20/04/2013

Romantismo como movimento literário

A liberdade guiando o povo, 1830

Essa será a primeira vez (e não a última, espero), que faço uma postagem sobre literatura aqui no blog.
Estou no 2º ano do Ensino Médio, e o que aprendi em Língua Portuguesa durante o primeiro bimestre foi sobre o Movimento literário Romantismo.
Mas por quê resolvi abordar esse tema agora no blog?
Muito simples! Fiquei de recuperação nessa matéria por meio ponto. Estou um tanto decepcionada comigo (como sempre fico quando tiro notas baixas).
Mas como sou muito otimista, levo isso como aprendizado (é bom ficar de recuperação as vezes para me dedicar mais e não cometer o mesmo erro futuramente).
A recuperação será segunda-feira, e não vejo melhor forma de aprender mais e melhor sobre o conteúdo do que escrevendo de forma bem resumida sobre isso, com base em algumas coisas que pesquisei.
Movimento literário que surgiu no final do século XVIII, e foi marcada pelas Revoluções Industrial e Francesa, responsável esta pela difusão dos pensamentos Iluministas na Europa e suas colônias, que inspiraram os poetas árcades brasileiros.
Essas Revoluções foram importantes para acabarem com a Monarquia que ainda regia muitos países, trazendo a burguesia e a classe proletária consigo.
A fase romântica rompeu com a tradição clássica (período árcade), sendo seu marco inicial na Europa foi a publicação do Romance "Os sofrimentos do jovem Werther".
O Romantismo possui como principais características a observação das condições do estado da alma, emoções, liberdade, desabafos sentimentais, valorização do índio, a manifestação do poder divino através da natureza acolhedora ao homem, a temática voltada para o amor, saudade, subjetividade.

Características da linguagem romântica:

  • Individualismo: Os poetas românticos abrem espaços para a individualidade, expressando emoções e sentimentos. 
  • Subjetivismo: O autor trata de forma pessoal aquilo que escreve. Em geral, sua escrita é em 1ª pessoa, demonstra emoções pessoais e egoismo na forma de expressar seus sentimentos. 
  • Idealização: Imaginação, idealização de temas e exageração. A mulher é retratada como virgem frágil, o índio é um herói nacional e a pátria é idealizada como perfeita. 
  • Sentimentalismo exacerbado: Caracterizado basicamente pelos sentimentos de saudade, tristeza, desilusão. A emoção está acima de tudo. 
  • Egocentrismo: Aqui o ego é destacado como característica central, utilizando-se de subjetivismo exagerado. 
  • Natureza interagindo com o eu lírico: A Natureza no Romantismo expressa o que o autor está sentindo no momento narrado. A Natureza interage com o eu-lírico, diferentemente do Arcadismo. A natureza funciona como a expressão mais pura do estado de espírito do poeta. 
  • União do Grotesco com o Sublime: fusão do belo ao feio. Um exemplo dessa característica é o conto A bela e a fera. 
  • Medievalismo: Retratavam grandes guerras e batalhas. Alguns românticos se interessavam pela origem de seu povo, sua língua, seu país. Tinha como personagem central cavaleiros. 
  • Indianismo: Medievalismo adaptado ao Brasil. Índio era retratado como herói nacional, pois não haviam cavaleiros para serem idealizados pelos autores. 
  • Byronismo: Inspirado na vida de Lord Byron. Vida boêmia, voltada para o vício, bebida, fumo e sexo. Caracterizado por narcisismo, egocentrismo, pessimismo e angústia. 
Romantismo no Brasil:
  • Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire, Fagundes Varela, Castro Alves, Sousândrade. 
  • Prosa: Joaquim Manuel Macedo, Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar. 
O período romântico se iniciou no Brasil com a publicação da obra Suspiros poéticos e Saudades, do poeta Gonçalves de Magalhães e foi até o ano de 1881, quando foi publicado o romance realista Memórias Póstumas de Brás Cubas. 
Romantismo em Portugal: 

Em 1855, Almeida Garrett publica o poema Camões, que é considerado o introdutor do Romantismo em Portugal. Esse gênero é considerado como uma nova maneira de pensar e se expressar, diferente de tudo o que houvera antes. 
Primeira fase do Romantismo: Tentava apagar os modelos clássicos. Seus escritores possuíam espírito romântico, ideal e política literária. Os principais autores da época, eram: Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Castilho. 

Segunda fase do Romantismo: Todos os enlaces árcades que ainda envolviam a escrita foram desfeitas. Aqui destaca-se o exagero com temas soturnos e fúnebres. Os principais autores eram: Soares de Passos, Camilo Castelo Branco. 

Terceira fase do Romantismo: Ultra-romantismo (valorização do índio e valores do nacionalismo). É marcado pela presença de poetas como João de Deus, Tomás Ribeiro, Bulhão Pato, Xavier Novais, Pinheiro Chagas e Júlia Dinis. 

Bom, como eu havia dito, seria um resumão mesmo, sem muitos detalhes. 
Espero que tenham gostado, beijos. 

17/04/2013

Um aperto no peito!

O que sinto neste momento é simplesmente isso: um grande aperto no peito!
Desde segunda-feira de manhã, quando minha tia ligou para a minha mãe pedindo para que eu fosse até a casa dela para cuidar do meu primo enquanto ela levaria minha vó no hospital, eu imaginei que nunca mais voltaria a ver minha avó...
E horas após, recebemos a triste notícia de que ela havia ido embora para todo o sempre.
Como meu irmão havia dito, o céu estava em festa pela chegada de mais um belo anjo, enquanto aqui na Terra, estávamos chorosos pela falta que ela fará em nossas vidas.
Minha avó materna representou na minha vida mais do que eu poderia descrever aqui...
Sou grata a ela por tudo o que fez por mim desde o momento de meu nascimento, até seu último suspiro de vida.
Sou grata por cada grito, briga e puxão de orelha, os quais minha mãe e minhas tias sentem muita falta, e sentirão mais ainda no futuro.
A mãe de todos, que sempre fez de tudo para ajudar a todos ao seu redor.
Não tenho palavras para expressar a gratidão que sinto por ter tido como avó uma mulher tão bondosa e guerreira, que nunca se deixou abater por nada.
Ela já faz muita falta, mas sei que está em um lugar melhor, onde não existe mais sofrimento nem dor, mas nesse momento ainda existe uma grande ferida em nosso peito, que só o tempo poderá curar.
Deixou saudades, mas sempre estará em nossos corações...

14/04/2013

Confissões musicais!

Demorei, mas está pronto, afinal é como dizem: antes tarde do que nunca, kkk.
Aqui postarei as confissões que minhas lindas leitoras me enviaram.
Para os leitores novos que ainda não sabem como funcionam essas confissões, clique aqui.
Infelizmente, apenas duas leitores me enviaram suas confissões, mas ambas valem por várias, e, coincidentemente, estão de alguma forma relacionada à música (coincidência pois o tema era livre).
 A primeira foi da Suzana, do blog lindo e com muito conteúdo Help adolecentro.
Quero confessar que morro de vontade de ser cantora!! Haha Eu sempre falava sobre isso quando era criança, mas o tempo passou e eu acabei guardando esse desejo comigo, até porque não acho minha voz lá grande coisa e tenho vergonha de me fazerem cantar em público (tão contraditório, né?) >.< 
Ah! O sonho de ser cantora! Devo confessar que também tenho, embora não cante tão bem. Não tenha medo de cantar em público não, desde que você esteja feliz e satisfeita, é isso que importa.

E a outra, é da Mariana Ferraz (não tem blog), mas sua confissão veio com gostinho de mico.
Sempre escuto música quando vou tomar banho. Eu tava sozinha em casa, e resolvi ligar o som  e comecei a cantar bem alto. Quando sai debaixo do chuveiro, vi que minha mãe tinha lavado meu roupão, e como eu não tinha levado roupas, saí enrolada na toalha mesmo. Abri a porta e ia tranquila desligar o som, quando ouço vozes. Era o meu irmão mais velho que tinha chegado com seus amigos. Eles ficaram me encarando e eu não sabia onde enfiar minha cara, pois, além de terem me ouvido cantar que nem uma doida, me viram apenas de toalha. 
Ok, não consigo me imaginar em uma situação tão constrangedora quanto esta, kkkkk.
Mas o que aconteceu depois? #curiosa.

Por enquanto é só! Amanhã tem mais novidades, beijos.

10/04/2013

Desapego!


Uma simples palavra, mas que muito significa.
Ultimamente venho me desapegando de tudo aquilo que me faz mal...
Não, caro leitor! Esse não será mais um texto sobre mudanças, eu espero, mas sobre o simples desapego.
Muitas vezes minha mente não me permitiu imaginar minha vida sem aquilo que eu tanto presava.
Coisas que não me eram necessidades vitais, mas as quais eu insistia em manter em minha vida como puro e simples vício.
Aos poucos, em uma fase de tristeza qualquer, fui me desapegando de algumas coisas ao meu redor.
Nada fazia sentido, e eu poderia viver perfeitamente bem sem aquilo... não tinha alegrias, era apenas um ser que vivia por viver, sem buscar o verdadeiro significado para a vida.
Com o tempo, as coisas mudam (e aqui começa a bendita mudança novamente, rs), e aquilo que eu havia me livrado volta mais intenso para a minha vida, enquanto esqueço dos meus ideais...
Tudo acontecendo de novo...
Quantas vezes já perdi as contas de tentar me desapegar àquilo que não me era benéfico, mas sempre voltava as mesmas...
Perdi as contas de quantas vezes me vi bem sem aquilo, mas logo meu coração sentia vontade de ter um pouco mais daquilo novamente...
Alguns podem vir a achar que me refiro ao amor, afinal, como diz na imagem, siga seu coração (e no caso, meu coração estaria onde o suposto amor está), mas nesse caso me refiro à meus vícios mesmo.
Aqueles pequenos vícios diários que mais me atrapalham do que ajudam...
Pequenos estes que causam estragos enormes no meu cotidiano, mas os quais tenho me visto livro cada vez mais livre .

Estou me libertando de tudo, especialmente do medo de errar que eu mesma me impus.
Estou seguindo meu coração, e deixando para trás o marasmo de lembranças e momentos tanto bons quanto ruins, tirando uma boa lição de tudo.
Afinal, desapegar é isso... deixar aquilo que já não nos faz bem, e transformar tudo em experiências...

01/04/2013

Em quem acreditar?

 
"Antes de acreditar em qualquer pessoa acredite em si mesmo"copa das confederações
Vi no blog Meu universo X essa frase e decidi fazer um texto sobre ela.
Quantas vezes você contou um sonho seu para alguém e essa pessoa lhe disse: Ah, mas isso não é possível!
Em primeiro lugar, quem deve determinar se algo é possível ou não na sua vida, é você mesmo, oras.
Ninguém te conhece tão bem quanto você mesmo, e para quem já refletiu sobre si, sabe que os limites da mente são criados... pela própria mente.
Quem diz que voar é impossível?
É inverosímel imaginar que um ser humano pode criar asas, mas para quem acredita em suas próprias utopias encontrará uma forma diferente de transformar aquilo que sonha em realidade.
Um dos motivos pelos quais eu não gosto de contar meus objetivos de vida para outros, é que muitos tentaram me desestimular, dizendo que não sou capaz de atingi-los.
Bom, no momento, tudo o que quero outras pessoas nas mesmas condições que vivo atualmente já conseguiram. Se eles (essas pessoas que nem conheço), conseguiram, por que eu não posso?
É alguma seleção natural da vida entre quem vencerá ou não?
O que me move é basicamente (digo isso pois ainda tenho muito o que aprender) o mesmo que já moveu tantas outras pessoas no passado da história da humanidade: fé em mim e  determinação.
Ainda existe muito a ser aprendido, e espero quebrar a cara várias vezes (quanto mais forte a pancada, maior a lição), mas nunca desistir, pois, em tempos atrás eu me importava com o que pensavam sobre mim, mas esse jogo hoje virou e é exatamente o reverso.
Não pretendo delongar mais o texto (afinal, tenho que sair para estudar um pouco, rs), mas o que eu queria passar para vocês é basicamente isso: acredite em si. Sempre! Em primeiro lugar!
E sempre que estiver triste e sem motivação, lembre-se de uma citação cujo autor eu desconheço: O impossível é justamente o que acontece! O possível é apenas mais uma repetição de algo que já fizeram!

Uma ótima semana a todos! 
Beijos, beijos, 

Juliana Rodrigues.