Você não vive em paz, pois acha que todos aqueles que caminham ao seu lado, falam de você por trás. Não vive em paz, pois aqueles boletos em atraso não deixam, pois o que te falta, te angustia. Pois seus amigos já estão no meio da faculdade, enquanto a sua, você nem iniciou ainda.
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18/07/2017
07/05/2017
Rioderguz: E se não houver outra vida?
Postado por
Julianna Rioderguz
Cresceu ouvindo dizerem
que deveria estudar,
para uma vida melhor
ter
em um futuro
incerto.
Que cresceria,
casaria,
teria filhos,
e morreria.
No meio tempo,
frustração
e um emprego
que garantiria
seu sustento.
Como se a vida,
viesse com um manual de instruções,
e todos devessem se encaixar
nesse molde tão estreito.
Acreditava em vida
após a morte,
pois o tempo que aqui tinha
não lhe era completo.
Passava seu tempo
cumprindo as obrigações
que nunca fez questão de fazer parte,
para numa hipótese remota
poder viver tudo
que não viveu
em uma outra vida
que nem sabia
se um dia
chegaria a viver.
E se,
no final de tudo,
não houver outra vida?
Essa ele poderá
dizer
que viveu,
ou apenas existiu
enquanto passava por ela?
que deveria estudar,
para uma vida melhor
ter
em um futuro
incerto.
Que cresceria,
casaria,
teria filhos,
e morreria.
No meio tempo,
frustração
e um emprego
que garantiria
seu sustento.
Como se a vida,
viesse com um manual de instruções,
e todos devessem se encaixar
nesse molde tão estreito.
Acreditava em vida
após a morte,
pois o tempo que aqui tinha
não lhe era completo.
Passava seu tempo
cumprindo as obrigações
que nunca fez questão de fazer parte,
para numa hipótese remota
poder viver tudo
que não viveu
em uma outra vida
que nem sabia
se um dia
chegaria a viver.
E se,
no final de tudo,
não houver outra vida?
Essa ele poderá
dizer
que viveu,
ou apenas existiu
enquanto passava por ela?
11/11/2016
Epifanias: Fim de tarde a beira mar!
Postado por
Julianna Rioderguz
Eu e minha amiga. Dias atrás.
Ainda restava areia em meu corpo, quando deixei o mar, mas a água salgada me banhara com tudo o que tinha de direito: entrei para lavar o corpo, e inundei minha alma. Mergulhei até que as minhas mágoas e sentimentos ruins fossem levados para o fundo do mar!
O problema na rotina, é a monotonia com a qual os dias se apresentam: tudo opaco, cinza, sem cor. A intensidade das coisas toma uma proporção gigantesca, e eu me vejo em uma maré onde já não dá mais pé para mim: se a onda forte vier, a correnteza me puxará para o fundo.
Difícil é conseguir retornar para a superfície quando o equilíbrio se perdeu, e é exatamente desta maneira que me senti nos últimos tempos, mas que, com a alma revigorada, já não sinto mais.
19/08/2015
Quero tecer amanhãs!
Postado por
Julianna Rioderguz
Quis, instantaneamente e por motivo algum, saber delicadamente escrever redigindo transcrevendo e digitando sobre o mundo e fazê-lo ver ao seu redor da forma como vejo o que me cerca. Que a delicadeza do mundo não te assombre quando você passar a ver com alegria que talvez nem tudo esteja tão perdido assim. Quis, instantaneamente e sem motivo aparente, ser a grande tecelã de meu destino, e saber entrelaçar cada fio já feito.
Ligar um fio ao outro, de forma ordenhada e bonita. Mas ultimamente, só tenho feito cama de gato. Ligo uma coisa à outra, e me perco no meio do emaranhado que criei. Desejei ardentemente com todas as forças de meu ser, possuir grande conhecimento do mundo sem transbordar minha mente com tamanha informação.
20/02/2015
Senescência
Postado por
Julianna Rioderguz
Qualquer idiota pode ser escritor.
Digo isso com convicção. Pois sou uma delas. E você também, eu sei. Não me
venha com picuinhas. Não gosto de gente que perde tempo fazendo tempestade em
copo d'água. Fala sério, amigo! A vida é curta demais e o tempo voa. Não gosto
de gente que chora por macho. Anota isso: ele não era bom o suficiente para
merecer uma lágrima sua. Então para de ser trouxa, e segue em frente.
Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente. Ultimamente, desde sempre. A morte me faz refletir na vida. E refletir na vida deixa tudo confuso e atrapalhado. Esse não deveria ser o fim do texto? A ordem não importa. O que convém, é escrever. Não gosto da forma como as pessoas conseguem ser tão levianas. De irem levando a vida, apenas por levarem. E aqueles que tem um propósito, são cedo levados.
Assisti ontem aquele filme do Woody Allen, enquanto pensava na morte e no quão cedo ela pode vir para alguns. Fiquei com vontade de assistir a todos os outros. O mundo precisa de arte. De boas artes, novas e das contemporâneas de Charles Chaplin. Precisam ser deixados pela leve insensatez para retornarem um pouco que seja, à realidade. Quero ser compreendida. Mas não gosto de me expor.
Não gosto de feijão nem batata frita, mas não vivo reclamando sobre isso. Ninguém se importa. E se alguém disser se importar, digo-lhe que isso não é da sua conta. Sou cheia de frescuras. Não gosto de gente fingida e não tomo Coca-Cola.
Não gosto de gente vazia. Me entristeço com a tristeza alheia e não suporto ver gente chorando em velório. Não gosto de respostas vagas. Sempre me irritam. Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente.
E gosto menos ainda de você estar aí debruçada ainda sofrendo pelo mesmo mané. Por favor, né! Gosto de vida. E não digo isso dos não-mortos. Vida é aproveitar. Viver e viver. Antes do fim chegar. E ele nem sempre vem conforme a senescência - envelhecimento.
Gosto de Bossa Nova à Rock and Roll. Mas a vida é mais do que isso. A vida sempre é. Só mantenha seus olhos abertos, e coração leve, antes de seja tarde.
A vida é assim.
Não é?
Uma correlação de fatos aleatórios.
Não faz sentido pra você?
Isso também não faz sentido.
Para mim.
E nem deve fazer.
Mas lhe digo uma coisa.
Qualquer idiota pode ser escritor.
Desde que tenha algo a dizer.
Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente. Ultimamente, desde sempre. A morte me faz refletir na vida. E refletir na vida deixa tudo confuso e atrapalhado. Esse não deveria ser o fim do texto? A ordem não importa. O que convém, é escrever. Não gosto da forma como as pessoas conseguem ser tão levianas. De irem levando a vida, apenas por levarem. E aqueles que tem um propósito, são cedo levados.
Assisti ontem aquele filme do Woody Allen, enquanto pensava na morte e no quão cedo ela pode vir para alguns. Fiquei com vontade de assistir a todos os outros. O mundo precisa de arte. De boas artes, novas e das contemporâneas de Charles Chaplin. Precisam ser deixados pela leve insensatez para retornarem um pouco que seja, à realidade. Quero ser compreendida. Mas não gosto de me expor.
Não gosto de feijão nem batata frita, mas não vivo reclamando sobre isso. Ninguém se importa. E se alguém disser se importar, digo-lhe que isso não é da sua conta. Sou cheia de frescuras. Não gosto de gente fingida e não tomo Coca-Cola.
Não gosto de gente vazia. Me entristeço com a tristeza alheia e não suporto ver gente chorando em velório. Não gosto de respostas vagas. Sempre me irritam. Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente.
E gosto menos ainda de você estar aí debruçada ainda sofrendo pelo mesmo mané. Por favor, né! Gosto de vida. E não digo isso dos não-mortos. Vida é aproveitar. Viver e viver. Antes do fim chegar. E ele nem sempre vem conforme a senescência - envelhecimento.
Gosto de Bossa Nova à Rock and Roll. Mas a vida é mais do que isso. A vida sempre é. Só mantenha seus olhos abertos, e coração leve, antes de seja tarde.
A vida é assim.
Não é?
Uma correlação de fatos aleatórios.
Não faz sentido pra você?
Isso também não faz sentido.
Para mim.
E nem deve fazer.
Mas lhe digo uma coisa.
Qualquer idiota pode ser escritor.
Desde que tenha algo a dizer.
02/10/2014
REFLEXÃO: Nós Aceitamos o Amor que Achamos Merecer
Postado por
Gustavo B.
O tempo todo eu sinto como se eu sempre estivesse no lugar errado e na hora errada. Muitas vezes eu penso que eu nunca tive amigos, tipo ''verdadeiros amigos'', o que me faz pensar que eu estou sozinho e que sempre será eu e eu mesmo contra tudo o que eu tenho sofrido, e continuo sofrendo.
Me dói saber que a vida é um ciclo viciante e de erros e acertos. Me dói mais ainda saber que na da é infinito, mas que me dá total direito de me sentir como tal... infinito.
Eu procura pensar sempre que meus problemas são o que menos importa, e que existem milhares de outras pessoas com problemas piores que os meus e que eu só sou apenas um ponto insignificante no meio de tanta gente. No meio do mundo... Mas não é justo desvalorizar meu problema por ele não ser o pior, ou por não ser um do mais fáceis. E sempre me dói em ter que pensar que eu não posso ter ninguém comigo, sendo que nem eu mesmo, eu amo. Sendo que nem mesmo eu consigo entender outras pessoas sem primeiro me entender.
É fato de que pessoas e mais pessoas entram e saem da sua vida sem muita pretensão, e que sempre deixam um pedacinho de si dentro de você. Que por mais inútil aquela pessoa tenha sido, e que por mais falsa que ela tenha se comportado, é bacana pensar que fora necessário.
Ela cresceu, você amadureceu. Aprendeu coisas que sem a ajuda de quem podemos classificar de 'inútil em nossas vidas'', você nunca teria conquistado. Ou pelo menos levado anos para entender, aprender e aplicar no seu dia a dia.
Então podemos concluir que a vida é feita de um tutorial que pode levar infinitos passos até que você alcança o desejável. E cabe a você saber e descobrir qual é o seu próprio desejável.
01/11/2013
"Por que é tão difícil alguém gostar de mim?"
Postado por
Julianna Rioderguz
Já falei tanto sobre amor próprio, que mais um texto sobre o assunto pode, no mínimo, soar clichê. Mas nesse caso, senti que precisava realmente escrever sobre isso. Então vamos lá, auto estima nunca é demais.
Estava no facebook esses dias, e me deparei com essa imagem em uma página que gosto muito. Não lembro exatamente qual foi, talvez tenha sido a Café com verso, mas isso não vem ao caso agora.
Vou deixar minha opinião, e fatos sinceros sobre meu passado: em primeiro lugar, já fui como a garota da imagem.
Não me lamentando de sutiã e melancólica, só a segunda opção mesmo. Vivia triste e passava para minha aparência física aquilo que sentia. Como esperar que alguém gostasse de mim, se nem eu mesma gostava?
É difícil para os outros se aproximarem daqueles que vivem trancados em seu mundo de tristeza, mas uma coisa que se aprende ao longo dos anos é que, o que faz de uma pessoa atraente não é apenas sua aparência física, mas a forma como sua positividade e carisma transformam o que está por fora.
Antes de um rosto bela e um corpo bem torneado, as pessoas precisam aprender que a chave para se conquistar alguém, é o que está dentro de si. Uma pessoa com bons sentimentos e feliz, sabe sorrir para a vida mais do que o necessário. Quando se está cheio de coisas boas, cada um simplesmente aceita o fato de que a pessoa certa aparecerá no momento mais imprevisível e não será o responsável por trazer a felicidade para sua vida. Apenas para completá-la.
Os outros aprendem a gostar de alguém quando esse alguém também gosta de si. Mas o primeiro passo, deve vir do íntimo de cada um. A vida começa a lhe sorrir quando se aprende o que significa sorrir de volta, então, por que baixo astral?
Se você é daqueles que vivem o dilema do "Ninguém me ama, ninguém me quer", só lhe digo uma coisa: Mude esse pensamento já. Viver é baseado em suas perspectivas e na forma como encara o que está ao seu redor.
Então, ao invés de simplesmente ficar na frente do espelho se lamentando por ninguém gostar de você da forma que merece, pense que você é mais do que pode imaginar. Tenha em mente (sem deixar o egocentrismo subir à cabeça), de que o difícil não é você encontrar alguém. É alguém encontrar uma pessoa como você.
Todos somos maiores do que podemos imaginar, e seremos mais felizes do que pensamos, então, por que não começar pelo hoje sendo mais alegres, e deixar que o futuro se encarregue do resto?
Aposto que não irá se arrepender.
P.S.: Estava com saudades de escrever textos assim aqui :-(
Um excelente final de semana à todos, Ju Rodrigues.
02/10/2013
O que é sentir ódio?
Postado por
Julianna Rioderguz
As lágrimas escorriam dos olhos de Lívia, que pensava se realmente faria
mudanças na vida de alguém se continuasse viva.
Lívia estava farta da hipocrisia e ignorância de sua mãe, que não a compreendia
e muito menos deixava espaço para que a filha depositasse algum tipo de
confiança nela.
Os pensamentos chegavam na cabeça de Lívia como luz, com 300.000k/s. E o ódio a consumia no mesmo tempo, deixando a garota cada vez mais atormentada do que a vida lhe trazia.
Lívia entrelaça os braços em volta de suas pernas, e com as costas apoiadas em seu guarda-roupa cor de anil que contém figurinhas colecionadas na infância, ela olha para a sua frente, onde se encontra o espelho que ganhara de sua avó quando estava com a alto-estima baixa e a própria lhe disse que era a garotinha mais linda e meiga que a sociedade já vira. Lívia apesar de não ter acreditado nas palavras da avó na época, nada disse, apenas agradeceu com um sorriso nos lábios. Lívia nunca fora uma menina que confiasse muito nas pessoas, sempre desconfiando fingindo que está confiando ela levava a vida.
Mas neste dia Lívia não confiava nem em si-própria, e desviando os olhos para o lado do espelho como que cansada de ver seus olhos tão afundados em lágrimas a ponto de enxergar tudo embaçado, ela observa as duas garrafas e vodca que estão depositadas lá. Não, a intensão dela não era se embriagar igual a mãe, e sim poder se matar com aquelas porcarias que a vida criara para destruir a felicidade que poderia existir em sua família.
Escorregando sua calça jeans favorita para perto das garrafas, Lívia cruza as pernas e respira fundo, querendo aliviar um pouco da tensão, e com plena certeza do que quer fazer, ela acata uma das garrafas e a ataca contra o peito. Sua dor era mais emocional do que física, e contorcendo os lábios, Lívia pega o maior pedaço de vidro que encontra no chão. Sua vontade não era apenas desfalecer, e sim acabar com quaisquer possibilidade de dor emocional ou ódio que já sentira novamente.
Lívia segura forte o caco de vidro contra a mão, tão forte a ponto de furar sua pele deixando escorrer sangue para todos os cantos. Seu rosto se preenche com uma expressão de ódio, e com as mãos firmes como pedra, Lívia rasga seu pulso sem dó nem piedade de si mesma.
Mas para ela aquilo não era nada, o que a percorria por dentro era maior que toda a dor física que poderia ter. Então ela nada satisfeita, olha para o teto branco de seu quarto, fechando os olhos e deixando cair uma lágrima que já estava armazenada a um tempo. A garota, contraindo os lábios, enfia o caco de vidro contra o peito, e abrindo os olhos lentamente, consegue enxergar sua mãe com cara de pânico. Lívia apenas cai para trás e solta um belo sorriso com lágrimas no rosto.
Os pensamentos chegavam na cabeça de Lívia como luz, com 300.000k/s. E o ódio a consumia no mesmo tempo, deixando a garota cada vez mais atormentada do que a vida lhe trazia.
Lívia entrelaça os braços em volta de suas pernas, e com as costas apoiadas em seu guarda-roupa cor de anil que contém figurinhas colecionadas na infância, ela olha para a sua frente, onde se encontra o espelho que ganhara de sua avó quando estava com a alto-estima baixa e a própria lhe disse que era a garotinha mais linda e meiga que a sociedade já vira. Lívia apesar de não ter acreditado nas palavras da avó na época, nada disse, apenas agradeceu com um sorriso nos lábios. Lívia nunca fora uma menina que confiasse muito nas pessoas, sempre desconfiando fingindo que está confiando ela levava a vida.
Mas neste dia Lívia não confiava nem em si-própria, e desviando os olhos para o lado do espelho como que cansada de ver seus olhos tão afundados em lágrimas a ponto de enxergar tudo embaçado, ela observa as duas garrafas e vodca que estão depositadas lá. Não, a intensão dela não era se embriagar igual a mãe, e sim poder se matar com aquelas porcarias que a vida criara para destruir a felicidade que poderia existir em sua família.
Escorregando sua calça jeans favorita para perto das garrafas, Lívia cruza as pernas e respira fundo, querendo aliviar um pouco da tensão, e com plena certeza do que quer fazer, ela acata uma das garrafas e a ataca contra o peito. Sua dor era mais emocional do que física, e contorcendo os lábios, Lívia pega o maior pedaço de vidro que encontra no chão. Sua vontade não era apenas desfalecer, e sim acabar com quaisquer possibilidade de dor emocional ou ódio que já sentira novamente.
Lívia segura forte o caco de vidro contra a mão, tão forte a ponto de furar sua pele deixando escorrer sangue para todos os cantos. Seu rosto se preenche com uma expressão de ódio, e com as mãos firmes como pedra, Lívia rasga seu pulso sem dó nem piedade de si mesma.
Mas para ela aquilo não era nada, o que a percorria por dentro era maior que toda a dor física que poderia ter. Então ela nada satisfeita, olha para o teto branco de seu quarto, fechando os olhos e deixando cair uma lágrima que já estava armazenada a um tempo. A garota, contraindo os lábios, enfia o caco de vidro contra o peito, e abrindo os olhos lentamente, consegue enxergar sua mãe com cara de pânico. Lívia apenas cai para trás e solta um belo sorriso com lágrimas no rosto.
* Texto escrito pela fofa da Anna Oliveira, leitora aqui do blog.
É para o e-book de crônicas que estou escrevendo com a ajuda de alguns amigos, e, claro, leitores também, hehe.
Caso tenha interesse em ver uma crônica ou texto seu aqui no blog e/ou no e-book (que assim que estiver finalizado, estará exposto gratuitamente no blog), entre em contato comigo através da página: Contato.
29/09/2013
| TEXTO REFLEXIVO | Meu mantra para todos os dias.
Postado por
Gustavo B.
..:| Olá Leitores |:..
E em meio a tantos projetos, hoje parei, parei e me observei. É tão desesperador quando se muito tem para fazer e tão pouco as realiza. E em meio a tudo isso, a única coisa que englobou todo esse meu processo foi esse texto de algum autor desconhecido. Tenho levado o mesmo como meu mantra por vários dias. Espero que gostem e que reflitam a partir dele.
...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Abraços!
E em meio a tantos projetos, hoje parei, parei e me observei. É tão desesperador quando se muito tem para fazer e tão pouco as realiza. E em meio a tudo isso, a única coisa que englobou todo esse meu processo foi esse texto de algum autor desconhecido. Tenho levado o mesmo como meu mantra por vários dias. Espero que gostem e que reflitam a partir dele.
...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Abraços!
18/08/2013
Defeitos, defeitos... qualidades?
Postado por
Julianna Rioderguz
Frequentemente, nos deparamos com algum pequeno defeito que gostaríamos de reparar em nós mesmos.
Ou eu sou magra demais, e muitos vivem me perguntando se sou anoréxica; se estou acima do peso sou uma obesa, a qual nenhum roupa me cai bem.
Meu cabelo pode não ser o mais perfeito, mas caso seja cacheado, eu gostaria que fosse liso para melhor cuidá-lo.
Se tenho cabelo liso, gostaria que fosse cacheado, para melhor apreciá-los.
Será que nunca aceitaremos a nós mesmos do jeito que nascemos?
Aceitar que somos imperfeitos é fácil, mas admitir nossa imperfeição quando estamos tentando agir como deuses é difícil...
Já parou para pensar que o defeito que lhe intriga em si, pode ser vista justamente como uma qualidade admirada por outra pessoa?
Quantas vezes você já não quis mudar algo fisicamente?
Mas quantas vezes você se perguntou se alguém gostava de você justamente por aquilo que lhe incomoda?
Se outros conseguem admirar isso em ti, por quê não o consegue?
Será que a sua imperfeição tem tornado-o cego perante si, ou simplesmente não consegue aceitar o fato de que possui mais qualidades do que pode imaginar?
Ou eu sou magra demais, e muitos vivem me perguntando se sou anoréxica; se estou acima do peso sou uma obesa, a qual nenhum roupa me cai bem.
Meu cabelo pode não ser o mais perfeito, mas caso seja cacheado, eu gostaria que fosse liso para melhor cuidá-lo.
Se tenho cabelo liso, gostaria que fosse cacheado, para melhor apreciá-los.
Será que nunca aceitaremos a nós mesmos do jeito que nascemos?
Aceitar que somos imperfeitos é fácil, mas admitir nossa imperfeição quando estamos tentando agir como deuses é difícil...
Já parou para pensar que o defeito que lhe intriga em si, pode ser vista justamente como uma qualidade admirada por outra pessoa?
Quantas vezes você já não quis mudar algo fisicamente?
Mas quantas vezes você se perguntou se alguém gostava de você justamente por aquilo que lhe incomoda?
Se outros conseguem admirar isso em ti, por quê não o consegue?
Será que a sua imperfeição tem tornado-o cego perante si, ou simplesmente não consegue aceitar o fato de que possui mais qualidades do que pode imaginar?
01/08/2013
Uma manhã qualquer...
Postado por
Julianna Rioderguz
“O trabalho humaniza as pessoas.”
Frase piadista do meu livro de Filosofia
06h25.
Sofia encarou o relógio com muito
pesar, mas a realidade estava à sua porta: deveria levantar para ir ao
trabalho.
Lavantou-se com o ânimo de um
zumbi andando, e foi lavar-se.
07h00.
O ônibus já estava chegando ao
ponto e ela olhou para a mensagem de texto que havia recebido de um amigo.
Ótimo, o dia seria apenas mais um como todos os outros.
Passou pela mesma paisagem, a
qual via todos os dias naquele mesmo horário, encontrou as mesmas pessoas de
sempre, que debatiam sobre os mesmos assuntos.
“Olha a cor do esmalte que eu to usando.“
“Briguei com o namorado, acho que vou largar dele.”
“Ontem choveu e acabou com a minha chapinha.”
“A passagem tá cara, né?”
Etc, etc, etc.
Mesmos assuntos, mesmas pessoas.
Sofia sabia que ela também
reclamaria da chuva que estragou seu cabelo, e que mandaria as mesmas mensagens
para as mesmas pessoas de sempre, pois seus assuntos raramente se divergiam.
Tomou o segundo ônibus, e dessa
vez foi sentada, olhando o caminho já familiar a seus olhos.
Pensou com lamúria no seu salário
que receberia naquele dia e nas formas de gastá-lo.
Acho que vou comprar um lanche na esquina. Outro dia compro um lanche
na rodoviária, e tenho que experimentar alguma lanchonete do centro... pagar
minhas despesas, comprar, guardar para o futuro...
Era desanimador pensar que após
começar a trabalhar, ela só pararia depois que sua vida tivesse passado, então
Sofia fazia de tudo para ter o mínimo de diversão garantida em seus dias.
Seu trabalho não era dos mais
pesados, ao contrário, era único e não exigia tanto esforço de si.
Olhou-se no espelho e ficou
insatisfeita com a imagem reproduzida.
Precisaria de uma hidratação no
cabelo também, pois sua situação estava precária.
A faxineira aparecera para limpar
sua sala, e ela sentiu a necessidade de puxar conversa. Não que achasse que era
a obrigação conversar com outras pessoas, mas Sofia gostava de manter o mínimo
de educação com todos.
Fora muito bem educada, por
sinal.
A outra mulher apresentava em sua
face marcas de que sua vida havia sido dura e sofrida, aparentando no mínimo 40
anos de idade. Mas como nada é o que parece ser, a mulher tinha apenas 26.
Sem sonhos, nem perspectiva de
vida, a faxineira mantinha o olhar baixo e era de poucas palavras. O sorriso
não parecia convir em seu rosto tristonho.
Sofia sentiu a súbita necessidade
de saber mais sobre a mulher, sua história de vida.
Queria conhecer as experiências
pelas quais ela passara e a transformara assim...
Ela, que se chamava Tatiane,
tinha um filho de nove anos de idade, e um marido desempregado em casa.
Um passado sofrido, e no final do
mês, o mesmo salário que Sofia recebia, mas no caso de Tatiane, era usado para
manter sua pequena família.
Sofia se sentiu subitamente
egoísta por desperdiçar tanto do que ganhava com coisas mesquinhas, enquanto
com o mesmo salário, uma mulher guerreira sustentava com muito pesar aqueles
que amava.
Mas será que havia cabimento em
se sentir assim?
Não era sua culpa se o mundo era
injusto com os menos favorecidos, ou que a mulher trabalhasse mais do que Sofia. Ou mais ainda,
pelo salário que a outra ganhava.
Não tinha culpa pelos problemas
do mundo, ela não o produzira, apenas nascera para ser habituada a ele.
Sua vida era forçosamente capitalista, mas
seus sentimentos eram de uma socialista que ainda tinha a grande esperança de
que um dia o mundo poderia mudar para melhor, e quem sabe nesse novo mundo,
todas as pessoas teriam seu valor exposto não apenas na conta bancária, mas na
forma de serem tratadas por outros.
O trabalho a havia humanificado,
pois acrescentara experiência de vida para sua bagagem de conhecimento, mas e a
pobre mulher, o que ganhara?
Seu trabalho era digno, mas seu
salário não pagava nem um décimo do valor que representava como pessoa.
Sofia tinha culpa disso? Não, mas
ela viu a necessidade de mudar seus conceitos de vida.
Não poderia ajudar a todos sem
antes ajudar a si mesma, mas de uma coisa ela estava certa: independente da
raça, cor, religião... ela ainda iria fazer algo que pudesse mudar a vida de
alguém, dando-lhe esperança de vida, e um motivo para continuar...
Ela queria muito isso, mas boas intenções não eram capazes de mover uma palha.
Aquela era a hora de mover-se e ajudar a pobre mulher.
Mais do que isso, Sofia estaria ajudando a si mesma, a se tornar humana...
04/05/2013
A vida é bela...
Postado por
Julianna Rioderguz
Desde o início do ano venho escrevendo textos sobre mudanças, mas talvez não seja tarde para escrever apenas mais um... mas dessa vez, sob outro ponto de vista.
Nesse momento só preciso desabafar, e não encontro amigo melhor para "ouvir" do que você, caro leitor.
Nem tudo de bom pode acontecer na vida sem que atrás dele não venha um male para atrapalhar.
Já refleti muito sobre quem fui, e mais ainda sobre quem sou, e cheguei a nefasta conclusão de que não posso definir-me.
O ser humano é tão complexo que não pode se resumir em simples palavras, não é mesmo?
Aos poucos percebo que tudo ao meu redor está se transformando, e com isso, minha percepção também muda.
Já não chego em uma banca de jornais com a intenção de comprar revistas teen, mas me interesso por tudo que fale sobre vestibulares.
Perdi o gosto para algumas coisas, embora outras prossigam cada vez mais firmes e fortes.
Não sou mais a garota de olhar perdido que tem medo de encarar outras pessoas nos olhos. Não que eu tenha mudado drasticamente nisso, mas tenho percebido que a forma como olho para as pessoas se tornou mais firme e confiante.
Alguns dias atrás, um amigo meu indagou-me (não com muito tato, mas isso não vem ao caso) se essas mudanças que tanto valorizo ultimamente estão sendo positivas ou negativas.
Ele afirmou que foram mais negativas do que o contrário, pois não me reconhecia mais como a pessoa que eu era.
Confesso que fiquei algum tempo pensando sobre o assunto, e me sentindo até um pouco péssima por isso, pois tudo o que eu mais temia era deixar de ser a pessoa que sempre fui, mas devido horas de reflexão, cheguei àquilo que me convenci como a verdade sobre minha realidade: a mudança foi mais do que positiva.
Tudo bem que muitos não me reconhecem mais, pois a cada dia que se passa perco mais ainda a timidez, mas isso não deve contar como ponto negativo.
Meus amigos devem (ou deveriam) gostar de mim pelo que fui, e mais ainda pelo que sou, pois sinto que nunca fui tão eu mesma quanto agora.
A timidez não me pertence.
Ela não é uma doença incurável, muito menos um probleminha que se resolve de um dia para o outro, mas o fato é que me ver liberta dela, nem que seja por alguns minutos na presença de meus amigos mais chegados, me faz muito bem.
Me sinto mais alegre (embora devo confessar que em alguns momentos eu exagere), mas sinto que essa alegria gera a minha espontaneidade.
Para alguns, estou me artificializando, me mantendo cada vez mais afastada de quem eu era.
Para mim, estou sendo quem eu realmente sou, a pessoa que vivia aprisionada sob as amarras que eu mesma me havia imposto, mas aos poucos estou me libertando de mim mesma.
Muitas críticas ainda virão, mas a pergunta que me fiz é: Será que devo me importar com isso?
Ou tentar apenas seguir meu caminho, curtindo minha liberdade e alegria?
A resposta é mais do que óbvia, não é mesmo?
Ao menos para mim...
25/02/2013
O grande medo de mudar!
Postado por
Julianna Rioderguz
Tenho mudado tanto nos últimos dias, que nem eu estou me reconhecendo mais.
Mas ao contrário do que a Ju do passado poderia imaginar, a mudança está acontecendo pelo lado positivo.
Ano passado, eu era totalmente reservada e tímida, tinha medo das pessoas e não gostava de conversar.
Ficava trancada em meu mundo isolado onde cabiam apenas personagens literários e uma vida vazia sem sentimentos ou razões para estar aqui... eu era, em outras palavras, eu era um exemplo de que a tristeza poderia ter forma humana.
Mas adormecida ali em meu peito, vivia uma garota que queria se livrar das correntes que eu mesma havia imposto para ela. Queria sair, ser livre, mas mantinha secretamente o medo de mudar, e mais ainda do que acarretaria em minha vida caso essa mudança realmente acontecesse...
Lembro-me claramente que em dezembro escrevi um texto, no qual eu me questionava o que estaria acontecendo comigo.
Muitos leitores comentaram que eu estava mudando, mas não queria aceitar isso.
Bem, era verdade!
Eu realmente não queria mudar, tinha medo de perder essa essência que me mantém.
Mas, como meu professor de Filosofia havia dito em uma aula, a essência não se perde nunca, independente da forma como uma pessoa muda.
Minha essência sempre estará dentro de mim, anunciada de forma singela ou forte, mas sempre residirá aqui, pois ela é imutável!
Atualmente tenho aceitado bem tudo o que me está acontecendo, por um lado, estou vendo que mesmo com receio de perder aquele timidez que tanto me caracteriza, estou dando lugar à alguém muito melhor que há anos vive adormecida em mim...
Sim, as mudanças são boas, mas o que não muda é esse costumeiro medo...
Mas ainda tenho a esperança de me livrar dele, em um futuro que ainda me é distante!
Mas ao contrário do que a Ju do passado poderia imaginar, a mudança está acontecendo pelo lado positivo.
Ano passado, eu era totalmente reservada e tímida, tinha medo das pessoas e não gostava de conversar.
Ficava trancada em meu mundo isolado onde cabiam apenas personagens literários e uma vida vazia sem sentimentos ou razões para estar aqui... eu era, em outras palavras, eu era um exemplo de que a tristeza poderia ter forma humana.
Mas adormecida ali em meu peito, vivia uma garota que queria se livrar das correntes que eu mesma havia imposto para ela. Queria sair, ser livre, mas mantinha secretamente o medo de mudar, e mais ainda do que acarretaria em minha vida caso essa mudança realmente acontecesse...
Lembro-me claramente que em dezembro escrevi um texto, no qual eu me questionava o que estaria acontecendo comigo.
Muitos leitores comentaram que eu estava mudando, mas não queria aceitar isso.
Bem, era verdade!
Eu realmente não queria mudar, tinha medo de perder essa essência que me mantém.
Mas, como meu professor de Filosofia havia dito em uma aula, a essência não se perde nunca, independente da forma como uma pessoa muda.
Minha essência sempre estará dentro de mim, anunciada de forma singela ou forte, mas sempre residirá aqui, pois ela é imutável!
Atualmente tenho aceitado bem tudo o que me está acontecendo, por um lado, estou vendo que mesmo com receio de perder aquele timidez que tanto me caracteriza, estou dando lugar à alguém muito melhor que há anos vive adormecida em mim...
Sim, as mudanças são boas, mas o que não muda é esse costumeiro medo...
Mas ainda tenho a esperança de me livrar dele, em um futuro que ainda me é distante!
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