30/09/2013

Sobrenomes para personagens - Nacionalidades

Hey pessoal! Há mais de um ano atrás, fiz uma postagem aqui, sobre Nomes para personagens, e ela acabou ficando vastante conhecida. Frequentemente, recebo comentários e e-mails de leitores agradecendo pela postagem, criticando, ou ainda mais: pedindo sugestões à mim de sobrenomes para seus personagens.
Sei que essa é uma tarefa tão difícil quando escolher apenas o nome, pois tenho a impressão de que esse conjunto de nomes e sobrenomes é justamente o que irá delimitar a personalidade de cada um.
Reuni aqui, alguns sobrenomes bem conhecidos, mas não apenas no Brasil, quanto também em outros países do mundo (os mais pedidos pelos leitores).

Uma dica: Caso seu livro se passe no Brasil e você não tenha interesse em nenhum dos sobrenomes da "nossa" nacionalidade, você pode pegar sobrenomes de outras culturas, afinal, encontramos aqui muitas pessoas que nasceram em nosso país, porém, cuja família veio de outros cantos do mundo, então se torna comum encontrarmos um brasileiro com sobrenome italiano, por exemplo.

A origem dos sobrenomes: Até o século XII em média, os europeus tinham como costume darem apenas um nome para seus descendentes. Mas conforme a sociedade foi crescendo, as chances de se encontrar outra pessoa com o mesmo nome se tornaram bem mais altas.
Então, para facilitação da vida das pessoas (tanto no sentido de evitar encontrar outros com o mesmo nome, quanto em momentos de se encontrar o herdeiro de algum falecido), foi criado o sobrenome.
Em alguns casos, foi usado como critério para a nomeação a profissão do chefe da família (como Bookman), outros em jus de algum benfeito que realizaram (e acabaram recebendo como sobrenome Justos, Franco, etc).
Mas também, pode ser o nome do pai, como vemos em Peterson (filho de Peter).
Na Rússia, os filhos recebem três nomes: um diferente, o segundo que é o nome do pai, e caso o bebê seja uma menina, acrescenta-se ovna, evna ou ichna no final, e no caso de ser um menino, é acrescentado ich, vich ou evich. Após, vem o sobrenome da família.











Fontes utilizadas para essa postagem: A origem do sobrenome,  alemães,  brasileiros, eespanhóis, franceses, ingleses e italianos.
                                                                                                                Abraços, 
Ju. 

29/09/2013

| TEXTO REFLEXIVO | Meu mantra para todos os dias.

..:| Olá Leitores |:..

E em meio a tantos projetos, hoje parei, parei e me observei. É tão desesperador quando se muito tem para fazer e tão pouco as realiza. E em meio a tudo isso, a única coisa que englobou todo esse meu processo foi esse texto de algum autor desconhecido. Tenho levado o mesmo como meu mantra por vários dias. Espero que gostem e que reflitam a partir dele.


...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. 
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... 
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ... 
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... 
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos 
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas 
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Abraços!

27/09/2013

Resenha - Inferno

Autor: Dan Brown
Idioma original: Inglês 
Título original: Inferno 
Gênero: Romance policial/ suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 443
Ano: 2013
Para comprar: Buscape
Para baixar: pdf

Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados 
àqueles que se mantiveram neutros
em tempos de crise moral. 

Um livro de tema impactante e sério.
Robert acorda sem memória dos dias anteriores, apenas com breves lapsos de lembranças sobre uma mulher que o manda buscar e encontrar.
Ele foge do hospital com a ajuda de uma médica, após serem atacados por uma mulher misteriosa, que mata o outro médico, Doutor Marconi.
Já no apartamento de Sienna Brooks, a jovem medica, ele descobre em seu paletó um bolso secreto, e, dentro dele, um pequeno cilindro, o qual é um projetor do Mapa do Inferno, de Boticelli.
Analizando a obra, ele percebe algumas alterações e letras que foram acrescentadas em cada nível do Inferno, que  formavam a palavra CATROVACER.
Aparentemente, aquilo nada  representava, mas Robert sabia que sua vida estava correndo grande perigo, e ele foi forçado a acreditar que o governo de seu próprio país havia mandado alguém para matá-lo.
Ele e Sienna devem ir em busca desse mistério, para poderem entender porque alguém quer vê-lo morto, como perdeu sya memória, e um dos itens mais importantes: Por que ele estava em outro país?
O que teria acontecido, e estava acontecendo de tão importante?
Juntos, ele descobrem que o mistério envolve uma importante obra da literatura italiana, A divina comédia, de Dante; mais precisamente, a parte mais famosa da obra: o Inferno.
Eles chegam até a máscara mortuária de Dante, e descobrem que seu dono é um homem muito poderoso: Bertrand Zobrist, homem muito inteligente, cujo plano secreto é a criação de um vírus que mataria boa parte da população mundial.
Embora psicopata, ele chama nossa atenção para um sério problema: a superpopulação e a possível possibilidade de escassez de recursos naturais para sustentar todas as pessoas do mundo.
Agora, Robert e Sienna devem correr contra o tempo para encontrarem o vírus, antes que seja tarde demais...
- Robert, de um ponto de vista puramente científico, com base apenas na lógica e sem qualquer emoção, posso lhe afirmar sem sobra de dúvida que, a menos que haja alguma mudança drástica, o fim da nossa raça está chegando. E depressa. O mundo não vai acabar com fogo, enxofre, apocalipse ou guerra nuclear... vai acabar com um colapso absoluto em decorrência da quantidade de pessoas no planeta. A matemática é indiscutível. - página 204 

Achei o livro bem interessante, especialmente por sua temática.
Para alguns leitores, a narrativa as vezes pode ser um tanto  entediante, pois Dan Brown relata um pouco sobre a vida de Dante, e podemos conhecer sobre a literatura e artes italiana.
Pude também relembrar fatos estudados em geografia, como a teoria malthusiana da superpopulação, a qual foi tida como errada, mas a forma como Dan a apresenta remete à realidade atual.
Para mim, foi uma experiência muito boa, pois, quando o assunto é livro, não existe melhor do que aquele em que você ganha conhecimento e aguça sua curiosidade com os mistérios que o envolvem.
O final foi bem  surpreendente, pois o vírus criado não iria matar as pessoas, e sim seria responsável por outra coisa.
Não posso dizer o que, pois seria um spoiler enorme, mas para os fãs de romance policial e suspense, para os não fãs também, é um ótimo passatempo, que promete surpreender ao leitor, ao mesmo tempo que o fará aprender e enriquecerá ainda mais sua bagagem cultural.

26/09/2013

| PARA VOCÊ SABER | Gêneros Literários

Olá Leitores!

Bem, depois de uma pesquisa básica, hoje trago pra vocês um pouco mais sobre gêneros literários que muitas vezes nem sabemos em qual se encaixa aquele nosso livro favorito.
Começamos então pelo significado de gênero literário: Gênero literário é uma categoria de composição literária. A classificação das obras literárias pode ser feita de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais e outros. A distinções entre os gêneros e categorias são flexíveis, muitas vezes com subgrupos.
..:| TEXTO EXTRAÍDO DO WIKIPÉDIA |:..

Sem muita contradição né? Continuemos agora com os gêneros! ;)
Partindo dos textos narrativos temos:
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de carácter verossímil, verdadeiro.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Epopéia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisseia, de Homero.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
Conto:  é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, curta, engraçada e até folclores (conto popular) por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.
Crônica:  é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanísticofilosóficopolíticosocialculturalmoral,comportamental, literário, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.

Ok, eu admito, nem eu sabia que existia todos esses tipos de gêneros literários. Mais uma vez blogs incorporando conteúdo na minha bagagem cultural.
Continuemos com o gênero dramático:
..:| RESUMIDAMENTE |:..
Muito presente nas peças de teatro, é claro, são textos que foram escritos para serem encenados. E para que isso aconteça, de um texto dramático se tornar uma peça ele, primeiramente deve ser convertido para um roteiro, assim depois será convertido em um espetáculo.
Chegando agora nas subclassificações de gêneros:
notícia é um exemplo de texto não literário.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do texto. Um bom exemplo é a peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas Noites Nupciais.
Sátira: é um texto de caráter ridicularizador, podendo ser também uma crítica indireta a algum fato ou a alguém. Uma piada é um bom exemplo de sátira.
Farsa: é um texto onde os personagens principais podem ser duas ou mais pessoas diferentes e não serem reconhecidos pelos feitos dessa pessoa.
Tragédia: representa um fato trágico e tende a provocar compaixão e terror.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por aquele povo.

Para finalizar então, temos os gêneros mais comuns que todos conhecem:
Comédia, poesia, terror, drama, romance policial, performance....
Acho que é isso, espero não ter esquecido nada.
Abraços e até domingo.

23/09/2013

Aproveitar a cada dia...


Seus olhos claros ganhavam forma a medida em que o Rímel lhe tocava os cílios, e com um traçado fino de delineador seu olhar se destacava.
Safira!
Um nome tão belo quanto sua face, mas tão misterioso quanto a dor que lhe acometia.
Seu sorriso puro e jovial lhe servia de disfarce. Se arrumava para esconder a dor, para fugir do amor e levar seus dias em harmonia.
Até quando aguentasse a luta, sem deixar-se ser vencida facilmente em nenhum dia de guerra que havia traçado contra si mesma.
Finalizava a sessão de beleza ajeitando as madeixas. Um lado parecia maior do que o outro, mas não havia importância para isso agora.
Nada mais importava!
Ensaiou na frente do espelho o sorriso mais bonito que conseguira dar, e, tomando sua mochila nos braços, seguiu o caminho da escola.
Há tempos não fazia aquele caminho, que tinha medo de que não a reconhecessem mais.  Havia mudado, mas sempre existe algo maior que permanece.
Seus olhos cintilavam de alegria ao ver os rostos tão conhecidos, os quais , traziam tanta paz.
Seus amigos eram o melhor presente que poderia ganhar, e a presença deles naquele momento já era suficiente para causar-lhe uma reviravolta tremenda em sua superfície.  Teve vontade de chorar ali mesmo, mas se conteve.  As pessoas não precisavam saber. Ao menos não por ora.
A escola já começava a se tumultuar. Voltar de férias é estranho.  Sentia que aos poucos já não pertencia mais àquele lugar. Àquelas pessoas.
Não recebera muita atenção. Não era popular, e as fofocas que rolavam pelos corredores eram mais importantes e  fundamentais do que quererem saber como Safira estava indo.  O que fizera e o quanto isso havia mexido com ela.
Tudo estava normal, a anormalidade estava nela, em suas atitudes.
Sua sala continuava lotada. Pelo visto, ninguém havia desistido ou os abandonado.
Menos mal, pensou ela. Queria a todos, inclusive aqueles com quem não conversava, perto de si.
O ritmo das aulas também era o mesmo, mas, embora ela pudesse notar que as atitudes de todos eram comuns para com ela, havia um sentimento diferente em seus olhares.
Seria angústia? Pena?
Não sabia ela, apenas que aquilo lhe causava uma certa aflição.
- Você está bem? - A voz vinha de sua esquerda.  Eram os olhos castanho escuros de sua melhor amiga que brilhavam em sua direção, sua voz estava seca, mas soava como uma melodia para seus ouvidos.
Safira apenas balançou a cabeça  afirmativamente, tentando convencer mais a si mesma do que à outra.
As aulas passaram rapidamente, e o tempo voando.
Já estava na hora de ir embora. O sono tomava conta de si, mas antes que pudesse ir, uma corrente de abraços a envolveu.
Era tão bom ser querida.  Era tão bom ser amada, e era justamente por esse amor que ela levantava todos os dias.
A soltaram, então Karol, sua melhor amiga de olhos escuros, entregou a ela um bilhete.
- Sentimos sua falta.  - sussurrou em seu ouvido, permitindo que Safira finalmente pudesse ir para casa.
O caminho não parecia tão longo quanto na ida.
Jogou sua mochila no sofá. Sua mãe já nem reclamava mais, havia se tornado um hábito.
Foi para seu quarto e trancou-se lá, deitando na cama.
Retirou do casaco o bilhete que recebera da amiga.
Nele havia apenas uma frase, mas foi suficiente para encher a seus olhos de lágrimas, as quais ela tentara conter o dia inteiro:
"Estarei contigo até o fim, minha irmãzinha..."
Safira segurava trêmula aquele pedaço de papel, enquanto em uma voz embargada pela emoção ela sussurrava:
-  Infelizmente não estarei com você até o fim, amiga. - A tristeza lhe invadia, e já não havia motivos para se esconder atrás de sua maquiagem.
Tirou de seu rosto tudo aquilo que a impedia de ver a si mesma naturalmente.
Mas só faltava uma coisa.  Com toda a delicadeza que ainda lhe restava, puxou as madeixas de perfeito cacheado, deixando à mostra a cabeça brilhante, de topo careca.
Se sentia nua. Se sentia horrível, mas nada poderia fazer para mudar sua condição.
Sem trocar de roupa, foi deitar-se, torcendo para que aquele não fosse o último dia que o câncer lhe permitisse viver.
Sabia que sua luta ainda não tinha chegado ao fim, e, enquanto houvesse forças, ela iria lutar, e viveria seus dias como se cada um fosse o último.
Até que o último chegasse.