios possam tocar os seus, e, num misto de alegria e dor, nossas línguas entrelaçadas como se pertencessemos um ao outro.
Sinto uma lágrima gélida cair em minha face, delineando-me às maçãs do rosto, e passando diretamente por entre meus seios, tendo seu fim em meu umbigo. Minha visão está turva, o mar levara meu óculos, e junto com ele a esperança de encontrar-te novamente. As lágrimas realmente chegavam, não sinto mais seu gosto em me paladar, pois se fundiram com as águas violentas do mar.
Sim, não havia sentido em viver for para não ter você em meus braços novamente.
Estou afundando cada vez mais, não ouço mais as gaivotas. Minha visão se torna mais escura. Meus batimentos cardíacos batem acelerados em meu peito, mas sei que essa angústia que sinto está por acabar, pois minha respiração estava cessando.
Não respiro mais, me juntarei a ti? Ou o sacrifício de meu ser, fará com que respire sem a ajuda dos tubos que você sempre abominara?
Eu amo você e sinto agora mais do que nunca que esse amor perdurará pela eternidade.
Minha vida inteira passa diante de meus olhos. Será que já estou morta? Ou a morte ainda estava esperando para me acolher como uma velha amiga? E você, meu amor? Onde estás?
Sinto algo puxar-me. Não poderia ser a morte. Eram mãos humanas, firmes, que tentavam me tirar das profundezas do mar.
Tento gritar, mas meu esforço vem em vão.
Não, não, deixe-me aqui.
Mas eu não sou ouvida... sinto que uma voz dentro de mim gritava isso, pois em mim já não restavam mais forças para gritar, estava fraca, perdendo os sentidos, adormecendo...
Acordo deitada na areia. Há um corpo sobre o meu, cobrindo-o quase completamente. Ele chorava de emoção ao me ver acordando. Parecia querer me proteger...
Sinto tudo rodar. Minha cabeça dói e estou sentindo as pálpebras pesarem pela falta que meu óculos me faz. Angustiada, quero voltar para o conforto das águas turbulentas do mar, ali eu já não sentia mais nada. Ali, eu não queria pensar em mais nada.
O corpo que me cobre se mexe. Começa a gargalhar. Sinto que é um riso triste, mas alegre ao mesmo tempo.
-Por que fez isso Suzanne? -ele mostrava um sorriso de canto em seus lábios, mas pude perceber uma lágrima escorrendo-lhe pela face
Abro mais meus olhos, minha visão já não estava tão ruim quanto outrora, pois, pude ver claramente o rosto daquele que me salvara...
Era ele, a razão pela qual eu ansiava tanto a morte.
Não consigo conter o choro. Estou realmente morta. Nada mais me fazia sentido.
Pensara eu que fora salva, mas o que me acontecera foi justamente aquilo que tanto esperava: havia morrido, mas a morte que viera me buscar fou meu próprio amado. Aquele o qual trouxera-me a dor de sua morte, a liberdade de poder viver consigo.
E dessa vez, habitava em mim apenas a certeza de que finalmente, estaríamos juntos por toda a eternidade...
Para sempre... e sempre.
31/08/2013
Je t'aime!
Postado por
Julianna Rioderguz
Enrosquei meus dedos dentro do apertado bolso de minha calça, procurando aquele maldito bilhete que havia recebido de manhã.
"Me encontre no Parque Bela Vista, preciso falar com você. Espero que compreenda,
Estarei te esperando próximo à barraca de cachorro quente, lembra-se dela?
Abraços,
Alberto."
Que cretino! Como eu poderia me esquecer das tardes ensolaradas em que eu e ele passeávamos pelo parque, nossos dedos entrelaçados, como dois jovens apaixonados, namorando no banco atrás da barraquinha de cachorro quente?
Lembro claramente do sol batendo em meus olhos, e da forma como Alberto me encarava fixamente e dizia que me amava. Costumávamos intercalar nossas conversas entre o português e francês. Talvez fosse uma dessas coincidências de casais, mas éramos apaixonados pelas mesmas coisas.
É angustiante falar isso no passado, mas ainda sinto aquela pequena reviravolta no estômago quando as lembranças me vêem à mente, e um arrepio estranho passa das unhas de meus pés até meu último fio de cabelo quando lembro de seu toque sob meu corpo.
Para de bobagens, menina! Se ele fosse tudo isso, não teria simplesmente sumido de minha vida durante meses, para depois simplesmente voltar como se nada houvesse acontecido. Atravessei a rua que dava para a Avenida Principal, e avistei ao longe a praça.
Fiquei nas pontas de meus pés, na inútil tentativa de avistá-lo ao longe. Claro que eu não conseguiria, mas fechei meus dedos tentando me controlar para o impacto que seria vê-lo novamente. Caminhei pela calçada, que, estranhamente não estava lotada de pessoas, e encontrei rapidamente a barraca de cachorro quente.
Curioso! Desde que saíra de minha vida, simplesmente não sentia o mesmo apetite por aquilo. Não me parecia tão romântico como outrora... a magia do lugar havia sido levada, assim como uma casa após um grande deslizamento de terra. Fui até o banco que ficara atrás da barraca, mas nada de Alberto.
Talvez ele tenha te enganado novamente, Charlotte! Bom, esse bolo apenas entraria para a pequena lista de decepções. Me virei para ir embora, mas um corpo atrapalhara minha passagem.
Um pouco mais alto do que eu, cabelos desalinhados e escuros, e incríveis olhos castanho escuro que me encaravam freneticamente, como se soubesse até mesmo de meus segredos mais íntimos. Tinha um leve bronzeado na pele pálida, que era o suficiente para aumentar seu charme quando deu aquele sorriso no canto dos lábios que eu tanto conhecia.
- Charlotte! - ele pronunciou meu nome como um locutor lendo uma declaração apaixonada.
- Alberto! - Exclamei, dando de ombros e revirando os olhos para cima.
- Você mudou! - Disse ele, com os olhos brilhando de ansiedade.
- Você não poderia esperar que encontraria a mesma Charlotte tonta de sempre.
- Não foi isso o que eu quis dizer. - Falou ele, me fazendo um gesto silencioso para que eu me sentasse naquele que costumava ser o nosso banco.
Durante alguns segundos, ficamos imóveis e mudos. Não sabia eu como deveria agir. Me levantar e ir embora? Perguntar o motivo daquele "encontro"? Optei pela segunda opção, mas acho que nossa telepatia ainda funciona em sintonia, pois ele se adiantou.
- Acho que você quer saber o motivo pelo qual te chamei aqui. - Começou, hesitante. - Sinto que não deveria ter feito isso com você. Eu queria fugir de mim mesmo, e acabei espantando você.
- Não me venha com esse papinho furado! - disse, me virando para ele e esbofeteando-o na cara. - Você acha que simplesmente pode voltar e ter tudo o que você quiser de volta? Olha aqui, Alberto, se você pensa que eu vou...
Mas ele fora mais rápido. Pegou meus braços, me enlaçou pela cintura e me deu um beijo morno, mas na temperatura ideal para me fazer lembrar como era estar em seus braços. Tentei me desvencilhar, mas seu impacto sobre mim era muito maior do que minhas forças e bom senso. Ele parou, me fixou nos olhos e puxou do bolso de sua jaqueta um pequeno lenço dobrado e o entregou para mim.
Peguei-o perplexa, e abri lentamente. Dentro dele, uma frase estava bordada acima de um pequeno coração dourado: Je t'aime!
- Você sabe que eu não acredito nisso...
- Não precisa acreditar quando o sentimento existe e é verdadeiro. - falou, cabisbaixo. Parecia envergonhado por algo. Ainda encarando seu tênis de marca desconhecida, me sussurrou. - Não queria que as coisas entre nós tivessem ocorrido dessa forma. Seria mais fácil se eu pudesse contar para você tudo o que sinto, os motivos que me fizeram ir... mas pode ter a certeza de que o único motivo que me fez voltar, foi por saber que eu poderia vê-la novamente.
Dessa vez, quem o surpreendeu fui eu, pois levantei sua cabeça com a ponta de meus dedos, e beijei-lhe suavemente. Não me importaria se fosse me arrepender mais tarde, mas o que eu queria naquele momento era manter esse contato entre nós.
O beijo talvez não tenha sido o melhor de toda a minha vida, mas, naquele momento foi o suficiente para salientar nossas almas e manter acesa, pelo menos por um instante, a chama daquele amor que um dia existiu. Que ainda existia!
"Me encontre no Parque Bela Vista, preciso falar com você. Espero que compreenda,
Estarei te esperando próximo à barraca de cachorro quente, lembra-se dela?
Abraços,
Alberto."
Que cretino! Como eu poderia me esquecer das tardes ensolaradas em que eu e ele passeávamos pelo parque, nossos dedos entrelaçados, como dois jovens apaixonados, namorando no banco atrás da barraquinha de cachorro quente?
Lembro claramente do sol batendo em meus olhos, e da forma como Alberto me encarava fixamente e dizia que me amava. Costumávamos intercalar nossas conversas entre o português e francês. Talvez fosse uma dessas coincidências de casais, mas éramos apaixonados pelas mesmas coisas.
É angustiante falar isso no passado, mas ainda sinto aquela pequena reviravolta no estômago quando as lembranças me vêem à mente, e um arrepio estranho passa das unhas de meus pés até meu último fio de cabelo quando lembro de seu toque sob meu corpo.
Para de bobagens, menina! Se ele fosse tudo isso, não teria simplesmente sumido de minha vida durante meses, para depois simplesmente voltar como se nada houvesse acontecido. Atravessei a rua que dava para a Avenida Principal, e avistei ao longe a praça.
Fiquei nas pontas de meus pés, na inútil tentativa de avistá-lo ao longe. Claro que eu não conseguiria, mas fechei meus dedos tentando me controlar para o impacto que seria vê-lo novamente. Caminhei pela calçada, que, estranhamente não estava lotada de pessoas, e encontrei rapidamente a barraca de cachorro quente.
Curioso! Desde que saíra de minha vida, simplesmente não sentia o mesmo apetite por aquilo. Não me parecia tão romântico como outrora... a magia do lugar havia sido levada, assim como uma casa após um grande deslizamento de terra. Fui até o banco que ficara atrás da barraca, mas nada de Alberto.
Talvez ele tenha te enganado novamente, Charlotte! Bom, esse bolo apenas entraria para a pequena lista de decepções. Me virei para ir embora, mas um corpo atrapalhara minha passagem.
Um pouco mais alto do que eu, cabelos desalinhados e escuros, e incríveis olhos castanho escuro que me encaravam freneticamente, como se soubesse até mesmo de meus segredos mais íntimos. Tinha um leve bronzeado na pele pálida, que era o suficiente para aumentar seu charme quando deu aquele sorriso no canto dos lábios que eu tanto conhecia.
- Charlotte! - ele pronunciou meu nome como um locutor lendo uma declaração apaixonada.
- Alberto! - Exclamei, dando de ombros e revirando os olhos para cima.
- Você mudou! - Disse ele, com os olhos brilhando de ansiedade.
- Você não poderia esperar que encontraria a mesma Charlotte tonta de sempre.
- Não foi isso o que eu quis dizer. - Falou ele, me fazendo um gesto silencioso para que eu me sentasse naquele que costumava ser o nosso banco.
Durante alguns segundos, ficamos imóveis e mudos. Não sabia eu como deveria agir. Me levantar e ir embora? Perguntar o motivo daquele "encontro"? Optei pela segunda opção, mas acho que nossa telepatia ainda funciona em sintonia, pois ele se adiantou.
- Acho que você quer saber o motivo pelo qual te chamei aqui. - Começou, hesitante. - Sinto que não deveria ter feito isso com você. Eu queria fugir de mim mesmo, e acabei espantando você.
- Não me venha com esse papinho furado! - disse, me virando para ele e esbofeteando-o na cara. - Você acha que simplesmente pode voltar e ter tudo o que você quiser de volta? Olha aqui, Alberto, se você pensa que eu vou...
Mas ele fora mais rápido. Pegou meus braços, me enlaçou pela cintura e me deu um beijo morno, mas na temperatura ideal para me fazer lembrar como era estar em seus braços. Tentei me desvencilhar, mas seu impacto sobre mim era muito maior do que minhas forças e bom senso. Ele parou, me fixou nos olhos e puxou do bolso de sua jaqueta um pequeno lenço dobrado e o entregou para mim.
Peguei-o perplexa, e abri lentamente. Dentro dele, uma frase estava bordada acima de um pequeno coração dourado: Je t'aime!
- Você sabe que eu não acredito nisso...
- Não precisa acreditar quando o sentimento existe e é verdadeiro. - falou, cabisbaixo. Parecia envergonhado por algo. Ainda encarando seu tênis de marca desconhecida, me sussurrou. - Não queria que as coisas entre nós tivessem ocorrido dessa forma. Seria mais fácil se eu pudesse contar para você tudo o que sinto, os motivos que me fizeram ir... mas pode ter a certeza de que o único motivo que me fez voltar, foi por saber que eu poderia vê-la novamente.
Dessa vez, quem o surpreendeu fui eu, pois levantei sua cabeça com a ponta de meus dedos, e beijei-lhe suavemente. Não me importaria se fosse me arrepender mais tarde, mas o que eu queria naquele momento era manter esse contato entre nós.
O beijo talvez não tenha sido o melhor de toda a minha vida, mas, naquele momento foi o suficiente para salientar nossas almas e manter acesa, pelo menos por um instante, a chama daquele amor que um dia existiu. Que ainda existia!
12/05/2013
Mães!
Postado por
Julianna Rioderguz
Existe aquela que passará a noite inteira acordada quando você sai, seja para ir para a escola, ou nos finais de semana com os amigos.
Ela ligará para você a cada cinco minutos, caso você passe do horário que haviam combinado, e ficará brava contigo.
Ralhará como se você tivesse cometido um crime terrível, mas isso é apenas preocupação em perder o que há de mais precioso em sua vida: você!
Também existirá aquela que não se importará tanto, é mais liberal, mas da mesma forma te ama e te quer bem.
Ou então ela mora longe de ti, e vocês raramente se vêem... situação complicada esta e muito triste, ter distante quem mais deveria estar por perto.
Ou talvez ela já não esteja mais fisicamente nesse mundo, e a saudade aperta-lhe cada vez mais o peito, pois, não importa o quão exigente, e, até mesmo "chata" nossa mãe possa nos parecer, saber que jamais voltaremos a vê-la é doloroso.
Existem diversos tipos de mãe, mas como a sua apenas uma. Mãe é um ser único, talvez incompreendida, mas sempre amada.
Festeje com muito amor esse dia dedicado à pessoa que mais te ama no mundo, e de forma verdadeira.
Valorize enquanto a tem, beije-a e a abrace e torne não apenas este dia, mas a todos os que passar com ela especiais.
Um feliz dia das mãe a todos!
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