27/11/2015

Especial: A Saga do Tigre, Colleen Houck

Fonte da imagem: Livros com resenhas

Qualquer pessoa imersa no universo literário já deve ter ao menos ouvido falar na Saga do Tigre. Um sucesso imensurável em 18 países, o primeiro livro (A Maldição do Tigre), foi lançado em 2011. Os direitos autorais foram comprados para o ramo cinematográfico, com previsão de estréia do filme para 2016.

Comecei a ler o primeiro livro recentemente, mas esta postagem é um pedido especial de uma leitora aniversariante. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre os livros?

Sinopse: Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor? 

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. 

Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livro ao lado dele. 

O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. 

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. 

25/11/2015

Pare tudo e assista: Jessica Jones

Já fazia um bom tempo desde que foi anunciada a adaptação da HQ sobre a heroína Jessica Jones, para a série em parceria da Marvel e Netflix.

A estória se passa na mesma localização que Demolidor (que foi adaptado para série em April de 2015), o bairro Hell's Kitchen. A série conta com a atuação de Krysten Ritter na pele de Jessica, que de início chama a atenção por ser uma mulher forte e determinada.

Jessica é uma ex super-heroína, que ainda com sequelas de seu passado, abre uma agência de detetive particular. Uma mulher desbocada, moderna e livre, com vícios em álcool, Jessica surpreende por não ser o esteriótipo de heroína perfeita, mas ao contrário, seus defeitos e inseguranças são muito bem demonstrados.

10/11/2015

Você está do avesso


Meu querido,
Escrevo-lhe pois ultimamente tenho estado tão cansada de mim mesma, que tenho que compartilhar isso com alguém. Talvez você fique cansado também, mas não tem importância.

Será que hoje vai chover ou o céu só fechou para mim? Não sei porque insisto em escrever coisas tristes, sendo que neste momento tudo em minha vida está caminhando perfeitamente bem.

Decidi que não importa quantas vezes isso se torne necessário, querido, mas sempre que eu cansar de quem sou, me permitirei um novo recomeço, pois a vida se renova a cada dia.

Acredito que essa seja a graça do primeiro dia de um mês. Do amanhecer do dia 10. De uma segunda-feira qualquer e a famosa "dessa vez eu começo minha dieta". É a graça do ano novo, de uma semana nova, de um novo dia: acreditar que a vida está renascendo a cada dia que passa.

Quero renovar aquela esperança que me fazia ter brilho nos olhos, mas preciso que algo termine para ganhar meu tão esperado renovo. E tenho medo disso.

Ah, eu tenho tanto medo de uma nova vida, quanto tenho de não conseguir novas oportunidades. Os anos foram passando e eu me deixei passar com a vida.

Ela veio diante de meus olhos, e alçou vôo como uma poderosa águia pelo campo. Os anos passaram. Não me tornei a escritora que sempre quis ser, mas isso, admito, foi culpa minha.

Quem sabe o que os próximos amanheceres não reservam a mim?

Os anos se passaram. E embora eu saiba que tanta coisa mudou, por que ainda sinto aquele imenso vazio lá no fundo? Tudo parece outro. Tudo parece diferente. Ousado. Peculiar.

Está tudo novo. Eu sou uma nova versão de mim mesma. Mas ainda sinto como se nada tivesse mudado. São meus sentimentos que ainda pesam quando subo na balança?

Quero poder lhe contar as novidades com o mesmo entusiasmo que as recebo, mas tenho estado tão do avesso que nem mais sei o que me é entusiasta.

Os anos se passaram.

Passaram-se como um instante percorre o fundo de meu olhar, e tomam a minha íris de cor. Passou. Tudo passa.

E se tudo passa, passarei eu também pela vida enquanto ela me percorre? Não sei o que acontece. Só sei que tudo está tão diferente que no íntimo parece que nada nunca mudou.

Eu estou do avesso. Mas você está neste avesso comigo. Ou vai me dizer que também não reparou que a vida andou tão depressa que nos deixou para trás?
Os anos passaram tão rápidos. E eu ainda sou aquela menina insegura que vivia inebriada em sua timidez.

Passaram-se os anos. E mesmo virada ao contrário e perdida no mundo que criei para mim, não quero perder tudo outra vez.

09/11/2015

Cecília Meireles: 51 anos sem a poetisa


Hoje faz 51 anos desde que Cecília Benevides de Carvalho Meireles (sim, eu pesquisei o nome completo no Wikipédia.), deixou nosso mundo. Ela, que foi - e ainda é - um dos grandes nomes da literatura nacional, minha Musa inspiradora em poemas, dona de uma sensibilidade admirável sobre o mundo.

Para quem já teve a sorte de se deliciar com um de seus poemas, entende a leveza à alma que boa parte deles trazem. Alguns, podem até mesmo nos levar à reflexão e a pensamentos tristes pela profundeza de significados que carregam, mas todos, são especiais a seu modo.

Quer conhecer um pouco do trabalho dela? Selecionei meus poemas favoritos para vocês!

Pássaro da Lua 

Pássaro da Lua, 
que queres cantar, 
nessa terra tua, 
sem flor e sem mar?

Nem osso de ouvido, 
pela terra tua. 
Teu canto é perdido 
pássaro da lua... 

Pássaro da lua, 
por que estás aqui?
Nem a canção tua 
precisa de ti. 


Cântico VI

Tu tens um medo: 
Acabar. 
Não vês que acaba todo o dia. 
Que morres no amor. 
Na tristeza.
Na dúvida. 
No desejo. 
Que te renovas todo o dia. 
No amor. 
Na tristeza. 
Na dúvida. 
No desejo. 
Que és sempre outro. 
Que és sempre o mesmo. 
Que morrerás por idades imensas. 
Até não teres medo de morrer. 

E então, serás eterno. 


Retrato 

Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos vazios, 
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face? 


Cântico XIII

Renova-te. 
Renasce em ti mesmo. 
Multiplica os teus olhos, para verem mais. 
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo. 
Destrói os olhos que tiverem visto. 
Cria outros, para as visões novas. 
Destrói os braços que tiverem semeado, 
Para se esquecerem de colher. 
Sê sempre o mesmo. 
Sempre outro. Mas sempre alto. 
Sempre longe. 
E dentro de tudo. 


Cântico II

Não sejas o de hoje. 
Não suspires por ontens. 
Não queiras ser o de amanhã. 
Faze-te sem limites no tempo. 
Vê a tua vida em todas as origens. 
Em todas as existências. 
Em todas as mortes. 
E sabes que serás assim para sempre. 
Não queiras marcar a tua passagem. 
Ela prossegue:
É a passagem que se continua. 
É a tua eternidade. 
És tu. 


Gostaram? Já conheciam algum poema de Cecília Meireles? Quero saber o favorito de vocês, hein! 

Até a próxima, Ju Rodrigues. 

06/11/2015

Primeiras impressões #3: Sombras do Medo - Camila Pelegrini


Sombras do Medo trata-se de uma Distopia Fantástica, com um enredo tão atual que em apenas 23 páginas que li, me peguei pensando na crítica abordada pela autora: a forma como temos cuidado do nosso planeta. 

O mundo do Sombras se passa em uma época além do nosso tempo, onde nossos recursos naturais estão extinguidos. As árvores foram devastadas, a água restante é em pouca quantidade e destinada aos mais ricos e poderosos. O mundo foi dividido em duas partes, separado por uma grande muralha (estilo Muro de Berlin na década de 60), separando os ordinários dos singulares. 

Ordinários se refere à população pobre, enquanto os singulares são aqueles que possuem condições "menos piores". Além disso, o mundo é dividido em 5 capitais. De início, não é dito quase nada sobre cada capital, mas, obviamente, a autora deve ter explorado muito bem durante o livro. 

A estória do livro é contada em terceira pessoa. Achei uma leitura bem agradável, especialmente nas primeiras páginas (prefácio e prólogo). 

A raça humana encontra-se no fim da linha,
exatamente onde seus passos a levaram. 
Não é a primeira vez que isso acontece, 
mas é a pior. 
Talvez por já ter errado tantas vezes. 
Talvez por não ter aprendido em nenhuma delas. 
Parece sempre esquecer as dores 
e as lições que se escondem 
por trás das guerras, revoltas, holocaustos e desastres retratados
em seus livros de história. 
De qualquer forma, 
desse erro não poderão ser culpados novamente, 
pois não sobrará ninguém para se lembrar. 

Não falarei muito sobre os personagens que foram apresentados, pois ainda não formulei nenhuma opinião/ teoria sobre eles. Mas a maneira como a Camila descreve as cenas, faz com que os leitores sintam o sofrimento que os ordinários passaram. Todo o sofrimento que eles estavam vivendo, e as reflexões que a Anabela fazia (que, acredito eu, seja a personagem principal), traziam uma crítica camuflada sobre o nosso estilo de vida. 

Nessa mania que possuímos em não nos importarmos com o que a natureza nos oferece. Que tantos desperdiçam horas em banhos, enquanto eles não possuíam água suficiente para tirarem a sujeira do corpo. Essa crítica que a autora apresenta sobre o desmatamento (pois sim, eu acredito que mesmo não tão diretamente, tudo que foi abordado foram críticas que a escritora fez sobre as pessoas ao seu redor. Sobre nós mesmos, e a importância pífia que damos à natureza). 

O mundo que Camila criou, em alguns momentos, não parece tão distante da nossa realidade, e sim, consequências das atitudes que tomamos. Como eu li apenas 23 páginas, não vi o lado fantasia do livro, ainda (mas sei que tem), embora o distópico tenha ficado bem claro. 

Ela está de parabéns pelo livro, pela forma como abordou esse assunto tão importante e o trouxe à uma distopia. A autora é bem talentosa, escreve de maneira leve, fluída e envolvente. Certamente, é um livro que quero adquirir e saber o restante do que acontece. 

O livro está em pré-venda pela Editora Arwen, e você pode adquiri-lo aqui.