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22/01/2016

#4. Como escrever poemas?

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

Como eu havia comentado na postagem Por dentro dos gêneros literários, o tema desta sexta-feira seria... (que rufem os tambores): Construção de Poemas. 

Eu havia me programado para falar sobre outro assunto, mas devido alguns pedidos, mudei o tema de hoje para explicar um pouco sobre o poema e a poesia, e como escrevê-la.

De início, é bom explicar a diferença entre um poema para uma poesia. A diferença pode até ser pequena, mas existe.

Poema: Pertence ao gênero lírico, tendo seu texto composto por versos e estrofes. Possui elementos como a musicalidade, metáforas, subjetividade para com o eu lírico. O poema é a construção em versos de uma narrativa, podendo apresentar, ou não, rimas em suas estrofes.


E agora, Maria? 
Onde está o amor 
Que de tanto ouvi falar? 
Onde minha vida se perdeu? 
Por caminhos tão difíceis de seguir.

E agora, Maria? 
O que faço com a miséria
Que a alma me assola? 
Com meu coração
Que de tão duro não se amola? 


Poesia: É a vida. Ela está em todos os elementos existentes do nosso cotidiano. Pode ser vista em uma bela paisagem, uma fotografia, um texto, um abraço, uma trilha na floresta. Enfim, a poesia não está somente relacionada à literatura. Está em nossas atitudes criativas sob nossa percepção de mundo. Eu sou poesia. Você é poesia. A vida é nossa maior poesia. 

26/08/2015

#SerEscritor: Como construir uma sinopse brilhante para seu livro


Mês passado tive que correr contra o tempo para escrever uma sinopse que causasse um bom efeito nas pessoas. Para quem está chegando agora no Ser Escritor(a), pode não saber, mas ano passado escrevi um livro. É literatura fantástica, e tem o nome de Meninas de Seda. Querem saber mais sobre ele? Fiquem ligados, pois terei novidades sobre a publicação.

Apresentei livretos no Sarau do colégio, e os distribuí para qualquer um que quisesse levar embora e entrar em contato comigo depois, para saber como comprar o livro/ quando vou publicar, etc. E devo dizer, que a sinopse funcionou muito bem. Ou as pessoas me iludiram dizendo que ficou legal, mas vou apostar que funcionou bem.
"Apenas dois corações unidos pelo mesmo laço, 
serão capazes de com a maldição acabar." 

Você, meu amigo escritor, já passou por isso? Ter que escrever a sinopse do seu livro, achar que é fácil, e depois perceber que simplesmente não dá para colocar em poucas linhas o que resume seu livro? Fica perdido só de pensar que deve fazer uma sinopse, e que ela deve ser muito boa? Esse artigo foi feito para você! Acompanhe, pois garanto que essas dicas farão com que você construa excelentes sinopses para seus livros (ou futuros livros).


11/05/2015

22 conselhos de Stephen King para escritores

King é um escritor notável. Quanto a isso, não tem o que discutir! Com dezenas de livros publicados, milhões de exemplares vendidos, e muita gente com insônia após algum livro dele, filmes baseadas nos livros, séries. Ele escreveu um livro (On Writing: A memoir of the Craft, que lerei em breve, assim espero eu), dando diversas dicas para escritores, que nada mais são, do que suas próprias experiências no ramo (e que experiências, diga-se de passagem).
Encontrei em um site (fonte abaixo do texto), no qual 22 dicas do mestre foram postadas, e achei super relevante. Para quem não conhece, aí vai:

1. Pare de assistir à televisão. Ao invés, leia tanto quanto puder
Se você for um escritor iniciante, sua televisão deve ser uma das primeiras coisas a serem eliminadas. É “venenosa à criatividade”, diz Stephen.  Os escritores precisam olhar para dentro de si mesmos e direcionar a atenção à vida da imaginação.
E para tanto devem ler o máximo possível. King leva consigo um livro a todo lugar que vai e lê até mesmo durante as refeições. “Se você quiser ser um escritor, deve fazer duas coisas acima de todas: ler muito e escrever muito”. Leia muito e trabalhe constantemente para refinar e redefinir seu trabalho enquanto lê.
2. Prepare-se para mais falhas e críticas do que pode lidar
King compara escrever ficção a travessar o Atlântico em uma banheira, pois em ambos “há inúmeras oportunidades para duvidar de si mesmo”. Não apenas vai duvidar de si mesmo como também haverá outros duvidando de você. “Se você escrever (ou pintar, dançar, esculpir ou cantar, acredito) alguém irá tentar te fazer se sentir mal por isso”, King escreve.
Constantemente você tem que continuar escrevendo mesmo quando não está com vontade de fazê-lo. “Parar um trabalho apenas porque é difícil, seja emocionalmente ou por bloqueio de criatividade, é uma má ideia”, ele escreve. E quando falhar King sugere que continue otimista. “Otimismo é uma resposta perfeitamente adequada à falha”.
3. Não perca seu tempo tentando agradar as pessoas
De acordo com King, a grosseria deve ser a menor de suas preocupações. “Se você pretende escrever da forma mais verdadeira possível, seus dias comomembro da sociedade bem-educada estão com os dias contados”. King costumava se envergonhar do que escrevia, especialmente após receber cartas que o acusavam de ser preconceituoso, homofóbico, sanguinário e até mesmo psicopata.
Por volta de seus 40 anos, percebeu que todo bom escritor já fora acusado de não possuir talento algum. King resolveu esse dilema definitivamente. Ele escreve: “Se você não aprova o que escrevo, posso apenas dar de ombros. É só o que tenho”. Como não poderá agradar a todos os leitores o tempo todo King aconselha que pare de se importar.
4. Escreva principalmente para você mesmo
Você deve escrever porque isso traz felicidade e satisfação. “Eu escrevo pelo puro prazer do ato, e se você puder escrever por prazer, você pode escreverpara sempre”.
O escritor Kurt Vonnegut fornece um insight parecido: “Encontre um assunto com o qual se importa e que sinta que outros também vão se importar. Será este genuíno cuidado – não seu jogo de palavras – o mais sedutor e cativante elemento em sua escrita”.
5. Enfrente o que for mais difícil escrever
“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer”, King escreve. “São aquilo de que você sente vergonha porque palavras degradam seus sentimentos”. A maioria das grandes obras são precedidas de horas de reflexão. Segundo King “A escrita é o pensamento aprimorado”.
Ao abordar assuntos difíceis certifique-se de ir a fundo. King diz “Estórias são objetos encontrados, como fósseis no solo… Estórias são relíquias, partes de um desconhecido mundo pré-existente”. Escritores deveriam ser como arqueologistas que escavam por tanta história quanto podem encontrar.

18/06/2014

Ser escritor: A escolha do título

Fonte: Tumblr. Só editei. 

Taí uma coisa que ocupa uma boa parte do pensamento de qualquer escritor, ou aspirante a escritor: Qual título dar ao livro?
Essa é a pergunta que mais recebo tanto em comentários quanto por e-mail (e gente, não tem como eu dar uma dica de título se vocês não me falarem absolutamente nada sobre o livro de vocês).
Não me acho a melhor pessoa para dar esse tipo de dica, já que nomes para livros realmente é uma coisa da qual a minha criatividade se limita, mas nunca se sabe, né. Esqueça aquela história de que a capa não importa quando o conteúdo é bom. Claro que é verdade, já vi diversos livros com capas e títulos espetaculares, mas que o desenvolvimento do que foi escrito deixou muito a desejar, mas tenha em mente que é justamente esse conjunto de fatores (capa e título), o que vai chamar atenção para o seu livro no primeiro momento.


 Construção de Títulos
  1. Caso você nem tenha começado a escrever ainda, não se preocupe tanto com isso. Quando comecei, coloquei o título do meu livro como “Natalie Dolman” (a personagem principal), porque você terá que se preocupar mais com o desenvolvimento, do que com o título nesse primeiro momento. Coloque um título provisório, como o nome da personagem principal, ou alguma coisa bobinha que tenha importância dentro da história, e conforme seu desenvolvimento, achará o título ideal;
  2. Uma opção que acho muito bacana é escolher uma única palavra como título. Uma palavra simples, direta, que resuma basicamente o livro, deixando aquele ar de "preciso ler esse livro e descobrir mais". Tente procurar aquela palavra-chave que traduza - pelo menos para você - o significado do livro. Peguei como exemplo, a trilogia da Veronica Roth: Divergente, Insurgente e Convergente.

    Simples, direto, e ao mesmo tempo, instigante. Se a palavra-chave que você escolher for algo muito “sem graça”, procure em um Dicionário de sinônimos, onde poderá encontrar algo que cative a atenção do leitor.

    Ex.: Suponhamos uma história qualquer, na qual a personagem seja acusada de algum crime que ela pode ou não ter cometido, mas é obrigada (por algum motivo de forças maiores), a mentir diante do tribunal.

    Nesse caso, eu escolheria como palavras-chaves, “falso testemunho”, o que eu poderia usar como título, ou algo similar à ele, que represente a mesma ideia, como a palavra “Perjúrio”. Simples, direto, e instigante. 
  3. Defina seu gênero literário (romance policial, amor, ação, aventura, suspense, terror, comedia, etc etc), e procure livros sobre o assunto. Analise os nomes dos que chamaram mais sua atenção, e reflita sobre o que levou você se interessar justo por aquele livro. Qual palavra do título te deu vontade de comprar o livro e lê-lo;
  4. Agora uma dica que vi lá no Livros e Afins : use títulos que sugiram alguma ação vivenciada pelo protagonista. Use os verbos à seu favor, fugindo dos básicos mais comuns, como ser e estar. Antes de escritor, você também é um leitor, então pense bem naquilo que lhe causa curiosidade, e mãos na massa;

  5. Caso seja uma saga, ou trilogia, você pode escolher um título fixo para todos, e mudar apenas o subtítulo conforme os volumes.

    Um exemplo disso são os livros do jogo Assassin’s Creed, em que cada volume, o subtítulo é diferente, levando em comum o nome da saga: Assassin’s Creed: Renascença, Assassin’s Creed: Irmandade, Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta, Assassin’s Creed: Revelações, Assassin’s Creed: Renegado, Assassin’s Creed: A bandeira Negra;

  6. Use adjetivos que enaltecem alguma característica do personagem principal (como “O poderoso Chefão”), ou que indique algum lugar que será citado no livro (com em “As minas do Rei Salomão”).
Encontrei um site muito bacana, com ótimas dicas,  Blog da Ronize Alline.


Livros famosos com bons títulos
Fonte: Tumblr 

Para quem ainda está na dúvida, confira alguns títulos interessantes que chamaram minha atenção, e se inspirem: 
    • Eu sou o número quatro (Pittacus Lore);
    • O guardião do tempo (Mitch Albom);
    • Bruxos e bruxas  (James Patterson e Jill Dembowski);
    • Quando cai o raio (Meg Cabot);
    • A corrida de Escorpião (Maggie Stiefvater);
    • Claros sinais de Loucura (Karen Harringthon);
    • Uma razão para respirar (Rebecca Donovan);
    • Desafio (C. J. Redwine);
    • Se alguma vez... (Meg Rosoff);
    • O conde de Monte Cristo
    • O poder da espada (Joe Abercrombie);
    • Antes da forca (Joe Abercrombie);
    • Fique onde está e então corra (John Boyne);
    • Atraente desafio (Jennifer Hayward);
    • Se eu ficar (Gayle Forman);
    • As mentiras de Locke Lamora (Scott Lynch);
    • A caixa da Maldade (Martin Langfield);
    • A rosa da meia-noite (Lucinda Riley);
    • O código do Apocalipse (Adam Blake);
    • Hora Morta (Anne Cassidy);
    • Como eu era antes de você (Jojo Moyes);
    • A garota que você deixou para trás (Jojo Moyes);
    • A filha do Louco (Megan Shepherd);
    • Coração Envenenado (S. B. Hayes);
    • Um conto do destino (Mark Helprin);
    • O lado mais sombrio (A. G. Howard);
    • Uma vez na vida (Marianne Kavanagh);
    • A filha do Sangue (Anne Bishop);
    • O Segredo da Bastarda (Cristina Norton). 
Até a próxima. 

13/06/2014

Crônica e conto: qual a diferença?

Ao contrário do que o Anônimo comentou na postagem anterior, não esqueci do blog. Na realidade, esse blog está em uma parte tão grande do meu cérebro que vou pro trabalho pensando no que postar, no que eu tenho que fazer, mas depois esqueço. Só pra avisar: tem duas entrevistas vindo por aí. Uma é com uma leitora (já está pronta, só estou esperando ela me enviar a capa de seu livro), e a outra será com a Lycia Barros #divas.
Maaaaas, como a vida é bela e curta demais para enrolações, vamos logo ao que interessa. Afinal, quais são as semelhanças e diferenças entre uma crônica e um conto?
Confesso que eu sei meio por cima o que é cada um (não é nada menos que minha obrigação saber disso, hehe), mas para não deixar uma postagem muito vaga, pesquisei sobre o assunto. Colocarei os links que me auxiliaram no final do post. Sem mais delongas, ao que interessa.

--> Crônica: Uma narrativa que se sustenta de fatos ocorridos no cotidiano. Sua leitura flui de forma agradável e interativa, permitindo ao leitor uma identificação pessoal com o acontecido. Normalmente, sua narração é em primeira pessoa, assim, o autor consegue transmitir o que pensa e sente para aquele que lê, de forma satírica e bem-humorada. São textos curtos, e por serem em 1ª pessoa, não há a necessidade de uma linguagem mais rebuscada.
Caso queira ler boas crônicas, a literatura brasileira é bem rica nesse quesito, apresentando grandes nomes, como Fernando Sabino, Machado de Assis, Luis Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Lygia Fagundes, dentre diversos outros.

--> Conto: Assim como a crônica, é uma narrativa, só que concentrada em apenas um acontecimento. Pode ser baseado em fatos verídicos, ou invenções da mente do autor. Suas origens vêm dos tempos antigos, quando os contos eram narrados de uma pessoa para outra. O foco da narração pode ser tanto na primeira, quanto na terceira pessoa.
Tem um espaço e tempo, normalmente pequenos, poucos personagens, mas com personalidades bem construídas e detalhadas. A narrativa normalmente se centra em apenas um dilema, capaz de produzir no leitor as sensações desejadas pelo autor.

Resumindo:
Para ilustrar melhor, veja aqui um exemplo de crônica, da Mariana Godoy, do blog Diário Ciumento. E aqui um de conto, dos Irmãos Grimm.

Links que me ajudaram nessa pesquisa: Slide shareBrasil Escola/Crônica e Brasil Escola/Conto.
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Só para avisar que toda sugestão é bem vinda (dúvidas também, hehe). Até a próxima, bom final de semana para vocês.

Nota Editada: Votem no livro "Não foi Suicídio!", concurso da Young Editorial para publicação. Votação irá até dia 10/09/2016. Ajudem uma pobre autora, rsrs. 

04/06/2014

#AoAcaso: Trilogia Languedoc

As vezes, quando saio do serviço, passo na biblioteca. Trabalhar ao lado de uma Biblioteca Municipal é quase o paraíso para a maioria dos devoradores de livros de plantão. Uma vez, eu estava em busca de um romance da Simone de Beauvoir, e procurava outra coisa, mas não sabia ao certo o que. 
Bem, resolvi deixar o acaso me dar uma ajudinha, e fui procurando despreocupadamente pelas prateleiras algo qualquer. Mas o que encontrei, não foi apenas uma trilogia de livros, foi exatamente o que eu estava precisando para aquele momento (como pesquisa para meu livro e por diversão mesmo), e eis que me deparo com "Labirinto", o primeiro da Trilogia Languedoc, e a seu lado, a continuação, Sepulcro. Ainda não encontrei o terceiro, pelo menos não em livro físico, Citadel. 
De qualquer forma, decidi trazer esse grandioso achado para o blog, e compartilhar com vocês essa fantástica e bem estruturada obra da autora Kate Mosse. 
Sinopse: 
Em Julho de 1209: na cidade francesa de Carcassonne, uma moça de 17 anos recebe do pai um misterioso livro, que ele diz conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga entender as estranhas palavras e símbolos escondidos naquelas páginas, sabe que seu destino é proteger o livro. Será preciso grandes sacrifícios e muita fé para garantir a segurança do segredo do labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos, e aos desertos do antigo Egito...
Julho de 2005: durante uma escavação arqueológica nas montanhas ao redor de Carcassonne, Alice Tanner descobre por acaso dois esqueletos. Dentro da tumba escondida onde repousavam os antigos ossos, experimenta uma sensação de malevolência impressionante, e começa a entender que, por mais impossível que pareça, de alguma forma ela é capaz de entender as misteriosas palavras ancestrais gravadas nas pedras. Mas já é tarde demais, Alice percebe que acaba de desencadear uma aterrorizante seqüência de acontecimentos que é incapaz de controlar, e que seu destino está irremediavelmente ligado à sorte dos cátaros, oitocentos anos antes.

Sinopse: 
Em Sepulcro, duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para o Domaine de la Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. O rapaz corre risco de vida e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável.
Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao exclusivo Hotel Domaine de la Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. Mas ela sabe que há mais: o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara.
As encruzilhadas que ligam Léonie e Meredith são o grande mistério de Sepulcro. Os antigos enigmas que as cercam - se desvendados - podem levar a um grande tesouro, de serenidade e crescimento pessoal.

A terceira aventura de parar o coração na trilogia Labirinto, explorando a história incrível, lendas e segredos escondidos de Carcassonne e do Languedoc. Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, no extremo sul da França, Citadel é um poderoso, mistério cheio de ação que revela os segredos da resistência sob a ocupação nazista. Enquanto a guerra brilhou nas trincheiras na frente, de volta em casa uma batalha diferente é travada, cheia de bravura clandestina, traição e segredos. E, como uma célula de combatentes da resistência, codinome Citadelle, lutar por tudo que eles são caros, a sua luta vai revelar um combate mais velho, mais escura a ser travada nas sombras. Combinando a ação acidentada do Labirinto com o mistério assombro de Sepulcro, Citadel é uma história de ousadia e coragem, de vidas arriscado de crenças e de segredos surpreendentes enterrados no tempo.

Para quem gosta do gênero, vale a pena a leitura. 

23/05/2014

Como escrever resenhas literárias?

À pedido da leitora e também escritora, Nanda Silva (Blog Ao Infinito e Além), pesquisei sobre o assunto, e escrevi esse post para você, que, assim como eu e ela, escreve resenhas em um blog, ou precisa disso para algum trabalho de português.
Em primeiro lugar, vamos definir os dois tipos de resenhas: um é a resenha-resumo, o outro é a resenha-crítica.
Resenha-resumo: É simplesmente, um texto informativo. É aquele em que você tem que passar o máximo de informações para o leitor, mas de forma em que fique apenas o que é importante para ele. Ele é usado quando se quer contar ao leitor a história do livro, abordando todos os seus aspectos fundamentais, isso, sem dar a sua opinião sobre o assunto.

Resenha-crítica: É aquela em que você vai contando o que aconteceu, e, ao mesmo tempo, dê a sua opinião em relação à ele. O que você achou sobre o livro? O que poderia melhorar? Qual foi o ponto forte? E o ponto fraco? A narrativa é gostosa de ler ou mais pesada?
Essas são perguntas básicas, entre várias, que você deve fazer a si mesmo na construção de uma resenha de opinião crítica.

Como iniciar uma: A estrutura inicial, pode ser mais ou menos a seguinte:

  • Editora: 
  • Autor:
  • Título do livro: 
  • Ano de publicação:
  • Gênero:
  • Páginas:  
  • Onde comprar: 
  • Skoob do livro:
  • Site do autor: (ou similares)
  • Sinopse: 
Eu nunca coloquei tudo isso numa resenha só, mas caso ache necessário, é uma boa para se organizar. 
Após a sinopse, você pode escrever um pouco mais sobre a história do livro (com mais detalhes que a sinopse contém), expondo seu ponto de vista em relação ao que está sendo dito. 
Depois desse prolongamento da sinopse, você pode falar um pouco sobre o tipo de narrativa (primeira ou terceira pessoa), o grau de dificuldade da leitura, o que você aprendeu com ele, qual personagem mais cativou sua atenção, qual que teve menos mérito. Escreva também, com sinceridade, o quanto você gostou do livro (só "maravilhoso" ou "um lixo" não ajudam em nada, dê críticas construtivas). 
E, para finalizar, você pode deixar uma nota sobre o livro (geralmente é de 0 a 5 estrelas), e dizer se o recomenda ou não. 

Não tem segredos, você tem que escrever o máximo possível para aperfeiçoar. Como escritores geralmente tem um olhar detalhista, quando for ler críticas de blogs mais profissionais, preste atenção na forma como a pessoa escreve e no que é essencial para ela. 

21/12/2013

Ser escritor: A escolha do nome e personagens

Hey pessoal! Hoje estou muito inspirada para escrever, hehe. Tanto é que meu caderno está lotado de rascunhos para as próximas postagens.

Pretendo trazer além de muitos textos e a volta de meu livro, postagens sobre mitologias em diferentes culturas, a história da escrita, e também sobre os principais autores de diversos lugares do mundo. Começando, claro, pelo Brasil. Também pretendo fazer postagens sobre séries de TV e músicas, e, quem sabe, entrevistas com alguns autores nacionais.

Mais cultura sempre, rs, então não deixem de conferir.
Mas o foco agora é outro: o que fazer para definir a personalidade de um personagem no livro em que estou escrevendo? Que título posso escolher para que o livro atraia atenção de leitores em uma livraria?
Calma, vamos por partes, rs.

Personagens: do nome à personalidade: Já fiz postagens sobre o assunto. Uma sobre nome para personagens, sobrenomes para personagens e o que não poderia faltar, características para personagens
Como sempre digo, a escolha do nome é uma fase muito importante e deve ser pensada com bastante carinho (pense em si mesmo escolhendo os nomes de seus filhos, rs). O nome é uma parte tão importante, que deve ser escolhida juntamente à personalidade.

Em primeiro lugar, determine as características do personagem. Tenha em mente como será cada personagem. Uma dica que já ouvi falar, e aderi, é a de fazer uma ficha com tudo o que ele deve possuir.

Lembre-se de responder as perguntas básicas que deverão compô-lo:

- Qual sua idade?
- Qual o ponto mais forte de sua personalidade?
- Uma frase que o defina?
- Como é seu cabelo? Cacheado ou liso, a cor, tamanho, etc.
- Qual será seu objetivo dentro do livro?
- Qual será sua importância na história?
- Quem serão seus inimigos? E seus amigos?
- Qual será sua família?
- Seu maior sonho?
- O que o personagem odeia? E o que ama?

E faça um breve resumo sobre seu passado, quem ele será no presente, o que determinará seu futuro.
Lembrando que essas não são regras a serem seguidas à risca, mas conforme o que achar melhor.
Tenha em mente que, quanto mais detalhes, mas ele parecerá real.

Após esse processo, comece a definir o nome do personagem e seu apelido. 
O nome pode não ter nada a ver com a descrição dele, mas seria interessante escolher um nome que combine com a personalidade de cada um.
O apelido não precisa necessariamente ser referente ao nome, mas a forma como ele será chamado na maior parte do tempo, no decorrer da história.

A determinação do sobrenome já é algo mais fácil, e você terá milhares de opções disponíveis, de acordo com a nacionalidade do personagem e seu primeiro nome.
Escolha aquele que achar que melhor se adaptará e combina perfeitamente com quem seu personagem é.

27/11/2013

Ser escritor: o início

Não sou a melhor pessoa para dizer algo que se refira à arte da escrita ou sobre como é ser escritora.
Sou preguiçosa e minhas ideias nunca acompanham meu ritmo de escrita, então enquanto estou começando um livro, já imagino o que escreverei no final e tudo acaba ficando atrapalhando e não finalizado.
Para você que está começando agora a se aventurar por esse caminho, posso lhe dizer que a parte mais fácil é o começo, porque chegar até o fim, isso sim é complicado.
Mas caso você já tenha escrito um livro inteiro (ou mais de um), deixo aqui meus parabéns. A caminhada é difícil, mas saber que você pôde chegar lá é um preço inestimável.
Mas agora, vamos ao que interessa aqui, certo? Hehe.
Recebo às vezes e-mails ou comentários em postagens sobre autores iniciantes me perguntando como iniciar no caminho da escrita, se vale a pena seguir a carreira profissionalmente, etc. Então, resolvi escrever um pouquinho sobre isso, e dar algumas dicas se possível, afinal, sou uma mera amadora.

1 – Por onde começar.
 Você senta na frente do seu computador ou abre um caderno... Mas as ideias simplesmente teimam em fugir da sua mente. As palavras parecem não combinar, você não está totalmente perdido, pois decidiu tomar a coragem de escrever um livro, mas não estabeleceu como você vai iniciá-lo.
Antes de tudo, responda as seguintes perguntas: sobre o que quero escrever? Qual o gênero literário que combina comigo e eu gosto?
Não leve em consideração aquilo que está na moda para você escrever sobre. Milhares de pessoas farão o mesmo, mas pense que a escrita não é uma questão de fazer sucesso e ganhar muito dinheiro (também seria bom, mas sabemos que a realidade nem sempre é essa), mas sim se divertir fazendo aquilo que gosta, escrevendo sobre o que lhe dá prazer (independentemente do que seus amigos possam vir a pensar). Lembre-se que seu livro deve ser escrito para você mesmo. Pense no que gosta de ler, e na história que você iria adorar se aventurar. Se você gosta de algo e escreve com carinho e dedicação, pode ter a certeza de que outras pessoas também adorarão ler sobre aquilo que escreve.

2 – Tenha sempre um bloco de anotações à mão.
 As melhores ideias vêm quando estamos mais desprevenidos, isso é fato.
Pode ser quando você estiver tomando banho, no meio da prova de matemática, ou pior: naquela noite em que você está morrendo de dor de cabeça e apagando as luzes para ir dormir, surge a melhor ideia de todas que já teve, que pode dar um livro e tanto.
O jeito é ter um bloco de anotações onde quer que você vá. Você pode até escrever no celular se achar melhor, mas ter um daqueles bloquinhos e uma caneta é sempre útil. Caso não queira comprar o bloco, pode pegar algumas folhas de caderno e cortá-las em
quatro partes iguais (depois é só grampear e deixar um sempre na bolsa).
Anote tudo o que ver pela frente. Para deixar seus personagens mais humanizados, preste atenção nas pessoas ao seu redor. Como as pessoas andam, o balançar dos braços, a forma como mexem no cabelo, gestos que fazem ao conversar com alguém.
É também interessante reparar nas cenas e lugares que frequenta. Tudo pode ser motivo para uma boa história.

3 – A ideia chave para o livro.
Não é de boas ideias que um livro sobrevive, o que conta mesmo é o jeito como o autor narra a história e utiliza de sua criatividade para transformar algo clichê, em um excelente livro.
Mas é claro, que você vai precisar de uma boa ideia como ponto de partida. Após estabelecido qual o gênero que você gosta, pense em qual será o tema central da sua história.   
Toda história tem que ter o clímax, que será o ponto alto do livro. 
É interessante estabelecer esse clímax antes de iniciar a escrita, assim saberá que a história deverá girar em torno daquilo, e você saberá qual rumo dar ao seu livro. 
Outro ponto que vale ressaltar, é que você escreva um roteiro com as principais ideias, e como será o desenrolar da história. 
Escreva em poucas linhas o principal que deve acontecer no início, no meio e no fim. 
Lembre-se que é muito difícil (não impossível) um autor começar um livro totalmente sem rumo e dar certo no final. 
Estabeleça o que acontecerá de importante no fim, para assim não se perder no início. 

Vou ficando por aqui. Logo trarei a segunda parte, que será mais voltada para o estabelecimento de nome e identidade do personagem, bem como o título do livro. 

Beijos, e uma ótima semana :) 

30/09/2013

Sobrenomes para personagens - Nacionalidades

Hey pessoal! Há mais de um ano atrás, fiz uma postagem aqui, sobre Nomes para personagens, e ela acabou ficando vastante conhecida. Frequentemente, recebo comentários e e-mails de leitores agradecendo pela postagem, criticando, ou ainda mais: pedindo sugestões à mim de sobrenomes para seus personagens.
Sei que essa é uma tarefa tão difícil quando escolher apenas o nome, pois tenho a impressão de que esse conjunto de nomes e sobrenomes é justamente o que irá delimitar a personalidade de cada um.
Reuni aqui, alguns sobrenomes bem conhecidos, mas não apenas no Brasil, quanto também em outros países do mundo (os mais pedidos pelos leitores).

Uma dica: Caso seu livro se passe no Brasil e você não tenha interesse em nenhum dos sobrenomes da "nossa" nacionalidade, você pode pegar sobrenomes de outras culturas, afinal, encontramos aqui muitas pessoas que nasceram em nosso país, porém, cuja família veio de outros cantos do mundo, então se torna comum encontrarmos um brasileiro com sobrenome italiano, por exemplo.

A origem dos sobrenomes: Até o século XII em média, os europeus tinham como costume darem apenas um nome para seus descendentes. Mas conforme a sociedade foi crescendo, as chances de se encontrar outra pessoa com o mesmo nome se tornaram bem mais altas.
Então, para facilitação da vida das pessoas (tanto no sentido de evitar encontrar outros com o mesmo nome, quanto em momentos de se encontrar o herdeiro de algum falecido), foi criado o sobrenome.
Em alguns casos, foi usado como critério para a nomeação a profissão do chefe da família (como Bookman), outros em jus de algum benfeito que realizaram (e acabaram recebendo como sobrenome Justos, Franco, etc).
Mas também, pode ser o nome do pai, como vemos em Peterson (filho de Peter).
Na Rússia, os filhos recebem três nomes: um diferente, o segundo que é o nome do pai, e caso o bebê seja uma menina, acrescenta-se ovna, evna ou ichna no final, e no caso de ser um menino, é acrescentado ich, vich ou evich. Após, vem o sobrenome da família.











Fontes utilizadas para essa postagem: A origem do sobrenome,  alemães,  brasileiros, eespanhóis, franceses, ingleses e italianos.
                                                                                                                Abraços, 
Ju. 

26/07/2013

Nomes para personagens brasileiros

Ano passado fiz uma postagem sobre o assunto (confira aqui), mas os nomes eram estrangeiros.
Os nomes que aqui colocarei não são "brasileiros" por assim dizer, mas nomes bastante comuns em nosso cotidiano (outros nem tanto, mas que fazem parte da nossa cultura). Com base em outra postagem que fiz sobre as características dos personagens, decidi fazer essa postagem um pouco diferente. Não apanas colocarei nomes aqui, mas irei separá-los conforme alguns aspectos da personalidade do personagem.

Nomes femininos para personagens: 

De personalidade forte: Alice, Andresa, Bárbara, Bianca, Carolina, Cátia, Clarisse, Helena, Lais, Naiara, Olga, Regina, Sabrina, Victoria, Ziláh;

Inteligentes, culta, racional: Adina, Adriana, Alda, Anastácia, Ana Augusta, Bernadete, Berta, Clara, Fabiane, Fernanda, Maiara, Michelle, Sofia, Solange, Sônia;

Emocional, depressiva: Amália, Bárbara Cristina, Camila, Cássia, Cibele, Joana, Lia, Maísa, Mônica, Teresa;

Metida, egoísta, egocêntrica ou vaidosa e corajosa: Alba, Aline, Cecília, Denise, Jaqueline, Marina, Natacha, Ofélia, Otília, Rita, Susie;

Extrovertida, sociável, alegre: Abgail, Agnes, Alzira, Ana Verônica, Beatriz, Carina, Edna, Júlia, Juliana, Larissa, Naomi, Nicole, Roberta;

Auto-suficiente, confiante, conselheira: Ágata, Alexandra, Ana Carolina, Daniela, Érica, Heloísa, Natália, Paloma, Patrícia, Sara, Taís;

Reservada, conservadora, tímida: Ana Graciela, Ana Paula, Ângela, Anice, Ariana, Caterine, Dafne, Liana, Nádia, Raquel, Salete, Samara, Sueli;

Meiga, doce, gentil, boa, bonita: Abella, Adália, Alina, Amanda, Ana, Ana Beatriz, Ariel, Branca, Bruna, Celina, Dalila, Julieta, Lilian, Maria Alice, Melinda, Poliana, Susana, Talita;

Amiga para todas as horas: Débora, Elizabete, Elisa, Hilde, Isabel, Karina, Line, Mafalda, Milena, Núbia, Olívia, Paula, Priscila, Tatiana, Violeta;

Sensual, bonita: Débora Regina, Diana, Ester, Jéssica, Laila, Linda, Maria Helena, Noemi, Ruth, Safira, Selena, Valquiria, Vanessa.


Nomes masculinos para personagens: 

De personalidade forte: Anísio, Anselmo, Bernardo, Caio, Cícero, Hélio, Leandro, Luís, Ricardo, Samuel, Valentim, Victor;

Inteligentes, culto, racional: Alberto, Caetano, Cauê, Dalton, Flávio, Hugo, Inácio, Jonatas, Mário, Osvaldo, Pedro, Ramon, Sabino;

Emocional, depressivo: Alan, Diego, George, Humberto, Iago, Jaime, Miguel, Nilton, Omar, Renan, Wagner;

Metido, egoísta, egocêntrico ou vaidoso e corajoso: Carlos, Celso, Cesar, Diogo, Edgar, Fábio, Henrique, Igor, Tadeu, Tarcísio;

Extrovertido, sociável, alegre: André, Benjamim, Felício, Gustavo, Jorge, Nicolau, Osmar, Rafael, Rodrigo, Ronaldo, Vinícius;

Auto-suficiente, confiante, conselheiro: Adolfo, Aílton, Alfredo, Bartolomeu, Davi, Douglas, Guilherme, Leonardo, Lucas, Nelson, Otávio, Reninaldo, Sílvio;

Reservado, conservador, tímido: Ângelo, Baltazar, Edmundo, Gabriel, Heitor, Luciano, Mateus, Olavo, Oscar, Sérgio;

Meigo, gentil, bom: Augusto, Batista, Bruno, Conrado, Eduardo, Emerson, Erico, José, Murilo, Paulo.

Claro que não precisam levar ao pé da letra, hehe.
Só dei algumas dicas, espero que tenha ficado bom e que vocês gostem.
Esse post foi feto especialmente para novos, e antigos autores também.
E leitores lindos do meu blog, o próximo post será uma crônica.
Estou com muita saudade de escrever, e daquela intimidade maior que eu tinha com vocês :/

Beijos.

01/07/2013

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Estou um pouquinho atrasada com essa postagem, né? (Uma semana, coisa pouca, rs). 
Dessa vez não colocarei a culpa nas circunstâncias que me cercam, mas a mim mesma, pela irresponsabilidade. 
Sem mais enrolations, vamos ao que interessa, hehe! 
Harry Potter e o Cálice de Fogo (juntamente com A Ordem da Fênix, que é o quinto), sempre foram para mim os mais "monótonos". 
Não, não estou dizendo que sejam chatos, é que me parecem os mais extensos da saga. 
Mais um ano se inicia, Harry agora está entrando na adolescência, afinal, ele já tem 14 anos de idade. 
Ele e seus amigos têm a oportunidade de assistirem à um jogo, do Torneio Mundial de Quadribol, o que até parece uma chance excelente de conhecerem novos bruxos (já que Harry não tinha a noção de que existem milhares de bruxos em todo o mundo, rs, além de ser nesse livro que descobrimos que existem 7 escolas de Magia e Bruxaria em todo o mundo, uma inclusive no Brasil \o). 
O jogo parecia ir bem, mas a festa se transforma em pavor quando Comensais da Morte (seguidores do Lord Voldemort) aparecem, destruindo a tudo e humilhando os trouxas. 
 Ao chegarem em Hogwarts, os amigos se deparam que uma surpresa que deixa a todos empolgados: Hogwarts será sede de um grande evento que envolve as três maiores escolas de magia de toda a Europa (as outras duas são Beauxbatons e Durmstrang), o Torneio Tribruxo.
Mas existe um porém: Apenas alunos maiores de 17 anos de idade poderão inscrever seus nomes e colocá-los no Cálice de Fogo (o qual será responsável por "selecionar" os candidatos, um de cada escola).
A cobiça é alta, pois o prêmio é extraordinário: prestígio no mundo bruxo e 100 mil galeõs, mas como nada na vida pode vir facilmente, o Torneio é composto por três fases difíceis, que colocarão a vida de seus participantes em risco.
Será que vale a pena arriscar?
Alunos mais novos tentam se inscrever (como os gêmeos Fred e Jorge, o que resulta em algumas cenas engraçadas), mas o cálice é protegido por um feitiço de idade, pois o torneio é perigoso demais...
Mas algo totalmente inesperado acontece... Hogwarts não tem apenas um campeão para representar a escola inteira, e sim dois, pois o nome de Harry também é expelido do Cálice.
A partir de então, começa o mistério e as perguntas: Quem foi que colocou o nome de Harry no Cálice? Como o menino se livrará dessa?
 Claro que o livro não teria a menor graça se o Harry não tivesse se metido nessa encrenca, e uma vez no Torneio, não tem como fugir.
Pensando que ele se inscrevera de propósito, muitos daqueles que se diziam seus amigos se afastam, inclusive Rony, e a escola inteira fica oposta a Harry, dado apoio ao Cedrico Diggory (o outro campeão de Hogwarts).
A primeira tarefa é algo muito simples: Fugir de um dragão e roubar seu ovo, para descobrir a pista para a próxima tarefa.
Como se não bastasse o fato de ser a pessoa mais nova a competir, Harry fica com o pior dragão de todos, o Rabo-Córneo Húngaro.
Ao contrário do que muitos pensam, ele consegue sobreviver com muita maestria, e uma pequena ajuda de seu novo professor de Defesa contra a Arte das Trevas, Senhor Alastor Olho-Tonto Moody e se prepara para a próxima tarefa, nem imaginando o que ainda está por vir.
A segunda tarefa não me pareceu tão difícil quanto a primeira, e, seu ato de heroísmo, rendeu boas recompensas.
Mas quando a terceira se aproxima, o clima começa a esquentar ainda mais: o campo de quadribol se torna um labirinto, e nele existirão muitos desafios (os quais são muito mais interessantes no livro, diga-se de passagem), mas o caminho final, levará Harry até um cemitério... onde ele verá o ressurgimento de seu maior inimigo, Lord Voldemort.
Eles se enfrentam, mas a batalha resulta em uma morte... 
Aqui podemos notar o amadurecimento de escrita de J. K. Rowling, tal como os personagens e a história. 
Esse livro é como a transição da fase imatura de ser criança, para a adolescência, quando as responsabilidades começam a aumentar, surge o primeiro amor, amizades se tornam cada vez mais fortes (mesmo após a terrível briga entre Harry e Rony, que havia sido a maior até agora). 
Vemos nossos personagens principais morrendo de amores, ciúmes, o primeiro baile, a consciência social (por parte da Mione, quando inventa o F. A. L. E.: Fundação de Apoio a liberdade aos Elfos), o que dá início à uma nova fase na saga, onde o passado é desencadeado, e está cada vez mais próximo do presente. 

Curiosidades: 
  • Inicialmente era intenção da Warner dividir o 4º livro da série Harry Potter em dois filmes, que seriam lançados nos cinemas com uma diferença de poucos meses entre eles. A proposta da divisão era para que as várias tramas do 4º livro pudessem ter espaço para ser trabalhadas em sua adaptação para o cinema; 
  • Nos créditos finais aparece a frase: "Nenhum dragão foi ferido durante as gravações deste filme"; 
  • Mais de 3 mil garotas fizeram testes para a personagem Cho Chang, em 7 de fevereiro de 2004; 
  • Mike Newell recebeu o cachê de US$ 1 milhão para dirigir Harry Potter e o Cálice de Fogo; 
  • O orçamento de Harry Potter e o Cálice de Fogo foi de US$ 130 milhões. Foi o segundo livro que vendeu mais rápido em todos os tempos; em sua semana de lançamento, mais de 6 milhões de exemplares foram vendidos nos EUA, forçando a editora Scholastic a começar novas impressões urgentemente. Ordem da Fênix tirou a liderança de seu antecessor;
  • Quanto ao tamanho do livro, J. K. comentou: "Sabia que este livro seria maior do que o terceiro, mas fiquei surpresa com o tamanho final. Mas este é o tamanho ideal para que a história possa ser contada." 
  • Este é o único livro entre os cinco primeiros da série cuja trama não se inicia na Rua dos Alfeneiros. 

Confira algumas capas do livro em outros países:
P. S.: Como semana passada foi a última semana de aula, não postei nada para me dedicar às provas finais (e à festa junina). Hoje eu deveria postar o Especial Ordem da Fênix, hehe, mas deixarei para outro dia, essa semana ainda.
E fora outras novidades que ainda estão por vir ;)
P. P. S: Amanhã responderei e visitarei todos os blogs que comentaram nas postagens anteriores e nesta.

16/06/2013

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Terceiro filme da saga, e certamente meu favorito. Entre todos, creio que esse seja o qual tenho mais dificuldade em escrever algo sobre, mas tentarei, hehe. 
Neste livro/ filme mostra Harry com recém completados 13 anos de idade, no Terceiro ano  na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e disposto a finalmente enfrentar a tirania de seus tios. 
Uma das partes mais divertidas do filme se dá no início, quando Harry, irritado com a irmã de seu tio, a transforma em um balão e o garoto sai de casa, sendo levado pelo "Nôitibus andante" até seus amigos. 
Neste livro, a verdade sobre seu passado e todo o drama que isso envolve se aproxima cada vez mais. 
Um "assassino" muito perigoso, de nome Sirius Black acaba de fugir de Azkaban (a prisão de segurança máxima do mundo bruxo).
O protagonista, assim como os outros, acredita que Sirius, seu padrinho, conspirou para a morte de seu melhor amigo, Tiago Potter, e sua esposa, Lílian Potter, os pais de Harry; e agora ele está atrás de Harry, para, como muito dizem, terminar o que ele havia começado muitos anos antes. 
Para proteger os alunos da escola, Dementadores (criaturas sombrias capazes de roubar toda a alegria de uma pessoa) são postos às portas de Hogwarts e os alunos devem tomar muito cuidado. 
Harry é o mais suscetível aos Dementadores, pois quando eles se aproximam, o garoto ouve uma voz feminina gritando... 
Para mantê-los afastados de si, ele deverá controlar suas emoções e pensar em sua lembrança mais feliz enquanto conjectura um feitiço, o qual não é fácil. 
Aos poucos, Harry aprenderá que nem tudo é aquilo que aparenta ser, e será incrivelmente surpreendido quando descobrir toda a verdade sobre seu padrinho, o primeiro fugitivo de Azkaban.
Neste livro, encontramos algumas respostas (embora não todas) para algumas perguntas que se formularam em nossas mentes desde o início, e podemos através dele entender melhor o passado do protagonista, enquanto novos detalhes são acrescentados à história (como a "aparição dos Marotos), e os detalhes se combinam com o restante em perfeita sintonia.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é, certamente, um livro que representa amor, lealdade, o preço de uma amizade verdadeira (até me arrepiei escrevendo isso, pois lembrei de tudo o que Sirius fizera por Tiago). 
Pode parecer bobagem de uma fã alucinada, mas, mesmo com toda magia envolvida, Harry Potter é a perfeita definição daquilo que vivemos, onde nosso Dementador real é aquilo que nos rouba a alegria, a lealdade entre amigos que se consideram como irmãos, e a perfeita definição de amor (embora esta seja uma palavra muito complexa para ser definida), em que uma pessoa prefere ser condenado injustamente, a deixar seus amigos. 
Amo muito Harry Potter, mas o amor por este livro é muito mais intenso. 
Curiosidades: 
  • Nas filmagens, para Hagrid carregar Draco Malfoy, a equipe fez um boneco 30% menos que o ator Tom Felton (Draco) para que Hagrid Parecesse maior;
  • A equipe dos efeitos especiais, demorou mais de 6 meses para criar o visual definitivo dos dementadores; 
  • Quando aparece o Mapa do Maroto pela primeira vez, mostra Newt Scamander, escritor do livro Animais Fantásticos & Onde Habitam, mesmo ele não sendo professor em Hogwarts; 
  • Na cena em que Harry se aproxima de Bicuço, o animal está defecando; 
  • Ocorreu um incêndio próximo ao viaduto de Glendinnan, na Escócia, que atrasou as gravações das cenas do Expresso de Hogwarts; 
  • Para conhecer melhor os três atores principais, o diretor pediu que cada um deles escrevesse uma redação, sobre seus personagens. Emma Watson (Hermione Granger), escreveu 16 páginas, Daniel Radcliffe (Harry Potter) escreveu somente uma págin e Rupert Grint (Rony Weasley) esqueceu de fazer a redação. (fonte)
  • A primeira vez que Sirius foi citado, ocorreu no 1º livro da série, bem no começo, quando Hagrid leva Harry (ainda bebê) para a Rua dos Alfeneiros, e o grandalhão diz que havia pego a moto de Sirius (a qual está com ele até o último livro). 
  • Este é o único filme/livro da saga em que Lord Voldemort não aparece e não tem nenhuma morte. 

Voltarei a postar sobre outras coisas (resenhas, filmes, séries, livros, textos, música, etc) essa semana mesmo, para que o blog não fique apenas "Harry Potter", hehe. 
Uma boa caneca de cerveja amanteigada a todos para iniciarem bem a semana, beijos =)