Você me disse que não é agora,
que o tempo
hoje não colabora
é melhor deixarmos de passatempo.
Que o nosso velho clichê
foi além do que devia
e mesmo sem entender porquê
eu te deixava e ia.
Se não agora, quando?
Existirá um tempo certo,
onde as galáxias
entrarão em alinhamento,
onde os planetas
estejam em eclipse,
onde o pó da lua
ilumina eu e você,
e poderemos ficar juntos?
Existirá
em um futuro incerto
um tempo certo
para todas as incógnitas do passado
serem desvendadas?
Não quero esperar
o tempo que nem sei
se irá chegar.
Se não agora, quando?
O futuro que você aguarda,
eu vou pontuando,
e você acovarda.
Se não agora,
não existirá depois.
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08/04/2017
15/01/2017
Rioderguz: Notas de um caderninho de observações
Postado por
Julianna Rioderguz
Notas sobre ele:
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
Ainda caminhava a passos largos, tinha o sorriso de dentes falhos (mas ela gostava. Ninguém compreendia!), a mesma postura ao sentar, gesticulava com as mãos, para dar intensidade a sua fala.
O mesmo penteado, as mesmas roupas e piadas despretensiosas.
Por fora, permanecia quase igual.
Por dentro, já não era mais o mesmo.
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