“O amor está mais
perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma
moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença...” – Érico
Veríssimo
Entre todos os sentimentos possíveis, a indiferença é o pior
deles. Talvez, pelo fato de não ser exatamente um sentimento. É um nada,
perdido no vazio de um peito cansado de sentimentos demais. Cansado de amar
demais. Cansado de odiar demais.
A indiferença que mais nos afeta, diretamente, é aquela que
sentimos no lugar onde já existiu amor. Reencontramos alguém que em um passado,
tanto amamos, mas naquele momento, seu rosto aparenta ser apenas mais um. Um
mero conhecido, que na realidade agora desconhecemos. Não existe mais nada ali.
Todo o amor dedicado, apenas faz parte de um passado, aparentemente distante,
mas fazia pouco mais de quatro meses. Toda a raiva do abandono, dissipada, como
se nunca tivesse acontecido.
Nada.
É triste, e estranho ao mesmo tempo, não conseguir sentir
mais nada. Nem por nada, ou ninguém. A única coisa que sempre resta, é escrever
sobre o assunto. Isso não é relembrar. Isso é apenas tomar mais lições de vida.
Tudo o que vivemos a cada instante pode servir de lição, só depende da sua
percepção de vida, e ter maturidade o bastante para enxergar isso. Simples
assim.
A indiferença é a linha tênue que separa o amor da raiva.
Pode não ser o melhor caminho, mas muitas vezes é menos angustiante do que
permanecer no eterno amor e ódio. Uma hora cansa, e saber parar de dedicar
qualquer tipo de sentimento a quem não é merecedor, é bem mais aliviador.
Muito mais, pode acreditar.
Já dizia Anatole
France: “Preferia sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.”
Será mesmo?
Mas, a indiferença que me intriga não é essa. Não, não.
Deixar de amar para o nada sentir não é algo que torture. O duro mesmo, é ver a
indiferença de pessoas boas diante de situações ruins. Daqueles que não
conseguem sentir, independente da situação. Isso sim é intrigante. Não
conseguir estender a mão para quem caiu, não impedir aquele que derruba.
P.S.: Este não é um texto para
fazer sentido. É para ser sentido.
Você me ganhou com o PS. Adorei o texto :)
ResponderExcluirKisses on your heart,
Letícia <3
www.coracaodeescritora.blogspot.com.br
Haha, o P.S. não ia fazer parte... mas parei pra pensar, e ele foi uma parte necessária do texto.
ExcluirObrigada,
beijos.