Precisamos falar sobre sonhos, mas, especialmente, sobre a importância de se lutar por eles. Hoje vim falar do meu sonho: ser escritora!
Quem me conhece desde a época em que o blog se chamava "Ser Escritor(a)", sabe perfeitamente disso. Eu sempre escrevi. Sempre quis escrever. Sempre quis ser publicada. Não preciso saber a origem do meu sonho: apenas devo ter a certeza de que é ele quem move todas as decisões de minha vida.
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05/12/2016
27/09/2014
PORQUE VOCÊ FEZ ISSO COMIGO? [I'll break your heart] - PART 1 (crônica)
Postado por
Gustavo B.
Eu estava sozinha, mais uma vez. Jogada como se fosse um completo nada, o que eu era de fato. Eu não queria estar ali mas eu mesmo me obrigava a estar.
Eu precisava de muita gente que não pode me dar atenção nesse momento. Eu precisa de tudo que me desse atenção e eu não tinha.
Aquela dor remoía cada parte do meu corpo e eu simplesmente não conseguia acreditar o quão burra eu fui e o quão influenciável eu tinha sido por muitos anos da minha vida. Quem sabe não só com ele, mas a verdade é que eu passei toda a minha vida muito tranquila de mim mesma, mas de fato não sabia o que estava na minha cabeça naquele momento.
Era uma manhã de sábado e eu tinha acabado de sair do banho. Estava me arrumando e ao mesmo tempo espiava se nenhuma atualização no Facebook me fizesse instantaneamente parar o que eu estava fazendo e começar a ler. Isso movia meu dia completamente. Batom, rímel e um pouco de blush; peguei meu secador e comecei a arrumar meu cabelo. Parecia que todos na face da terra resolveram não compartilhar coisas legais naquela manhã, nenhum dos meus amigos estavam online. Gus estava trabalhando em uma nova música para a banda. Lika tinha acabado de entrar de férias da faculdade e fora viajar pela Europa, mas minha vida continuava a mesma.
Foi então que eu lembrei de um site onde você entra e conversa com pessoas estranhas de todos os lugares do mundo, um tal de Omegle. No início a ideia era aprender ou praticar uma língua nova, mas como tudo que aparece novo a galera chata tenta de alguma forma deixar chato, tinha muito pornô barato, muito cara fazendo coisas estranhas, muita gente bonita... até que eu finalmente acho um cara interessante e resolvi puxar conversa:
- olá =)
[...]
- então, outro dia eu conversei com um pinguim fantasiado de saci
- HAHA! ele digitava com o pé?
- SIM! e dançava tb!
- não é possível! vc tem as melhores histórias! hahaha!
- me adiciona no msn, você é a primeira pessoa legal que eu encontrei aqui (e a mais bonita tb :$) ed@unknow.com
- hahahahawnn (vergonha)
- não resisti, desculpa! culpa do pinguim!
- hauahuahau!!! aham! vou te achar lá sim ;***
Eu tinha me apaixonado, definitivamente. Para um pessoa que por muito tempo ficou sozinha, isso era o caminho para o paraíso. E eu pensei que tudo seria difícil, monótono e devagar. Até que eu passei bem pelo primeiro teste.
Eu me sentia muito estranha, como se não fosse a mim mesma, como se eu não estive ali ou em outro lugar do espaço. Eu me sentia mais eu. Eu estava amando.
Depois disso eu tentei me concentrar um pouco nas letras de música que o Gus tinha me mandado mais cedo, tentei criar uma melodia mas não conseguia pensar em muita coisa. Esse tal de Ed me deixou nas nuvens. E então meu celular apita e eu vejo que é uma mensagem instantânea da Lika, era uma foto da Torre Eiffel de um ângulo como se ela conseguisse tocar o topo da torre. Fiquei até certo ponto com inveja de não ter aceitado o convite e ter ido com ela, mas Gus precisa de mim aqui para resolver coisas burocráticas da banda, não hesitei e fiquei.
Resolvi não responder mas tive medo de que ela visse minha visualização, então mandei uma carinha feliz.
No grupo do Facebook ninguém tinha agitado para nada nesse final de semana, o que era um pouco chato passar a tarde toda em casa.
[...]
Eu estava sentada observando as crianças no parque aqui da represa. De certa forma me relaxava, porém eu não queria de maneira alguma pensar em banda, Ed ou viagens por aí.
Acendi um cigarro, abri uma latinha de energético e continuei a observar tudo, a natureza...
- É incrível como aqui é tão diferente não é? - essa voz me assustava e ao mesmo tempo me reconfortava, ela soava logo atrás de mim - Lá fora é tudo uma correria, pessoas atrasadas, tempo para cumprir, coisas para fazer... - vagarosamente ele se aproximara e sentara a meu lado. Era Caio - Eu adoro aqui, é tão tranquilo.
-Sim, é ótimo - tentei responder de uma forma a partilhar toda a filosofia dele. E era disso que eu mais gosta nele, no Caio. Ele conseguia extrair felicidade das coisas mais simples da vida - eu gosto de estar aqui as vezes.
Ficamos por muito tempo ali, parados, observando o que a natureza tinha de melhor. E o sol estava se pondo cada vez mais. Conversamos sobre muitas coisas até que enfim, tive que ir embora. Peguei meu carro no estacionamento, dei uma carona pra ele até o ponto de ônibus e segui caminho até em casa.
O que eu fiz foi ir direto para o computar, adicionei o carinha que tinha conhecido mais cedo, hoje. E por incrível que parece, ele estava online.
** Essa é uma adaptação a animação da MTV, Anna Bee.
Você também pode visitar meu blog pessoal: gusttavoearl.wordpress.com
Eu precisava de muita gente que não pode me dar atenção nesse momento. Eu precisa de tudo que me desse atenção e eu não tinha.
Aquela dor remoía cada parte do meu corpo e eu simplesmente não conseguia acreditar o quão burra eu fui e o quão influenciável eu tinha sido por muitos anos da minha vida. Quem sabe não só com ele, mas a verdade é que eu passei toda a minha vida muito tranquila de mim mesma, mas de fato não sabia o que estava na minha cabeça naquele momento.
Era uma manhã de sábado e eu tinha acabado de sair do banho. Estava me arrumando e ao mesmo tempo espiava se nenhuma atualização no Facebook me fizesse instantaneamente parar o que eu estava fazendo e começar a ler. Isso movia meu dia completamente. Batom, rímel e um pouco de blush; peguei meu secador e comecei a arrumar meu cabelo. Parecia que todos na face da terra resolveram não compartilhar coisas legais naquela manhã, nenhum dos meus amigos estavam online. Gus estava trabalhando em uma nova música para a banda. Lika tinha acabado de entrar de férias da faculdade e fora viajar pela Europa, mas minha vida continuava a mesma.
Foi então que eu lembrei de um site onde você entra e conversa com pessoas estranhas de todos os lugares do mundo, um tal de Omegle. No início a ideia era aprender ou praticar uma língua nova, mas como tudo que aparece novo a galera chata tenta de alguma forma deixar chato, tinha muito pornô barato, muito cara fazendo coisas estranhas, muita gente bonita... até que eu finalmente acho um cara interessante e resolvi puxar conversa:
- olá =)
[...]
- então, outro dia eu conversei com um pinguim fantasiado de saci
- HAHA! ele digitava com o pé?
- SIM! e dançava tb!
- não é possível! vc tem as melhores histórias! hahaha!
- me adiciona no msn, você é a primeira pessoa legal que eu encontrei aqui (e a mais bonita tb :$) ed@unknow.com
- hahahahawnn (vergonha)
- não resisti, desculpa! culpa do pinguim!
- hauahuahau!!! aham! vou te achar lá sim ;***
Eu tinha me apaixonado, definitivamente. Para um pessoa que por muito tempo ficou sozinha, isso era o caminho para o paraíso. E eu pensei que tudo seria difícil, monótono e devagar. Até que eu passei bem pelo primeiro teste.
Eu me sentia muito estranha, como se não fosse a mim mesma, como se eu não estive ali ou em outro lugar do espaço. Eu me sentia mais eu. Eu estava amando.
Depois disso eu tentei me concentrar um pouco nas letras de música que o Gus tinha me mandado mais cedo, tentei criar uma melodia mas não conseguia pensar em muita coisa. Esse tal de Ed me deixou nas nuvens. E então meu celular apita e eu vejo que é uma mensagem instantânea da Lika, era uma foto da Torre Eiffel de um ângulo como se ela conseguisse tocar o topo da torre. Fiquei até certo ponto com inveja de não ter aceitado o convite e ter ido com ela, mas Gus precisa de mim aqui para resolver coisas burocráticas da banda, não hesitei e fiquei.
Resolvi não responder mas tive medo de que ela visse minha visualização, então mandei uma carinha feliz.
No grupo do Facebook ninguém tinha agitado para nada nesse final de semana, o que era um pouco chato passar a tarde toda em casa.
[...]
Eu estava sentada observando as crianças no parque aqui da represa. De certa forma me relaxava, porém eu não queria de maneira alguma pensar em banda, Ed ou viagens por aí.
Acendi um cigarro, abri uma latinha de energético e continuei a observar tudo, a natureza...
- É incrível como aqui é tão diferente não é? - essa voz me assustava e ao mesmo tempo me reconfortava, ela soava logo atrás de mim - Lá fora é tudo uma correria, pessoas atrasadas, tempo para cumprir, coisas para fazer... - vagarosamente ele se aproximara e sentara a meu lado. Era Caio - Eu adoro aqui, é tão tranquilo.
-Sim, é ótimo - tentei responder de uma forma a partilhar toda a filosofia dele. E era disso que eu mais gosta nele, no Caio. Ele conseguia extrair felicidade das coisas mais simples da vida - eu gosto de estar aqui as vezes.
Ficamos por muito tempo ali, parados, observando o que a natureza tinha de melhor. E o sol estava se pondo cada vez mais. Conversamos sobre muitas coisas até que enfim, tive que ir embora. Peguei meu carro no estacionamento, dei uma carona pra ele até o ponto de ônibus e segui caminho até em casa.
O que eu fiz foi ir direto para o computar, adicionei o carinha que tinha conhecido mais cedo, hoje. E por incrível que parece, ele estava online.
** Essa é uma adaptação a animação da MTV, Anna Bee.
Você também pode visitar meu blog pessoal: gusttavoearl.wordpress.com
22/04/2014
Entrevista com a blogueira Mari Godoy
Postado por
Julianna Rioderguz
No começo do mês passado, eu trouxe a entrevista com a Raíssa. Caso não se lembre,clique aqui.
Hoje, trago uma entrevista que fiz com uma das minhas blogueiras favoritas, Mariana Godoy. Para quem não conhece o Diário Ciumento, é um blog pessoal, onde ela posta de tudo um pouco: moda, sorteios, músicas, presentinhos que ganha de lojas parceiras, seus melhores looks, e claro, o que eu mais amo, suas crônicas.
Com um carisma pra lá de especial, Mari tem 17 anos de idade, e cursa Jornalismo. Apaixonada pela França, amante de livros nacionais e Woody Allen, conheça um pouco sobre essa jovem brilhante,
1 - Seus
textos são sempre repletos de carisma, com um senso de humor inteligente e
frases bem construídas. De onde você busca inspiração para escrever?
Do
cotiado, dos lugares que visito, das pessoas ao meu redor, dos detalhes, de
tudo. Eu tento sugar o máximo de cenas que eu consigo e depois jogo tudo em um
papel.
2 - Com a
rotina corrida da faculdade, você vê que o blog poderá passar por mudanças, futuramente?
Sim, mas
não só pela faculdade. Conforme vou crescendo o blog acaba mudando junto
comigo. O Diário sempre foi um blog pessoal, mas agora está ficando ainda mais.
Eu quero deixar ele melhor a cada dia.
3 - Qual a
maior dificuldade que você encontra em ter que conciliar estudos e blog?
Tempo é o
meu maior problema. Às vezes é faculdade, curso, família, amigos (eu tenho uma
vida fora da internet também haha). Como eu estudo em São Paulo, costumo falar
que venho pra Santo André só pra dormir (e meus amigos dizem que moro no
interior). Antes eu blogava todos os dias, agora o ritmo está mais lento, mas
continuo atualizando sempre. Também criei um blog chamado Escritonautas, escrevo
nele junto com uma galera que convidei (mas minhas crônicas também vão para o
Diário). 24 horas é pouco e olha que sou uma desempregada em busca de um
estágio.
4 - Olhando
para o passado, o quanto você acha que mudou, em relação à Mari Godoy que você
era, e a que se tornou hoje?
Mudei
muito. Eu era uma criança. Agora sou uma criança um pouco mais madura. Antes não
aguentava críticas, ligava muito para opiniões alheias e chorava o tempo todo
com qualquer coisinha que ouvia e não gostava. Antes eu entrava em pânico e
depois resolvia o problema. Hoje vejo que passei a encarar melhor as coisas.
Meu jeito mudou e meu estilo principalmente. A Mari do passado se vestia muito
mal – não gosto de lembrar.
5 - Você já
disse que pretende escrever um livro de contos, e outro contando a história do
seu pai. Eles já tem previsão para entrar em prática? Ou por enquanto as ideias
permanecerão só na mente mesmo?
Na
verdade, o livro de crônicas e contos será uma seleção dos melhores textos do
Diário. Agora o livro sobre o meu pai já comecei a escrever, porém não faço
ideia de quando vou terminar. Eu não consigo escrever mais de três páginas sem
parar e chorar e voltar ao normal. É muito difícil ainda, mas um dia eu
finalizo. Foco e café!
6 - Seu blog
teve um grande crescimento desde que o conheci. Você imaginava que ele faria
tanto sucesso?
Eu não
consigo ver o blog como um sucesso ainda. Já encontrei leitoras em alguns
lugares como salão de beleza, igrejas (isso quando eu ia), mercados e afins. É
muito estranho e ao mesmo tempo é legal, só que por mais que as visualizações
tenham aumentado, eu não consigo ver o Diário como algo grande. É o meu canto,
o seu canto, o canto de qualquer um que gosta de ler sobre minhas neuras e
falta de sexo.
7 - Entre tudo
o que escreve, qual tema você acha mais gostoso de trabalhar e expressar em
crônicas?
Eu
escrevo sobre mim. É isso. Por mais louca que seja a crônica e mais surreal que
possa parecer, é sempre algo que aconteceu comigo. Essa pergunta é difícil, eu
não sei, gosto de falar mal das coisas e das pessoas. Sou uma velha ranzinza.
8 - Qual livro
você acha que mereceria ser lido por todo mundo pelo menos uma vez na vida?
“O Meu Pé
de Laranja Lima”, obra juvenil de José Mauro de Vasconcelos. Não é um livro, é
uma obra-prima. Depois de ler aconselho a assistir o filme de 1970.
9 - E para
finalizar, deixe um recado para todos aqueles que gostariam de escrever.
Para saber mais, não deixe de visitar a página de seu blog, clicando aqui, e de curtir a fã page do facebook, clicando aqui, e de seu novo blog, Escritonautas
21/01/2014
Inspiração: imagens aleatórias
Postado por
Julianna Rioderguz
Sabe quando você tem bloqueio de escrita? Tenta
escrever qualquer coisa – mas qualquer coisa
mesmo – só que absolutamente nada
sai? Seus pensamentos ficam dispersos, e você tem aquela vaga sensação de que
nunca mais vai conseguir escrever nada decente, e blábláblá.
Já passei e ainda passo bastante por isso. A rotina cansa, ver e fazer as mesmas coisas todos os dias pode ser muito chato e entediante, atrofiando nossa bela imaginação.
Se você está passando por essa fase, recomendo que faça uma coisa diferente todos os dias. Pode ser conhecer uma frase nova, ler poesia, assistir algum filme de temática diferente (é centelha de idéias na certa, pode apostar).
Mas a dica principal de hoje, serão as imagens. Nem sempre encontro a certa para me dar aquele lampejo que preciso, mas boa parte do que escrevo, é baseado anteriormente em alguma foto aleatória que encontro pela internet.
Meu livro, por exemplo, para quem não sabe, tem uma Sociedade de Meninas Mascaradas (algo que ainda explicarei conforme os capítulos forem passados), e a idéia para essa sociedade, surgiu quando estava procurando imagens e encontrei a de uma garota usando uma máscara.
Inspiração é assim, surge da forma mais imprevisível possível, e vem das coisas mais simples e bobas.
Boas inspirações para vocês. We ♥ it/
Já passei e ainda passo bastante por isso. A rotina cansa, ver e fazer as mesmas coisas todos os dias pode ser muito chato e entediante, atrofiando nossa bela imaginação.
Se você está passando por essa fase, recomendo que faça uma coisa diferente todos os dias. Pode ser conhecer uma frase nova, ler poesia, assistir algum filme de temática diferente (é centelha de idéias na certa, pode apostar).
Mas a dica principal de hoje, serão as imagens. Nem sempre encontro a certa para me dar aquele lampejo que preciso, mas boa parte do que escrevo, é baseado anteriormente em alguma foto aleatória que encontro pela internet.
Meu livro, por exemplo, para quem não sabe, tem uma Sociedade de Meninas Mascaradas (algo que ainda explicarei conforme os capítulos forem passados), e a idéia para essa sociedade, surgiu quando estava procurando imagens e encontrei a de uma garota usando uma máscara.
Inspiração é assim, surge da forma mais imprevisível possível, e vem das coisas mais simples e bobas.
Boas inspirações para vocês. We ♥ it/

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