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05/12/2016

Precisamos falar sobre sonhos - e continuar batalhando por eles.

Precisamos falar sobre sonhos, mas, especialmente, sobre a importância de se lutar por eles. Hoje vim falar do meu sonho: ser escritora!

Quem me conhece desde a época em que o blog se chamava "Ser Escritor(a)", sabe perfeitamente disso. Eu sempre escrevi. Sempre quis escrever. Sempre quis ser publicada. Não preciso saber a origem do meu sonho: apenas devo ter a certeza de que é ele quem move todas as decisões de minha vida.

25/08/2013

A criança dentro de nós!

Domingo passado fui em um piquenique com alguns amigos da escola(sim, demorou uma semana para que a inspiração para escrever isso viesse).
Tinha pouco tempo para aproveitar, pois dali uma hora tinha outro compromisso.
É como dizem: Você nunca tem nada para preencher seus dias, e quando tem, aparecem diversas coisas em horários parecidos.
Comi rapidamente pois não estava com tanto apetite naquela tarde, e chamei uma amiga minha para darmos uma volta.
O lugar era uma represa bastante conhecida na cidade e longe pra caramba. Havia um lago enorme, que separava o playground e as mesas de fazer da casa do dono.
Era um lugar aconchegante. Havia uma trilha por onde os carros passavam e dava perfeitamente para andarmos de bicicleta.
O lago me lembrava muito um no qual eu era protagonista em diversos sonhos.
É estranho, mas eu já havia sonhado com aquele lugar, sem nunca ter pisado ali.
As mesas estavam sujas, talvez pelos macacos que ali moravam, mas não deixava de ser o lugar ideal para um passeio com os amigos.
Chamei minha amiga mais íntima e nosso outro amigo para darem um passeio comigo.
Já que não conhecia o lugar, nada melhor do que explorá-lo para ser apresentada a ele.
Pegamos a bicicleta, e após dar uma pequena volta nos arredores, decidimos entrar no playgroud. 
Não era grande coisa. Para ser sincera, aquele era um lugar onde crianças iriam para brincarem um pouco, mas não tinha importância.
Queria por um momento voltar a ser criança, sentir a areia entre meus dedos (e meus cabelos, roupas), o resultado seria diversão.
Encontramos uma gangorra diferente, em que deveríamos entrar em um pneu e ficar pulando de cima para baixo.
Quase entalei (quando digo que era para crianças, não é exagero), mas o riso foi garantido.
Dizer que "brinquei" naquele dia, pode soar um tanto infantil (e é mesmo), mas eu repetiria aquele momento várias e várias vezes, afinal, quando se vive praticamente em um mundo de adultos, voltar a ser criança por um breve instante pode ser um refúgio para nossas mais singelas perturbações.
Pode ser um refúgio para nossa alma...

04/05/2013

A vida é bela...


Desde o início do ano venho escrevendo textos sobre mudanças, mas talvez não seja tarde para escrever apenas mais um... mas dessa vez, sob outro ponto de vista.
Nesse momento só preciso desabafar, e não encontro amigo melhor para "ouvir" do que você, caro leitor.


Nem tudo de bom pode acontecer na vida sem que atrás dele não venha um male para atrapalhar.
Já refleti muito sobre quem fui, e mais ainda sobre quem sou, e cheguei a nefasta conclusão de que não posso definir-me.
O ser humano é tão complexo que não pode se resumir em simples palavras, não é mesmo?
Aos poucos percebo que tudo ao meu redor está se transformando, e com isso, minha percepção também muda.
Já não chego em uma banca de jornais com a intenção de comprar revistas teen, mas me interesso por tudo que fale sobre vestibulares.
Perdi o gosto para algumas coisas, embora outras prossigam cada vez mais firmes e fortes.
Não sou mais a garota de olhar perdido que tem medo de encarar outras pessoas nos olhos. Não que eu tenha mudado drasticamente nisso, mas tenho percebido que a forma como olho para as pessoas se tornou mais firme e confiante.
Alguns dias atrás, um amigo meu indagou-me (não com muito tato, mas isso não vem ao caso) se essas mudanças que tanto valorizo ultimamente estão sendo positivas ou negativas.
Ele afirmou que foram mais negativas do que o contrário, pois não me reconhecia mais como a pessoa que eu era.
Confesso que fiquei algum tempo pensando sobre o assunto, e me sentindo até um pouco péssima por isso, pois tudo o que eu mais temia era deixar de ser a pessoa que sempre fui, mas devido horas de reflexão, cheguei àquilo que me convenci como a verdade sobre minha realidade: a mudança foi mais do que positiva.
Tudo bem que muitos não me reconhecem mais, pois a cada dia que se passa perco mais ainda a timidez, mas isso não deve contar como ponto negativo.
Meus amigos devem (ou deveriam) gostar de mim pelo que fui, e mais ainda pelo que sou, pois sinto que nunca fui tão eu mesma quanto agora.
A timidez não me pertence.
Ela não é uma doença incurável, muito menos um probleminha que se resolve de um dia para o outro, mas o fato é que me ver liberta dela, nem que seja por alguns minutos na presença de meus amigos mais chegados, me faz muito bem.
Me sinto mais alegre (embora devo confessar que em alguns momentos eu exagere), mas sinto que essa alegria gera a minha espontaneidade.
Para alguns, estou me artificializando, me mantendo cada vez mais afastada de quem eu era.
Para mim, estou sendo quem eu realmente sou, a pessoa que vivia aprisionada sob as amarras que eu mesma me havia imposto, mas aos poucos estou me libertando de mim mesma.
Muitas críticas ainda virão, mas a pergunta que me fiz é: Será que devo me importar com isso?
Ou tentar apenas seguir meu caminho, curtindo minha liberdade e alegria?
A resposta é mais do que óbvia, não é mesmo?
Ao menos para mim...