Cresceu ouvindo dizerem
que deveria estudar,
para uma vida melhor
ter
em um futuro
incerto.
Que cresceria,
casaria,
teria filhos,
e morreria.
No meio tempo,
frustração
e um emprego
que garantiria
seu sustento.
Como se a vida,
viesse com um manual de instruções,
e todos devessem se encaixar
nesse molde tão estreito.
Acreditava em vida
após a morte,
pois o tempo que aqui tinha
não lhe era completo.
Passava seu tempo
cumprindo as obrigações
que nunca fez questão de fazer parte,
para numa hipótese remota
poder viver tudo
que não viveu
em uma outra vida
que nem sabia
se um dia
chegaria a viver.
E se,
no final de tudo,
não houver outra vida?
Essa ele poderá
dizer
que viveu,
ou apenas existiu
enquanto passava por ela?
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
07/05/2017
16/04/2017
Rioderguz: Você é mais do que isso
Postado por
Julianna Rioderguz
Você não é isso.
Não é sua altura,
seu peso,
sua cor,
seu signo,
seu nome,
nem sua idade.
Você é a curvatura
do teu riso,
a sinceridade
em seu olhar,
os livros que leu,
os filmes que assistiu,
as pessoas
que por sua vida passaram.
Não é sua altura,
seu peso,
sua cor,
seu signo,
seu nome,
nem sua idade.
Você é a curvatura
do teu riso,
a sinceridade
em seu olhar,
os livros que leu,
os filmes que assistiu,
as pessoas
que por sua vida passaram.
08/04/2017
Rioderguz: Se não agora, quando?
Postado por
Julianna Rioderguz
Você me disse que não é agora,
que o tempo
hoje não colabora
é melhor deixarmos de passatempo.
Que o nosso velho clichê
foi além do que devia
e mesmo sem entender porquê
eu te deixava e ia.
Se não agora, quando?
Existirá um tempo certo,
onde as galáxias
entrarão em alinhamento,
onde os planetas
estejam em eclipse,
onde o pó da lua
ilumina eu e você,
e poderemos ficar juntos?
Existirá
em um futuro incerto
um tempo certo
para todas as incógnitas do passado
serem desvendadas?
Não quero esperar
o tempo que nem sei
se irá chegar.
Se não agora, quando?
O futuro que você aguarda,
eu vou pontuando,
e você acovarda.
Se não agora,
não existirá depois.
que o tempo
hoje não colabora
é melhor deixarmos de passatempo.
Que o nosso velho clichê
foi além do que devia
e mesmo sem entender porquê
eu te deixava e ia.
Se não agora, quando?
Existirá um tempo certo,
onde as galáxias
entrarão em alinhamento,
onde os planetas
estejam em eclipse,
onde o pó da lua
ilumina eu e você,
e poderemos ficar juntos?
Existirá
em um futuro incerto
um tempo certo
para todas as incógnitas do passado
serem desvendadas?
Não quero esperar
o tempo que nem sei
se irá chegar.
Se não agora, quando?
O futuro que você aguarda,
eu vou pontuando,
e você acovarda.
Se não agora,
não existirá depois.
12/03/2017
Rioderguz: Ao irreverente doce amargo
Postado por
Julianna Rioderguz
A gente se apega, não é?
Num abraço,
num sorriso,
num riso solto
espontâneo
e deixado livre ao vento.
A gente se apega
às memórias frescas,
a uma tarde em um parque,
uma noite mal dormida
com o ex-amor,
ao que passou há pouco,
e àquelas memórias
que já não estão assim
tão nítidas.
Num abraço,
num sorriso,
num riso solto
espontâneo
e deixado livre ao vento.
A gente se apega
às memórias frescas,
a uma tarde em um parque,
uma noite mal dormida
com o ex-amor,
ao que passou há pouco,
e àquelas memórias
que já não estão assim
tão nítidas.
07/03/2017
Rioderguz: Uma estação
Postado por
Julianna Rioderguz
Minha arte palpita
por ti;
Vou de Ipanema à
Copacabana por ti;
Por ti, vou de
Sampa à Hollywood.
Então, por favor,
me ajude!
Partiu-se em
pedaços a minha mente.
Sei que já
enlouqueci totalmente;
Aguardando,
compondo, cantando,
Desejando e
rezando em minhas noites,
Desde que te vi
certo dia na Bienal.
15/01/2017
Rioderguz: Notas de um caderninho de observações
Postado por
Julianna Rioderguz
Notas sobre ele:
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
31/12/2016
Aqui chegamos, Maria!
Postado por
Julianna Rioderguz
Aqui chegamos outra vez, Maria!
Mas,
nada está como antes.
Eu,
que outrora lhe reclamava
as dores venho aqui
trazer o desfecho
para a incógnita
que em aberto deixei.
13/12/2016
Petricor aos meus pés!
Postado por
Julianna Rioderguz
a camada do solo fica bagunçada.
Talvez,
a natureza queira nos mostrar que a vida
é aquela bagunça da gota que cai perfeita do céu,
ao impacto que causa no chão.
O petricor exala,
e se solta pela terra molhada.
Petricor é o nome que se dá
ao aroma que a chuva provoca ao tocar o solo.
É o cheiro refrescante que sobe.
É a palavra que descreve o cheiro indescritível.
Sempre penso nisso quando a chuva me toma pela inocência,
e me banha por inteiro.
As gotas de água chegam ao chão,
e enobrecem nossa alma.
Elas descem pelas janelas.
Veja!
A natureza que nos lava a alma,
e circundam nossos pés.
02/11/2016
Mas, quantas almas são belas?
Postado por
Julianna Rioderguz
Ela deixou o coração em casa
Vestiu só a alma.
Não que não gostasse dela
Não era bela mesmo
Mas, quantas almas eram belas?
17/08/2016
Meu anjo perdido
Postado por
Julianna Rioderguz
Pois então,
os nossos olhos se cruzaram por uma última vez.
A tinta fresca secou em minha pintura.
A bolha de água se desfez com o vento.
A borboleta pousou em meus dedos, e ali fez sua morada.
Pois então,
a nossa melodia descompassada.
A árvore crescia, e suas folhas ainda não davam flor.
O sorvete de creme se derretia em teus lábios.
As luzes da cidade piscavam de cor.
06/04/2016
Rainha da Epifania
Postado por
Julianna Rioderguz
Dou meus primeiros passos pela estrada de terra.
Dias se passaram desde que perdi os sapatos que me calçavam os pés,
desgastaram-se pelo tempo.
O tempo que a tudo perde.
Tudo desgasta.
Tudo regozija.
Tudo transforma.
Transmutou-me neste ser que hoje toma nova forma,
e caminha perdida pela estrada de terra.
Estou em busca de meu Trono,
em um Reino que ainda distante está.
Tão, tão distante.
Dias se passaram desde que perdi os sapatos que me calçavam os pés,
desgastaram-se pelo tempo.
O tempo que a tudo perde.
Tudo desgasta.
Tudo regozija.
Tudo transforma.
Transmutou-me neste ser que hoje toma nova forma,
e caminha perdida pela estrada de terra.
Estou em busca de meu Trono,
em um Reino que ainda distante está.
Tão, tão distante.
Julianna Rodriguez.
09/03/2016
O Teu Riso - Pablo Neruda
Postado por
Julianna Rioderguz
Tira-me o pão, se
quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
26/02/2016
E se eu morresse amanhã? #2
Postado por
Julianna Rioderguz
Estaria em paz com a minha consciência,
ou teria deixado mágoas para trás?
Se fosse eu,
a vida já teria realmente se esgotado,
ou ainda teria uma missão
que deveria ter sido cumprida,
mas seria sepultada
junto ao meu corpo frio?
Se eu morresse,
quantos sonhos
seriam deixados para trás,
quantas vidas não teriam
se cruzado com a minha?
Assinar:
Comentários (Atom)














